Biólogo equivocado, dr em neurociências, professor, pai de 2, marido de uma. Flamengo, HQs, cinismo, ironia e amizades. Como diz a Beyoncé: to the left.
Quando se trata de ciência, a análise política ñ pode influenciar. É preciso dar os méritos da boa prática médica, tendo a ciência como norte, q @ronaldocaiado comprovou possuir nesse podcast. Caiado provou que se fosse ele o presidente durante a pandemia, poderia ter sido melhor
COMO ASSIM? Caiado afirma que Felipe Sestaro, que é formado em medicina, não tem o direito de opinar contra a vacina da covid e diz que o Podcast não pode entrar na área da ciência. Não gostei desse posicionamento do governador.
PENSATA:
A bandeira americana na casa de Eduardo
Li que Eduardo Bolsonaro mantém uma bandeira americana hasteada na frente de casa, de forma permanente.
Morando neste país há quase dez anos, deixa eu dividir o que isso tem de exótico aos olhos de um cidadão americano naturalizado, como eu.
Em tempos de Trump, a bandeira americana virou um símbolo parecido com a camisa amarela da seleção, sequestrada pelo bolsonarismo. Hastear a bandeira na frente de casa, de forma permanente, deixou de ser patriotismo neutro e passou a sinalizar pertencimento a uma tribo política, a da direita trumpista. Democratas e independentes, hoje, raramente o fazem. E é aí que o gesto de Eduardo se torna estranho, porque ele não é nem cidadão dessa tribo nem deste país. É um estrangeiro, recém-despojado de mandato, filho de um ex-presidente condenado a 27 anos e preso por tentativa de golpe de Estado, fincando a bandeira de uma nação que não é a sua, sozinha, sem a do Brasil ao lado.
E é por isso que o significado merece análise, sob alguns aspectos. O primeiro é o da substituição. Hastear só a bandeira americana, sem a brasileira, não comunica dupla pertença, quando se é estrangeiro, sem a cidadania americana. Comunica troca. Não é “sou brasileiro que ama os Estados Unidos”, é “estou atuando sob outra bandeira. Apaguei a brasileira”.
O segundo é a contradição que ele expõe. O bolsonarismo se construiu como movimento ultranacionalista, dono do verde-amarelo, do “Brasil acima de tudo”, da camisa da seleção. Ver seu quadro mais internacional fincar uma bandeira estrangeira no próprio quintal revela que aquele patriotismo sempre foi instrumental.
O terceiro é o instrumental, e é o mais concreto. Toda a atuação de Eduardo nos EUA é trabalhar pela punição do próprio país.  A bandeira na fachada é a tradução doméstica desse projeto. É a versão visual, de uma escolha de lado.
Há ainda um quarto aspecto, talvez o mais revelador, porque é psicológico. Eduardo talvez não queira apenas se aliar aos EUA. Talvez queira ser americano. Há no gesto uma admiração que beira a submissão, a de quem enxerga no outro país uma grandeza que falta ao seu, e que por isso prefere a bandeira alheia à própria. É a velha mentalidade colonizada, a do brasileiro que se sente engrandecido ao se espelhar no que considera superior e diminuído pela própria origem. Fincar a bandeira americana, sozinha, no caso dele, não é só apoiar Trump. É dizer, em silêncio, que os EUA valem mais, e que pertencer a ele seria uma promoção. Poucos gestos dizem tanto sobre como alguém se vê, e sobre o desprezo que nutre pelo lugar de onde veio.
Aqui entra o que vejo da minha janela, e que talvez seja o melhor termômetro. Moro num condomínio de cem casas de moradores predominantemente americanos. Imagino que todos, mesmo os nascidos fora, como eu, sejam cidadãos. Uma única casa mantém a bandeira hasteada o tempo todo, a da ex-vice-prefeita da cidade, que acaba de deixar o cargo. Trumpista, perdeu para um Democrata. No resto do ano, a bandeira só aparece pequena, no gramado de cada casa, no Dia da Independência, quando um casal de corretores passa, finca a bandeirinha e ela fica ali dois ou três dias antes de sumir. Eu as guardo por respeito ao país. É esse o comportamento dos americanos ao meu redor: contenção, e quase sempre sazonal. Hastear de forma permanente é a exceção, e exige um motivo, em geral um cargo ou uma biografia ligada ao serviço público do país, especialmente militares.
Por isso o gesto de Eduardo não passa por assimilação. Onde o americano comum guarda a bandeira na garagem onze meses, o brasileiro que foge da Justiça a mantém erguida, como quem precisa provar de que lado está, e talvez convencer a si mesmo de que já pertence ao país que admira.
Ok. Seria inofensivo e até bonitinho, porém exótico para os americanos, não fosse Eduardo quem é e seu irmão não fosse candidato a presidente do país, que ele despreza e ajuda a prejudicar.
@czjp_alisson@viniciuscfp82@ronaldocaiado Acho fofo ver como tem gente fresca com medinho de agulha aqui falando contra uma vacina que acabou com a pandemia. Vira homem, porra!
@S3nh0rRevolta@viniciuscfp82@ronaldocaiado Ah, não sabia que era necessário um tempo certo para fabricar uma vacina. Então, basicamente, nenhuma tecnologia produzida em tempo curto é confiável, certo? Hahahahahaha
@Daisyck3@pfigueiredo08@folha@FlavioBolsonaro Flávio é o amigo do Vorcaro? Do Adriano da Nóbrega? Do TH Joias? Do Rodrigo Bacellar? A quantidade de bandidos amigos do Flávio é maior do que a torcida do Flamengo.
@euleonardobrito@chicobarney O cara é reporter do meia hora e não tem profundidade pra entender o humor do Chico Barney? Ainda usa termo capacitista e nem se desculpa? Vergonhoso.