Os graves e perigosos abusos de poder cometidos por Alexandre de Moraes são evidentes há anos, desde 2019. Um dos princípios judiciais universais mais básicos é que um juiz não pode agir quando é a suposta "vítima". Essa proibição existe por razões bem óbvias, mas Moraes simplesmente a ignorou e violou repetidamente.
A maioria das instituições brasileiras (incluindo a Estadão e a Globo) justificou e desculpou tudo isso ano após ano, atacando aqueles que se opunham aos abusos de Moraes, porque o principal alvo desses abusos eram seus adversários políticos.
Mas agora que vários países e instituições democráticas ao redor do mundo estão rejeitando os pedidos de extradição do Brasil -- Espanha, Interpol, EUA (sob Biden) e agora a Itália -- porque concluíram que Moraes viola princípios universais de justiça para fins políticos e/ou tenta criminalizar a liberdade de expressão política, muitos daqueles que passaram anos aplaudindo e defendendo Moraes agora querem reescrever a história e fingir que se opuseram a ele o tempo todo, porque estão envergonhados com o que permitiram e zangados por Moraes recusa-se a abrir mão desses poderes "extraordinários" quando ordenaram.
GloboNews metendo o pau em Moraes
Demétrio Magnoli: “Quando EUA, Espanha e Itália, sistemas judiciais, não governos, negam pedidos de extradição do Brasil, o problema não está neles. O problema é negar a realidade: há violação de Alexandre de Moraes no devido processo no STF. Não é só no caso Zambelli, mas no processo geral dos bolsonaristas. O ponto é que um juiz acumula vítima, investigador e julgador. Isso fere a democracia.”
O novo corregedor nacional de Justiça esteve na degustação de uísque em Londres, cuja conta de R$ 3 milhões foi paga por Vorcaro.
É agora a autoridade máxima responsável pela integridade do Judiciário brasileiro, indicado pelo pleno do STJ e aprovado pelo Senado Federal.