@Tulmag Muito próximo talvez não seja suficiente na questão trabalhista. Agora mesmo não jogando tem um cansaço metal de estar numa copa, a tensão da final, ele estava trabalhando. Não sei qual intensidade ele teria domingo, ainda mais sendo o Flaco
Brincar de futebol. Com senso crítico, com as crises da vida contemporânea, claro — racial, social, econômica, da colonização, do capitalismo, afinal —, mas sem esquecer de brincar de futebol. Sem discurso moralizante. Tem 5bi de pessoas vendo a Copa, você não é tão importante,
e quem não queria assistir uma Argentina x Espanha nessa final da Copa do Mundo é completamente maluco
Lionel Messi reencontra Lamine Yamal após 19 anos.
Um na última Copa e o outro em sua primeira. Que enredo fantástico.
A primeira coisa que a Inglaterra tem que aprender é que o futebol não tem casa.
Ele é andarilho, gosta de andar pelo mundo e tem especial afeição pela América do Sul.
A Inglaterra cometeu o pecado fatal de subestimar uma campeã do mundo. Não apenas isso: uma campeã do mundo que tem Messi.
Depois de sair na frente, o time inglês ficou do tamanho de um ÁCARO diante da impetuosidade argentina.
A melhor seleção do mundo até segunda-feira perdeu pra melhor seleção do mundo de terça. Jogaço. Linda Copa do Mundo. Gigantesca semifinal, provavelmente o melhor jogo da Espanha na história dos Mundiais. E tudo aberto pra domingo.
A obra de Fernando Botero é célebre na Colômbia, de identidade única, reconhecida por seus personagens gorduchos. Juanfer Quintero, rechonchudo como uma pintura do compatriota, não deixa de ser um artista do futebol por isso: a canhota é seu pincel, a bola emula a tinta, o campo serve de tela. Cada passe do meia é um prazer de se assistir. Os minutos de Quintero no gramado, sempre presente no segundo tempo, eram dos mais aguardados por quem acompanhou a Colômbia na Copa de 2026. Vai fazer falta.
Quintero é representante de um outro futebol, jogado em outro ritmo, remetendo a outros tempos. Seu físico robusto, digamos, nunca o fez o jogador mais intenso – e ele até estava mais fino nesta Copa. Um toque, porém, e ele já mostra como pode estar acima dos demais. O camisa 20 faz tudo parecer muito fácil, mas por que ninguém mais consegue? Não é Juanfer quem corre, é a bola. Não se cansou de colocar os companheiros na cara do gol e, se deu só uma assistência neste Mundial, o número diz mais sobre a falta de pontaria dos colombianos na campanha. Até seus escanteios beiravam a perfeição.
Quem diz que Quintero não deu certo na Europa, sem vingar no Porto, está redondamente enganado: sua maior exibição é no Bernabéu, o Superclássico valendo a Libertadores, melhor em campo do River Plate na eterna final contra o Boca Juniors. Isso já bastaria à sua grandeza, bem como ter sido maestro do Racing campeão da Sul-Americana. Seu jogo é possível nestas bandas do mundo. E os maiores palcos gostam do futebol de Quintero. Inclusive a Copa do Mundo. Nunca foi titular absoluto da Colômbia e, mesmo assim, teve lampejos em três Mundiais. Em 2014, decidiu a vitória sobre a Costa do Marfim. Já em 2018, substituiu o lesionado James e saiu com duas assistências, além de um gol.
Por fim, em 2026, Quintero jogou em uma Colômbia que respeitou a mística do camisa 10. James Rodríguez vestiu o número e foi o titular. Fez uma competição positiva, em seu melhor no empate sem gols contra Portugal. E se James não tinha físico para aguentar os 90 minutos, o 10 sempre deu lugar a um 20 com até mais cátedra para bater na bola: foram poucos minutos, mas Quintero desfilou na Copa. Serviu o gol decisivo contra a República Democrática do Congo e flutuou diante de Gana. Contra a Suíça, uma cabeçada de Jhon Lucumí no travessão impediu sua assistência, mas ele deu novo show. Ainda converteu o primeiro pênalti da disputa final, sem que a Colômbia passasse. Sua ausência será sentida. Suas jogadas foram um deleite.