@rafaelscontabil@EaglesBR Tbm acho ele um dia melhores.
Mas brasileiro tem essa cultura de que sempre é culpa do técnico.
Normal.
Pior é que ele não se fudeu . Ele disso o time temporada passada. E isso é um fato.
Quando precisaram dele, ele não rendeu.
Seja lá porque.
@rafaelscontabil@EaglesBR Ué.
Mas ele não é o WR brabo? Com envergadura e habilidade pra tal?
Nos jogos que ele foi mais acionado o Eagles mais perdeu do que ganhou na temporada passada. Fato.
E os drops em momentos cruciais? E a falta de esforço?
Um WR de elite não faz um time vencedor necessariamente
Acabei de assistir a um vídeo de 55 minutos recapitulando toda a passagem do AJ Brown pelos Eagles, mas por uma perspectiva diferente. O foco é majoritariamente fora de campo: como ele era em 2022 e todo o processo de deterioração da relação entre AJ e os Eagles. O vídeo foi feito pelo @Birdz4Lz e recomendo para quem tiver curiosidade. Excelente conteúdo.
Em resumo, AJ Brown começou a mudar quando duas coisas aconteceram e convergiram: a chegada de Saquon Barkley, que rapidamente se tornou a principal estrela do time, e a mudança de filosofia dos Eagles após o colapso de 2023 e o início ruim de 2024 (sem AJ), tornando-se uma equipe extremamente conservadora ofensivamente.
Uma coisa alimentava a outra. O conservadorismo colocava Saquon nos holofotes e tirava protagonismo de AJ. Por isso, é difícil concluir se o problema era apenas ciúmes ou se era a falta de equilíbrio ofensivo que essa filosofia trazia. O fato é que AJ Brown não tinha muito espaço para reclamar, porque os Eagles estavam em uma campanha rumo ao Super Bowl jogando dessa forma.
Ainda assim, houve alguns episódios relevantes: as críticas ao passing game após o jogo contra os Panthers, algumas falas demonstrando incômodo com o volume de corridas da equipe, a famosa cena lendo na sideline durante um jogo de playoffs e a péssima atuação contra os Rams, que me lembra bastante o jogo que vimos contra os 49ers no fim da temporada de 2025.
No fim, AJ Brown engoliu o orgulho, os Eagles seguiram em frente e foram campeões.
Chega 2025. AJ Brown publica que ser campeão não o preencheu e que o que realmente o motivava era dominar o cornerback adversário. Ele acreditava que, após o título, os Eagles passariam a ter um ataque mais equilibrado e dariam mais oportunidades ao jogo aéreo, e, consequentemente, a ele. Aconteceu exatamente o contrário: o time ficou ainda mais conservador e, pior, isso deixou de funcionar. A linha ofensiva caiu de rendimento, Saquon produziu menos e o passing game conseguiu piorar.
AJ recorreu à mídia em diversas ocasiões para tentar pressionar por uma mudança de filosofia, sem sucesso. Veio então o jogo contra os Rams, em que os Eagles precisaram ser agressivos para buscar a virada. AJ provavelmente acreditou que aquilo serviria como um ponto de virada para a comissão técnica. Novamente, sem sucesso.
"Se você não é bem-vindo, não é ouvido, afaste-se silenciosamente. Não faça uma cena. Apenas dê de ombros e siga seu caminho." — AJ Brown no Twitter.
Em algum momento, ele parece ter concluído uma de duas coisas: ou a filosofia nunca mudaria enquanto Nick Sirianni fosse o head coach, ou ela nunca mudaria enquanto Saquon Barkley fosse o running back principal.
A partir daí, parece que ele simplesmente desistiu da temporada. Pediu para ser trocado e não voltou a falar publicamente sobre o assunto. AJ Brown ficou desmotivado, sem energia, correndo rotas sem intensidade, cometendo drops por desatenção e se tornando um dos principais responsáveis por derrotas importantes, incluindo uma nos playoffs.
Não passo pano para ele de forma alguma. A temporada de 2025 foi uma vergonha, e seus últimos meses em Philadelphia também foram. Até mesmo sua postura desde a chegada aos Patriots tem me incomodado. Mas, olhando retroativamente, dá para entender melhor o caminho que levou a essa situação.
*A relação entre AJ Brown e Jalen Hurts em 2022 era fantástica. É uma pena, e sinceramente muito triste, ver no quão frio se transformou. Ainda assim, não acredito que esse tenha sido o principal motivo para sua saída. No máximo, foi mais um fator que não o incentivou a permanecer.