Um caminhoneiro foi preso por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em cumprimento a um mandado de prisão por dívida de pensão alimentícia. O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a informação de que ele afirma ter a guarda dos próprios filhos.
Segundo relatos divulgados nas redes, o caminhoneiro sustenta que as crianças vivem com ele e que a ordem judicial não refletiria a atual situação familiar. O episódio gerou debate entre internautas, que questionaram a atualização das informações no processo e a necessidade de revisão de decisões judiciais quando há mudanças na guarda dos filhos.
A prisão civil por dívida de pensão alimentícia é prevista na legislação brasileira, mas depende do cumprimento dos requisitos legais e das circunstâncias de cada caso. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre eventual revisão da ordem de prisão ou sobre o andamento do processo.
Uma mulher foi condenada a pagar R$ 30 mil ao ex-companheiro após induzi-lo a assumir um filho que ela teve com outro homem. O caso ocorreu em Araraquara, no interior de São Paulo, e está em segredo de Justiça. O nome dos envolvidos não foi divulgado.
Segundo o Tribunal de Justiça do estado (TJSP), o homem registrou a criança acreditando que o bebê era fruto do relacionamento com a mulher. Anos depois, descobriu que a gravidez aconteceu após uma relação casual dela com outro rapaz. O verdadeiro pai da criança procurou a mulher para realizar um exame de DNA após perceber traços físicos semelhantes na criança.
Na avaliação do desembargador, a situação violou a dignidade, a honra e a identidade familiar do homem. Além do registro, ele assumiu responsabilidades afetivas, sociais e materiais, mas descobriu a verdadeira paternidade após anos.
O caso foi julgado em 2ª instância pela 7ª Câmara de Direito Privado, que fixou o pagamento de R$ 10 mil por danos materiais e R$ 20 mil por danos morais. No entendimento do magistrado, o gasto com alimentos está relacionado à subsistência da criança, mas “não impede a responsabilização patrimonial da genitora que, por omissão dolosa ou gravemente culposa, levou terceiro a assumir encargos materiais decorrentes de paternidade que sabia, ou ao menos devia saber, ser duvidosa”.
O colegiado aceitou um recurso do pai verdadeiro e julgou improcedentes os pedidos formulados contra ele. Na 1ª instância, ele havia sido condenado solidariamente ao pagamento dos danos materiais. Segundo o desembargador, não ficou demonstrado que o homem tenha participado da omissão ou soubesse da paternidade antes do exame.
“A simples condição de pai biológico não basta para impor responsabilidade solidária por danos causados ao autor, sem prova de que o corréu tenha induzido, auxiliado ou se beneficiado conscientemente da falsa atribuição de paternidade”, escreveu. A votação foi unânime.
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🤳 Reprodução
A fumaça de alecrim no galinheiro é um método antigo que ainda funciona.
🌿 Antes dos desinfetantes industriais, os camponeses italianos e os seus homólogos franceses, queimavam molhos de alecrim seco no estábulo e no galinheiro uma vez por mês.
Não era um ritual. Era uma técnica.
O alecrim queimado liberta em fase gasosa cânfora, cineol, alfa-pineno e ácido rosmarínico.
Em espaço fechado, estes compostos atingem concentrações letais para os artrópodes: moscas, mosquitos, ácaros, pulgas e piolhos, sem afetar mamíferos e aves, que toleram concentrações muito superiores.
É esta seletividade que tornava a técnica viável num galinheiro cheio.
— O ácaro vermelho (Dermanyssus gallinae) é o parasita mais temido na avicultura.
Esconde-se nas fendas da madeira dos poleiros durante o dia e suga o sangue das galinhas à noite.
Uma infestação forte provoca anemia, queda na postura e mortalidade dos pintos.
Os camponeses fumigavam o galinheiro vazio (galinhas fora), deixando a fumaça penetrar em cada fenda durante uma hora. O efeito durava 2 a 3 semanas.
As moscas dos estábulos; Stomoxys calcitrans e Musca domestica, caíam em poucos minutos.
A fumigação mensal interrompia progressivamente o ciclo reprodutivo.
A tradição não se limitava ao alecrim:
• Sálvia seca: mesmos princípios ativos, usada onde faltava alecrim.
• Zimbro seco: fumaça resinosa eficaz contra moscas e mosquitos, clássica nos estábulos alpinos.
• Lavanda seca: fumigação dos quartos contra percevejos; o linalol queimado tornava as fendas da madeira inabitáveis.
🌿 A fumigação com ervas também tinha um papel de desodorização.
A fumaça aromática mascarava o amoníaco do estrume; um irritante respiratório real para bovinos, suínos e aves.
Reduzir essa concentração melhorava concretamente o bem-estar dos animais.
🌿 Hoje, para quem gere um pequeno galinheiro biológico onde os tratamentos químicos não são desejáveis, queimar um molho de alecrim seco no galinheiro vazio uma vez por mês continua a ser um tratamento complementar contra o ácaro vermelho: sem resíduos, sem contaminação dos ovos e com o custo de um ramo.