Já falei 300 vezes e vou repetir:
“Empresa” que quebra se o funcionário folgar um dia a mais é porque opera no modo caralho, quiosque miserável que explora mão de obra.
Liso tem que empreender trabalhando na própria empresa e botando a encostada da família para trabalhar; funcionário de fora é luxo.
O próprio Atacadão estava com déficit de funcionários. O que vai acontecer é a mercearia da família Silva perder seu caixa para o Assaí Atacadista, e o empresário encostado ter que botar a mulher e os filhos para trabalhar no lugar do pobre assalariado.
Passei todo o governo Temer e parte do Bolsonaro produzindo boletins de política fiscal e mercado de trabalho. Isso me proporcionou algum feeling para perceber melhor o movimento da economia.
E, na minha avaliação, o Lula III é, de longe, de longe mesmo, de longe para um caralho, o caso mais impressionante. Um verdadeiro objeto de estudo.
Assumiu com um orçamento comprometido, passivos de precatórios represados e programas públicos subfinanciados. Enfrentou um cenário político muito mais adverso, com menor margem de governabilidade e autonomia orçamentária limitada pelo avanço das emendas parlamentares.
Ainda assim, entregou crescimento de 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025, após quase dez anos de estagnação. Mesmo após a reforma trabalhista, que comprometeu a transmissão do crescimento do emprego para os salários, tanto o desemprego quanto o rendimento médio real atingiram o melhor desde o início da série. Isso tudo com inflação sob controle.
Esse véio, antes de virar estrelinha, tem que deixar uns manuais de Macroeconomia e Economia Política pra gente. E o título da obra ainda tem que ser provocativo, sei lá, algo como “Como dar nó em pingo d’água? Um manual para fazer a economia crescer quando quase tudo limita a capacidade de governar.”
Lula não tem sucessor. A volta dele às urnas é prova disso.
Flávio, por outro lado, é herdeiro do familismo.
Não dá pra ignorar o que esses dois caminhos significam para a renovação política e para o fortalecimento do centro democrático.
Não voto em Lula nem em Bolsonaro. Nenhum me representa.
Mas deixo uma reflexão para os indecisos e que desejam terceira via em 4 anos:
Flávio com maioria de direita no Congresso governaria quase com carta branca.
Lula com Congresso de direita enfrentaria uma oposição forte.
Em pleno segundo turno de eleição presidencial com chance de afundarmos na lama bolsonarista, não contem comigo pra aprofundar análises sobre disputa interna de partidos de esquerda. Contem comigo pra somar voto e reeleger Lula! Bora aprender a juntar gente e focar em briga boa!
Para Uber e Taxista: Move Brasil
Para Classe Média: reajuste do IR
Para CLT: defesa da escala 5x2
Para o estudante: pé de meia
Nada disso importa. O que importa é…sei lá o que importa pra essa galera, o outro lado sequer tem proposta, desisti de tentar racionalizar
Nikolas ferreira teve 3 milhões de votos em MG e puxou 20 nomes do PL para a câmara dos deputados. Erika Hilton, com 1,5 mi de votos em SP, só puxou 4. Se você se considera uma pessoal minimamente informada, precisa saber por quê isso acontece no nosso sistema eleitoral.
Hoje eu vou explicar pra vocês porque a MP das Bets tirou votos do PT, e foi um tiro no pé. E isso casa inclusive com o principal problema do partido hoje, que é descolamento da realidade.
No discurso de proibição, o foco ficou em salvar os viciados, mas eu cansei de dizer aqui que embora existam, a porcentagem de pessoas que se viciam apostando é pequena diante da enormidade de jogadores.
E aí faltou ao PT fazer a pergunta mais simples de todas, mas que ninguém fez:
Porque as pessoas estão apostando tanto?
Porque as apostas viraram febre no Brasil?
E a resposta vem com o retrato mais claro da realidade dos brasileiros:
Porque as coisas estão difíceis pra caralho.
O brasileiro tá tão apertado, tão sufocado com tanto imposto, que ele simplesmente aceita jogar 5 ou 10 reais pra tentar pegar 50, 100, 300. Se ele der mta sorte, acerta um bingo gigante e faz o mês.
O ticket médio do brasileiro é baixíssimo, e ele tá longe de jogar todas as economias nas bets.
O que ele tenta mesmo é fazer a sorte sorrir pra ele pra ver se no fds ele vai ficar em casa se ele perder aqueles 10, ou se a balada vai ser mais maneira com os 100 que pegou na bet.
O brasileiro não joga porque é idiota, ele joga porque as coisas estão tão complicadas, que um Tigre que solta carta, ou um Avião que explode depois de alguns segundos parece mais confiável que o ministro que taxou as compras dele na Shein.
E isso diz muito…
Mas sim, ainda podia piorar, e piorou.
Ao invés de ir só contra cassinos, o governo resolveu bater na paixão dos brasileiros, o futebol.
