O BRASIL NÃO CARECE DE HERANÇA CARISMÁTICA, MAS DE COMPETÊNCIA
A análise dos posicionamentos, das atitudes, das propostas, das alianças e da trajetória política da família Bolsonaro permite inferir que, de modo geral, apesar do discurso conservador, da oposição ao PT e ao globalismo e da defesa da liberdade econômica e da segurança pública, nem sempre suas ações são coerentes com suas palavras.
O mesmo se pode dizer de diversas de suas alianças políticas e eleitorais, especialmente com partidos do chamado "centrão".
À luz desse histórico, conclui-se que Flávio Bolsonaro não reúne os atributos necessários para liderar o Brasil na formulação e na implementação de soluções consistentes para os desafios nacionais.
Sua experiência restringe-se a uma medíocre atividade parlamentar, sem qualquer passagem por funções executivas que demonstrem capacidade para administrar um país da dimensão, da complexidade e da diversidade do Brasil.
Governar uma nação exige muito mais do que popularidade ou sobrenome. Exige competência para formar equipes de alto nível, estabelecer prioridades, negociar com firmeza e coerência, construir consensos e conduzir reformas estruturais.
Essas qualidades não são transmitidas por herdança; desenvolvem-se por meio da experiência, da preparação e da demonstração de resultados.
Nesse contexto, Romeu Zema e Ronaldo Caiado apresentam credenciais mais consistentes.
Zema destacou-se pela gestão voltada à eficiência administrativa, ao equilíbrio fiscal e ao estímulo ao investimento privado.
Caiado, por sua vez, alia experiência executiva à longa atuação política, reunindo condições para dialogar e negociar com o Congresso, governadores e demais instituições da República.
Sob os critérios da experiência administrativa e da capacidade demonstrada de governar, ambos apresentam um currículo significativamente mais robusto do que o de Flávio Bolsonaro para o exercício da Presidência da República.
O Brasil não carece de herança carismática. Carece, acima de tudo, de competência.