Livre-se de toda e qualquer forma de vitimismo. Não perca tempo somando prejuízos, relembrando mágoas, nutrindo sentimentos que justifiquem suas revoltas.
Um caminho novo sempre se abre sob os pés dos que optam pela gratidão.
Ficamos excessivamente materialistas. E a cultura nem sempre é material. Compro um livro (matérial) e o que dele absorvo (imaterial), é o resultado que pode me fazer pensar, sentir e dizer de um jeito novo.
Sem o cultivo “cultural”, ou se quiserem, “espiritual”, não evoluímos como pessoas. Permanecemos sempre reféns de um mesmo discurso, de um mesmo comportamento. O que é um prejuízo existencial que só o tempo nos mostrará.
A falta de leitura nos lega uma lamentável pobreza cultural. Alguns deles: desconhecimento da língua portuguesa, dos autores brilhantes que oferecemos ao mundo, e o embrutecimento da sensibilidade poética que há em cada um de nós.
Estamos cada vez mais dispersos, indispostos ao cultivo dos “caminhos de dentro”. A arte e a espiritualidade, que a meu ver andam juntas, são as mestras a nos ensinar a andar por eles.
A pessoa perguntou cheia de si: “que fim levou aquela banda Kid Abelha e as abóbaras assassinas”? Eu imediatamente respondi: a abelha eu não sei, mas as abóbaras continuam presas.
Hoje descobri que meu corretor no WhatsApp modifica o hahahaha para havaianas. Fui ver nas conversas e identifiquei que na maioria eu respondi às coisas engraçadas que as pessoas enviam com “havaianas.” Que fracasso.