eu sei que muita gente acordou hoje frustrada, eu acordei. acho normal se sentir assim, mas é bom lembrar essa eleição ainda está aberta.
mais de 33 milhões de brasileiros não foram votar ontem. foi uma das maiores abstenções da nossa história. pra colocar em perspectiva, a diferença entre os dois candidatos foi de pouco mais de 2 milhões de votos. menos de 7% do número de pessoas que ficaram em casa, sem votar.
e segundo turno não é uma conta matemática em que todos os votos dos outros candidatos automaticamente migram para um lado. as pessoas fazem novas escolhas, quem não votou pode votar, quem votou branco ou nulo pode escolher um candidato. são dezenas de milhões de votos que ainda podem mudar essa eleição.
então, se você está frustrado, eu entendo. mas a hora agora é de se mover e, principalmente, ir votar. juntar todo mundo que não compactua com esse projeto de país absurdo que tão querendo desenhar, que eu sei que são muitas. se ainda resta alguma dúvida, dia 25 somos Lula 13. ainda tem muita coisa pra acontecer.
O Flávio venceu e virá com força total, apoiado pela Câmara e pelo Senado. No papel, é um cenário devastador — o próprio apocalipse político. Mas, no fundo, sob a lógica da revanche, carrega uma ironia inevitável. Veículos como a Globo e a Folha de S.Paulo, que pavimentaram essa subida, sentirão na pele o impacto dessa máquina. Quando a pressão contra essa imprensa começar, que a esquerda não cometa o erro de agir como escudo.
O mesmo se aplica ao trabalhador de baixa renda que abraçou esse projeto: verá o congelamento do salário mínimo, a inflação corroer a mesa, a manutenção da escala 6x1 e os cortes severos no Bolsa Família e nas aposentadorias. Causa dor ver a população do Nordeste exposta a isso, mas a maturidade política exige responsabilidade. O eleitor é adulto e precisa arcar com o peso das próprias decisões. Não cabe à oposição servir de amortece para o impacto; quando as instituições e a sociedade escolhem um caminho, a barreira sai do meio para que sintam as consequências reais das escolhas feitas. A história ensina que, em muitos casos, o aprendizado só ocorre pelo desgaste do cotidiano.
A cobrança deve ser direta também para os grupos minoritários que apoiaram esse espectro político. Se houver retrocesso no casamento igualitário ou perseguição institucional a populações LGBTs em estados dominados pela direita, caberá lembrar diariamente aos que apoiaram esse sistema onde começou a responsabilidade. Da mesma forma, quando políticas raciais e direitos básicos forem desmontados, a postura não será de tutela paternalista. É preciso abandonar o papel de protetor ingênuo de quem ajudou a erguer a própria parede.
Chega de retórica complacente e de slogans como “ninguém solta a mão de ninguém”. Essa postura se mostrou ineficaz. O momento pede recuo estratégico: afastar as mãos, recuar do debate imediato e deixar que a extrema-direita governe sem qualquer tipo de interferência ou oposição defensiva pelos próximos anos.
Quando o desgaste econômico e social atingir a imprensa e os setores corporativos que viabilizaram esse cenário, os pedidos de socorro virão. Cabe à oposição manter a indiferença e lembrar, de forma permanente, quem colocou o país nesse rumo por puro ressentimento político e social.
A experiência internacional já demonstrou a dinâmica do desgaste absoluto de governos populistas quando deixados à própria sorte, sem um alvo externo para culpar pelos próprios erros. Sem oposição para polarizar, o sistema colapsa sob o peso da própria incompetência administrativa.
Enquanto isso, o Nordeste reafirma sua posição. O Ceará e sua capital seguem sob gestões progressistas, funcionando como uma ilha de estabilidade e resistência institucional. Para quem está fora dessa zona de proteção, a orientação é pragmática: preservem-se, fortaleçam suas redes locais e reduzam o desgaste com o ecossistema político atual. Evitem exposições desnecessárias em manifestações ou redes sociais, cuidem da saúde mental e observem o desenrolar dos fatos.
Fiquem calmos. Que a nação aguente o peso das escolhas que fez.
Alô @TSEjusbr boca de urna rolando solta na zona oeste do Rio de Janeiro, especialmente em sulacap com várias pessoas do candidato Marcos Dias (do podemos) distribuindo santinhos
🚨🚨AO SAIR DE CASA PRA VOTAR AMANHÃ NÃO ESQUEÇAM🚨🚨
• título de eleitor
• documento de identidade
• consciência de classe
• os 700 mil mortos da covid pelo atraso da vacina
O pai não vota nele porque tá preso.
O irmão não vota nele porque tá foragido.
O outro irmão não vota nele porque vai faltar.
O irmão caçula não vota nele porque vai errar o número.
A madrasta não vota nele porque o detesta.
Se nem a família vota nele, não seja o otário a votar.
Eu quando tenho 2 neurônios pensantes e não consigo apreciar arte em estado puro com Isabel Teixeira diante dos meus olhos proferindo monólogos profundos e reflexivos que contam perfeitamente a história que a turnê quer passar
podemos falar? ia ser melhor que o tempo gastado com ela na turnê fosse mais músicas na setlist, quebra muito a vibe do show os monólogos
não tô diminuindo o trabalho dela por que ela é muito artista, mas não gostei
ainda preso aqui. inesquecível a noite de ontem em SP com esse cara aí que conseguiu me fazer ter uma crise de choro absurda com a sequência por você e essa eu fiz pro nosso amor