Sou do Amazonas, onde na maioria das cidades só se chega de barco, uma Mail Master Plus Corporation não iria nunca... e olha que pra cá nunca tem frete grátis!
HOJE É DIA!
A periferia não pede licença, ela ocupa espaço. Segura o bonde porque a nossa caminhada ganha mais um capítulo forte hoje! Quem tá junto? 👊💥
Bora de 50100 para MAXimizar as maravilhas!
@maxmacieldf Max, voce fez o possivel e o impossivel. Nao foi e nao é facil! Mas o Df precisa de pessoas comprometidas, como vc! Vamo junto! Tens meu apoio e meu voto! 💪💪💪
Olha a saia justa que passou o cara indicado para ser embaixador dos EUA no Brasil. Ele foi perguntado no Congresso Americano sobre quem levará mais prejuízos com a taxação de produtos brasileiros, os EUA ou o Brasil?
Comentaristas esportivos dizendo que a arbitragem tem “uma boa vontade danada” com a Argentina.
“Boa vontade” é o cacete. É rabo preso mesmo. No mínimo. Uma roubalheira sem vergonha.
Mas depois do que rolou no caso Trump, Balogun, EUA e Bélgica, não duvido de mais nada.
Em 2014 a imprensa brasileira se esforçou em detratar a Copa no seu próprio país, só pra atingir a Dilma e esquentar os protestos. Em 2026, diante da pior Copa da história, desorganizada e repugnante por parte dos EUA, fingem que tudo está uma maravilha. O Brasil tem a imprensa mais medíocre do mundo!
Dizer que o Pix gera concorrência desleal é como acusar o SUS de atrapalhar os planos de saúde, a educação pública de incomodar os grupos privados, o INSS de concorrer com os fundos de previdência e a moeda estatal de ameaçar os negócios das criptomoedas.
A RESPOSTA DO GUILHERME ARANTES a um tal de Marco Antônio, que fez a minha admiração a ele, só aumentar.
"Senhor Marco Antônio, eu vivi a minha vida pegando o mesmo busão às 4 da manhã. CMTC. Largo da Concórdia. Não fui criado para burguês. Nunca ganhei carro, não tive calça Levis.
Calça de tergal e Camisa Volta ao Mundo, japona de lã da 25 de Março, se quer saber. Enfrentei toda a truculencia de uma familia que não aceitava filho "artista-vagabundo".
Meu pai, meu maior exemplo na vida, se formou médico em 1° lugar na Pinheiros, com um esforço descomunal, dando aulas em cursinhos pra comprar os livros de Medicina. Quantas vezes eu vi meu pai sofrendo, em casa, e até chorando por causa de paciente mendigo e ladrão, que ele, cirurgião, operava nos plantões do Hospital Municipal.
Papai...quando criança, o Dr. Gelson Arantes Lima, teve até que entregar marmita e engraxar sapatos, quando minha avó ficou viúva com 4 filhos para criar, em uma condição de muitas dificuldades. Eu sei a minha origem. Cromossomos de luta e de vergonha-na-cara. Minha mãe pegava o bonde pra ir trabalhar como Bibliotecária na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo.
Fui criado na régua mais severa, estudei em Escolas Estaduais, no Alberto Conte, no Vocacional do Brooklyn e no Roosevelt, da Liberdade. Não tive carro, lutei contra tudo e contra todos, sentei no humilde banco dos calouros das gravadoras, me recusei a cantar em inglês, ouvi um monte de 'groselha', para ser cantor de auditório no Silvio Santos, fiz o Show de Calouros usando um terno da Ducal e sapato Vulcabrás, uma gravata borboleta que eu mesmo fiz, e até a botinha de prata que eu uso até hoje, e que eu mesmo fiz porque sou artesão com genética labrega.
Enfrentei o Pedro de Lara, o Zé Fernandes e a Aracy de Almeida, enfrentei a guilhotina do Flávio Cavalcanti, enfrentei o censor José Vieira Madeira e a tal Dona Solange, cara a cara, pra liberar o carimbo de execução pública de minhas músicas. Toquei no Barros de Alencar, no Bolinha, no Alfredo Borba, no Dácio Campos, no Ayrton e Lolita Rodrigues, na Hebe, no Raul Gil, no Chacrinha, nos auditórios...por total amor ao povo simples brasileiro, não fui mimado-abençoado de elite-oligárquica cultural. Não tive pai me incentivando e nem poetas pra me darem colo. Eu sou o operário da MPB que ralou e comeu o pão que o diabo amassou, quando a Censura e o AI5 desceram a lenha e acabaram com os Festivais e musicais na TV.
Fui chamado de brega e cafona, fui sacaneado décadas a fio pela Inteligentzia lacradora, porque não nasci carioca e não pertenci a movimentos nem patotas pra me protegerem. Fui eu, fomos nós, caipiras e provincianos, latino-americanos sem dinheiro no banco, sem parentes importantes, e vindos do interior, que inventamos o Brasil depois do dilúvio e da Era Glacial do AI-5, que expulsou e tentou calar os nossos ídolos no Exílio, fomos nós que pegamos o rabo-de-foguete .
Toquei por amor, sem cachê, com Jorge Mautner, TomZé, Walter Franco. Carreguei muito órgão, piano elétrico e amplificador, estourei minha coluna. Tive que me inventar da estaca zero. Quando lancei minha primeira música, eu trabalhava na Secretaria de Bem-Estar Social, concursado por exame para estagiário, ganhando salário mínimo, consertando encanamento de creches lotadas de bebês pobres, em Itaquera, São Miguel e Guaianazes.
Comprei, finalmente, o meu fusquinha só em 76, há exatos 50 anos, com o meus primeiros parcos dinheirinhos da SICAM, que eu ia buscar no Largo do Paissandu. Mas a minha vida sempre foi assim mesmo. Continuo do mesmo jeito. A gente se vira nos 30. Desenhista, marceneiro, afinador, lustrador, eletricista, pedreiro, cozinheiro, pra correnteza não levar a imaginação é fértil.
Eu sou o Guilherme Arantes do povão, do Prato-Feito, do Largo Treze, da Santa Ifigênia. E vou ser sempre assim com cabeça erguida.Voce não sabe nada sobre mim. Limpe sua boca, antes de expelir seus equívocos se achando superior. Não preciso do seu perdão porque se há uma coisa que eu não carrego é culpa social .
Eu sou o Brasil.
O de verdade, não o de mentirinha !
Abraço fraterno".
O morador do Distrito Federal tem motivos adicionais para se revoltar com esse escândalo revelado pelas conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
Foi o Banco de Brasília que acabou sendo jogado na lama para enriquecer a quadrilha do Master. Agora, a gente descobre que parte do dinheiro foi usada para financiar um filme que é pura propaganda política. E não é dinheiro privado pagando um filme privado como disse o filho de Bolsonaro. É dinheiro também do BRB e, consequentemente, da população do DF. Sem falar, claro, dos fundos de previdência de aposentados, de vários estados, que foram também usados na falcatrua. Mas foi no BRB o maior prejuízo.
Vai ficando cada vez mais claro quem foram os responsáveis por quebrar o BRB. E todos fazem parte do mesmo grupo político que governou o DF nos últimos 7 anos e 5 meses.
Só pra constar: esse papinho que o dinheiro do Vorcaro era privado não cola, tá? Todo mundo (incluindo Vorcaro e Flávio Bolsonaro) sabia. Era grana de previdência social investida no Banco Master. A aposentadoria de milhões de trabalhadores virou mesada de corrupto vagabundo.