E aí faltou entendimento de novo. As apostas em esportes fazem parte do entretenimento hoje. Elas fazem torcedores do Corinthians assistirem os jogos de todos os outros times. Ela faz a CazeTV ter audiência transmitindo o Campeonato Francês.
As bets fomentam TVs, clubes, canais do youtube, rede sociais de influencers, dos pequenos aos maiores do Brasil, gerando milhares de empregos diretos e indiretos.
E sabe o que vocês falaram quando proibiu?
- Se o futebol precisa das bets, que acabe o futebol.
Essa frase parece linda e faz sentido pra um único tipo de gente: as que não gostam de futebol.
Pra todo o resto da massa parece sabe o que?
Parece o que o presidente do Flamengo falou:
- Meu time vai quebrar.
E qual a resposta dos intelectuais que não sabem nem o que é uma bola?
- Acabou o patrocínio de 300 milhões? Vai lá na Cimed, pega um de 30 e tá tudo certo…
- Não tem bet? Toma aqui uma esmola da loterias caixa.
Ou pior:
- Tá devendo? Vem aqui no BNDS e pega outro empréstimo.
E pras pessoas da indústria direta e indireta?:
- Acabou seu trabalho? Arruma outro…
Pra quem joga:
- Eu vou te proteger seu viciado idiota!
- Eu sei o que é melhor pra vocês!
Isso tudo enquanto juravam que o outro lado era o autoritário.
Na teoria tudo lindo e fácil, o problema é a prática.
O povo pode ser burro, fruto da educação primária que temos hoje, mas ele não é cego.
Ele viu quem arrecadou com as bets por anos até 9 dias antes da eleição. Ele viu quem tava zoando o Flamengo, e depois veio com camisa do time beijando escudo e medalhinha de nossa senhora.
Ele viu quem falou em proibir e tava com licença da Caixabet comprada pra começar a operar ano que vem.
E ele pode até perder dinheiro apostando de vez em quando, mas as bets deram pra ele o que o governo não dá mais:
Esperança.
VOCÊ AÍ !
Você aí que NÃO VOTOU ou VOTOU NULO, quer que tanto FLÁVIO quanto LULA se EXPLODAM, ODEIA os DOIS e acha que os DOIS vão roubar, logo "foda-se quem ganhar".
Vou deixar aqui meus 2 centavos sobre o assunto pra TENTAR te convencer que votar é melhor que se abster+
Flávio eleito com maioria no Senado, na câmara e indicando 4 ministros pro STF. O brasileiro entregou a chave do país pra família Bolsonaro. Terão um poder que jamais outro presidente teve. Tempos sombrios.
Parecido demais com futebol,com dia de clássico. Escolha seus candidatos,vote e vá curtir seu domingo em paz como achar melhor. Amanhã a maioria absoluta vai trabalhar do mesmo jeito.
Bom domingo!
Chapecoense x Bragantino pela 37° rodada do campeonato brasileiro.
Chapecoense com o 8 jogadores da base depois de dispensar metade do elenco após a confirmação do rebaixamento na 32° rodada.
Bragantino sem chances de rebaixamento e longe da briga por libertadores, sulamericana garantida.
Jogo exclusivo no Amazon Prime.
O “presidente do mundo” decidiu ignorar regras, tratados e décadas de construção do Direito Internacional. Fez o que bem entendeu e chamou isso de “justiça”. O que as civilizações desde as mais antigas chamam de “Justiça com as próprias mãos”, ou agora “próprias bombas”.
Antes dos gritos dos sabidos contra o post falando em “defensor de ditador”, ou me convidando para “more la”, é bom um aviso de utilidade pública: eu classifico a Venezuela como uma ditadura. E - também por isso - o regime não tem minha simpatia. Mas a questão é outra aqui, até porque tá tudo bem pro presidente do mundo os regimes da Arábia Saudita, Uganda, Egito…
Dito isso….
O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela, ocorrido nesta madrugada, não é apenas um episódio militar ou geopolítico. Do ponto de vista jurídico, é algo muito mais grave: violação direta da proibição do uso da força, pilar central da ordem internacional desde 1945.
A Carta das Nações Unidas é clara: nenhum Estado pode usar força armada contra a integridade territorial ou a independência política de outro, salvo duas exceções, legítima defesa diante de ataque armado prévio ou autorização expressa do Conselho de Segurança da ONU.
Nenhuma delas se verifica aqui.
Sem essas condições, o ato configura ato ilícito internacional e, à luz do Estatuto de Roma, crime de agressão. Não existe “ataque preventivo”, “intervenção moral” ou “vontade política” que suspenda o Direito Internacional quando convém a uma potência.
O problema não é apenas a Venezuela. Quando quem se apresenta como guardião da ordem global rasga as regras, o recado é simples: elas valem só quando interessam.
Mesmo sem saber o desfecho dessa história, o maior derrotado já tem nome e sobrenome: a diplomacia internacional. O presidente do mundo está inaugurando um novo modelo de gestão global: o “American Way of Force.”