Peter Higgs no estaba hablando únicamente de física cuando confesó que hoy no conseguiría un puesto académico. Estaba describiendo la transformación silenciosa de la universidad contemporánea: de un espacio para pensar a una maquinaria obsesionada con medir.
La ironía es brutal. El hombre que ayudó a explicar por qué la materia tiene masa, uno de los descubrimientos intelectuales más importantes del último siglo, sospechaba que el sistema actual lo habría considerado “improductivo”. Publicó menos de diez artículos después de su trabajo mas importante en 1964, evitaba el espectáculo académico y desconfiaba profundamente de la cultura de la hiperactividad científica.
La ciencia moderna proclama que busca originalidad, pero sus incentivos premian otra cosa: velocidad, volumen y visibilidad. El investigador contemporáneo no sólo debe pensar; debe producir métricas. Publicar constantemente, acumular citas, gestionar redes, obtener financiamiento, alimentar algoritmos institucionales y demostrar impacto cuantificable en ciclos cada vez más cortos. El resultado no es necesariamente mala ciencia. Es, quizá, una ciencia incapaz de tolerar el tiempo lento que requieren las ideas verdaderamente disruptivas.
El problema no es únicamente administrativo; es epistemológico. Los grandes avances rara vez aparecen bajo condiciones de vigilancia permanente. La física teórica que condujo al bosón de Higgs necesitó décadas de especulación, errores y espacios intelectuales sin utilidad inmediata. Incluso el propio ecosistema que permitió confirmar experimentalmente el bosón dependió de generaciones enteras de trabajo acumulativo cuyo valor era incierto durante años.
Hoy, sin embargo, la academia funciona cada vez más como un mercado financiero del conocimiento: se privilegia lo que genera retornos rápidos y visibles. La curiosidad radical compite contra indicadores de desempeño. El investigador joven aprende pronto que sobrevivir puede ser más importante que arriesgarse intelectualmente.
Y aun así, la figura de Higgs tampoco debe romantizarse por completo. Parte de la reacción contemporánea ha señalado algo incómodo: el modelo del “genio solitario” también puede ocultar privilegios institucionales y exclusiones históricas. La ciencia siempre ha sido colaborativa. El problema no es la colaboración; es cuando la burocracia sustituye a la imaginación y la productividad reemplaza al pensamiento profundo como criterio de valor.
Quizá la advertencia de Higgs sea más relevante hoy que en 2013. Mientras múltiples sistemas universitarios enfrentan recortes, precarización y presión por resultados inmediatos, la pregunta no es si estamos produciendo más artículos científicos. Claramente lo estamos. La pregunta es más inquietante: ¿estamos construyendo un entorno capaz de producir el próximo cambio conceptual que transforme nuestra comprensión del universo? #ciencia
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Aterrada em Lisboa e chegada a casa, começo a ouvir a entrevista do SG do PS à @cnnportugal
Entra-se no tema da Saúde e ouço a pergunta:
“Acha que Lei de Bases da Saúde, aprovada no tempo de Marta Temido, por pressão do BE, para acabar com as PPP veio trazer benefícios ou veio deteriorar ainda mais a situação do SNS? A LBS acabou com as PPP.”
Haja paciência.
A Lei de Bases da Saúde em vigor, promulgada pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, não acabou com as PPP.
Com as referidas lei e ministra, foi renovada a PPP de Cascais. E, ainda no verão passado, o atual governo anunciou novas PPP.
Os factos são importantes.
Foi o Álvaro que escreveu não fui eu.
Agora pensem qd querem contratar alguém e pagar o ordenado mínimo ou perto disso para funções de responsável, qd ouvem um não.
Se para vocês é digno um salário que n dá para pagar uma casa para viver, então meu amigos estamos conversados.
Eu vou explicar devagarinho… 🤭
O excedente orçamental de 0,7% do PIB em 2025 foi alcançado à custa de dois mecanismos pouco virtuosos e repetidos ao longo dos anos, uma forte subexecução do investimento público e uma receita fiscal e contributiva superior ao previsto, que acabou por não traduzir uma verdadeira redução da carga fiscal prometida…🤷♂️
Em vez de executar os cerca de 12,7 mil milhões de euros de investimento previstos no Orçamento do Estado, o Governo ficou-se por pouco mais de 9,5 mil milhões , uma diferença de mais de 3 mil milhões de euros que inflacionou artificialmente o saldo. Esta incapacidade crónica de concretizar obras e projetos (visível em áreas como a Saúde ou infraestruturas) permite um “brilharete” imediato nas contas, mas adia investimentos necessários ao crescimento potencial da economia, perpetuando a baixa produtividade e a convergência lenta com a Europa.
Ao mesmo tempo, a receita de impostos e contribuições sociais superou largamente as projeções, graças ao dinamismo do emprego e dos salários, mas sem que a carga fiscal efetiva tivesse descido de forma significativa como anunciado. A contenção adicional na despesa corrente ajudou, mas o padrão é o mesmo dos governos anteriores, o excedente surge mais pela incapacidade de gastar e pela boa conjuntura que engorda a receita do que por uma reforma estrutural profunda ou maior eficiência do Estado.
Em suma, conseguiu-se o 0,7% não através de uma gestão exemplar ou de um salto de competitividade, mas sim sacrificando investimento futuro e contando com vento favorável na receita. É um resultado que melhora a dívida a curto prazo (para 89,7% do PIB), mas mascara fragilidades persistentes: baixa execução de capital e dependência de um crescimento que continua modesto. Um excedente assim não é sustentável nem transformador se continuar a assentar na subexecução sistemática….
Eu defendo a diminuição do IMI na HPP até valores razoáveis de casas. E o aumento do IMI na 2ª habitação. E ainda mais na 3ª. E por aí fora. Estes tipos deviam pagar 120% de IMI por cada casa, só mesmo para os obrigar a vender.
Todos os meses a mesma notícia. É até quando? Estourar com várias gerações, dar cabo de qualquer coesão social e destruir por arrasto a própria economia. Parabéns
É com grande pena que vejo mais uma vez alguma esquerda a embarcar na instrumentalização dos migrantes com o “vejam como precisamos deles”. O que nós temos feito a muitos imigrantes é exploração de mão de obra barata e sem direitos. Aplaudir isto como política ultrapassa me
I am gonna help the Telegraph: Spain’s economy is outpacing much of Europe. The ideological tilt in the media is so pronounced that people keep “forgetting” thay Spain is growing faster than the EU average and has reached its lowest unemployment rate since 2008.
The Sánchez 🇪🇸 government has:
- built Europe's boom economy
- hiked minimum wage from €736 to €1221
- cut insecure work from c.30% to c.13%
- regularised, not demonised, migrants
- stood up for human rights
- refused to humiliate itself before Trump
No wonder Musk hates it.
Ao mesmo tempo, o serviço nacional de saúde perto da falência, escolas degradadas, investimento público em mínimos históricos, idade para acesso à reforma sempre a subir, parque de habitação pública dos mais baixos da europa.
Mas tudo fixe, a dívida tá abaixo dos 90%.
Marcelo: "o que é facto é que ninguém ontem pediu a declaração do estado de calamidade!"
...pois não, os presidentes de câmara estavam em desespero a tentar enviar sinais rádio via satélite para falar com o mundo
A IL tem um sentido de oportunidade fantástico.
O povo português, abandonado à sua sorte pelo governo da AD, ainda está a lutar contra as consequências de uma catástrofe climática e a IL classifica como "populismo" o combate às alterações climáticas.
Partido patético.