El libro "Tributo a Freud" de Hilda Doolittle, poeta y escritora que se analizó con Freud, es el primer testimonio publicado de un análisis. Ahí describe que las flores favoritas de Freud eran las gardenias y en su cumpleaños #83 ella le envió unas. Aquí su respuesta:
Lacan señalaba la dificultad del lazo analítico, el analista no es un amigo, no es un juez, no es un maestro.
El analista es mero espejo, se desdibuja en la verdad que el analizado busca y sostiene lo que él no puede.
Por eso la transferencia es meramente amor, amor a dejarte ser
Reconocer que hemos dañado, lastimado, que han habido víctimas de nuestra neurosis, porque no, no siempre somos víctimas del otro. Un análisis posibilita ese pasaje
Tenemos derecho a desordenarnos, a perder el rumbo e incluso a perdernos.
La idea de un equilibrio total en la vida es una fantasía, ya que estamos atravesados por conflictos, pérdidas, contradicciones y elecciones.
Tanto la lógica del capital como los discursos normativos se alimentan de esa fantasía.
El dinero es un tema importante para el psicoanálisis, pues la forma en la que nos relacionamos con él es singular y requiere incluir la dimensión inconsciente. Para Patrick Avrane lo que hacemos con el dinero, como lo que éste hace de nosotros, da cuenta del deseo que nos anima
El orden del discurso.
Autor: Michel Foucault
Temática: Filosofía
Editorial: TusQuets Editores
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A PALAVRA É A M♥RTE DA COISA 🪡
A frase frequentemente associada a Lacan: "A palavra é a morte da coisa" (le mot est le meurtre de la chose), não significa que a linguagem destrua literalmente os objetos.
Ela indica algo mais radical:
✍️🏾Quando nomeamos uma coisa, perdemos a coisa em sua presença imediata.
A criança, antes de aprender a palavra "árvore", encontra uma árvore singular. Sua textura, seu cheiro, sua presença.
Quando aprende a palavra "árvore", aquela presença única passa a ser capturada por um significante.
A coisa entra na ordem simbólica
(🌳)
Em outras palavras:
A palavra faz a coisa existir para a cultura. Mas a palavra também substitui a coisa por um signo.
O que ganhamos em significado, perdemos em presença🪡
Essa formulação vem da forte influência de Hegel sobre o jovem Lacan.
Para Hegel, o nome já é uma negação da coisa singular. Em Lacan, há uma radicalização ao pensar o inconsciente como sendo produzido pelos efeitos dessa linguagem.
O desejo não nasce porque nos falta um objeto. O desejo nasce porque a entrada na linguagem produz uma perda estrutural🪡🧶
Nunca recuperamos a coisa em si. Encontramos apenas significantes, substituições, metáforas, deslocamentos. É por isso que o desejo continua desejando.
✍️🏾♥
Quando digo "amor", já perdi a experiência absoluta do amor.
Quando digo "mãe", a palavra ocupa o lugar da presença.
Quando digo "eu", já estou representado por um significante.
🪡O sujeito lacaniano vive exatamente nesse intervalo entre a coisa e a palavra.
Essa ideia está muito próxima do período do "Discurso de Roma" (Função e Campo da Fala e da Linguagem em Psicanálise, 1953), texto que inaugura o grande retorno de Lacan à linguagem e ao simbólico.
Foi nessa época que Lacan começou a formular os registros Real, Simbólico e Imaginário e a colocar a linguagem no centro da psicanálise🪡🧶
🪡
Formulações que dialogam bem com essa passagem do primeiro ensino dele seriam:
"A palavra mata a coisa, mas é dessa morte que nasce o mundo humano."
"Só perdemos a coisa porque falamos. Mas é por essa perda que desejamos." 🏹