“Que eu não seja mais uma.”
Foi essa a oração dela, enquanto tentava fugir do medo.
E, graças a Deus, ela foi ouvida.
Ela não virou mais uma estatística.
Não virou mais uma manchete.
Não virou mais uma mulher que saiu de casa e não voltou.
Toda mulher conhece essa sensação.
Acelerar o passo.
Olhar para trás.
Mudar de caminho.
Fingir que está falando ao telefone.
Segurar as chaves com força.
Procurar alguém por perto.
E, em algum momento, pensar:
“Deus, que eu não seja mais uma.”