Estamos vivenciando há anos uma forma de acompanhar o Grêmio que já não merece ser chamada de torcida.
Não é mais aquele prazer genuíno de ir ao estádio, vibrar, cantar e acreditar que o time vai dominar, vencer e convencer.
Esse sentimento está rareando…
Hoje, a realidade é outra: perder em casa virou rotina constrangedora. Brigar na metade de baixo da tabela do Brasileirão se tornou quase uma posição crônica, quase “normal” para o nosso clube.
Entra ano, sai ano, e o filme se repete com teimosia: começo com esperança, meio com decepção e fim com conformismo.
Um gigante histórico reduzido a brigar para não cair ou para se manter no meio do bolo. Isso não é aceitável.
Pra quem é de uma geração mais antiga, que teve o privilégio de ver os anos dourados, as grandes equipes, os títulos nacionais e internacionais, as vitórias com raça e qualidade, isso incomoda profundamente.
Dói no peito ver o Grêmio, que já foi sinônimo de orgulho, lutando contra o medo do rebaixamento e entregando atuações tão abaixo do que o clube representa.
Não é falta de amor. Pelo contrário.
É por amar demais o Tricolor que a gente se revolta com essa mediocridade instalada há tempos.
Merecemos muito mais do que isso.
Merecemos um Grêmio que imponha respeito novamente, que brigue por coisas grandes e que nos faça sentir orgulho toda vez que pisarmos no estádio.
É triste e frustrante ver o nosso clube nesse estado.
Mas enquanto houver Grêmio, haverá torcida cobrando.