Maria Eduarda tinha 21 anos. Professora de educação física, de Jandira-SP. Foi até Limeira fazer rope jump na Ponte do Esqueleto.
Pagou R$290. Postou nos stories:
“Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?” Uma hora depois, três homens jogaram ela de 40 metros. Sem corda. A corda estava no chão.
A empresa se chamava “Entre Cordas.” Não tinha CNPJ, não tinha alvará, não tinha seguro.
A polícia confirmou: grupo informal sem registro.
Não foi a primeira vez. Ciclista morreu nessa ponte em 2024. Duas jovens quebraram as pernas em 2025.
A vereadora Bruna Magalhães dormiu na ponte pedindo segurança para o governo federal.
Responderam com ofício.
O advogado de defesa disse: “rope jump não é regulamentado, mas também não é proibido.” A NR-35 exclui atividades recreativas.
Não existe lei federal pra rope jump. Casos iguais em MG (2020) e PR (2024). Mesmo padrão: empresa informal, ponte abandonada, zero fiscalização, alguém morre.
Três presos por homicídio com dolo eventual. Um é bombeiro civil.
Fugiram pro mato. Apagaram o Instagram enquanto os clientes ainda estavam na ponte.
Descanse em paz, Maria Eduarda.
Que a sua morte obrigue esse país a fazer o mínimo.