Trabalhadores do Brasil, camponeses, estudantes pobres, todos os que o aluguel, a dívida e o capital estrangeiro dobraram:
Acordem!
O Brasil não nasceu pobre. A terra está aí, a mina está aí, a mão está aí, o suor está aí. O que falta não é coisa. Falta saber de quem é a coisa. A soja embarcou, o minério embarcou, o petróleo embarcou. Ficaram a dívida, o desemprego e o homem parado na porta da fábrica. Isso não é destino. É um roubo organizado.
O imperialismo não quer vocês de pé. Quer um Brasil de boca aberta para sempre: boca que solta matéria-prima, boca que engole mercadoria, boca que paga juros. Quem vive de vender terra, mina e soberania é o comprador dele, o cão de guarda dele. Hoje vestem a pele da democracia, amanhã trocam o rosto do presidente. A pele muda, o rosto muda, a terra continua no latifúndio, o lucro continua na multinacional, o cassetete continua apontado para quem pede pão. Trocar a sopa sem trocar o remédio é enganar!
Quem alimenta o Brasil? Não é o homem da bolsa. É quem desce à terra de madrugada e ainda está na linha de produção de noite. Quem vende o Brasil? É quem hipotecou o país à dívida externa, a Amazônia à companhia estrangeira, a vida do operário ao lucro. Amigo e inimigo têm de ser separados. Quem trabalha, quem não tem terra, quem não paga o aluguel, quem estudou e não acha saída: esses são os nossos. O pequeno comerciante não é inimigo. O pequeno agricultor não é inimigo. Inimigo é aquele punhado que monta em cima do povo. Bater no amigo como se fosse inimigo é dispersar a revolução antes de ela começar.
Eles dizem: não mexam, há eleição. Se a eleição não decide de quem é a fábrica, de quem é a terra, para quem se abre o orçamento, não passa de um voto, de quatro em quatro anos, na própria corrente. Eles dizem: não façam desordem. De onde vem a desordem? Não vem da barriga vazia. Vem do iate, da fazenda e da conta no exterior de uma minoria. O povo pede comida, eles chamam de desordem. Eles engolem o país, eles chamam de ordem. Essa ordem tem de ser rasgada!
Não esperem salvador. Pequim não planta a terra de vocês. Nenhuma citação estrangeira paga o salário de vocês. A razão tem de virar coisa própria. O sindicato tem de ser de vocês, a associação de camponeses tem de ser de vocês, o bairro tem de ser de vocês. Primeiro investigar, depois falar. A conta da fábrica, a conta do campo, a conta da favela: somem uma por uma. Quem soma direito fica de pé. Quem fica de pé pode falar em unidade. Povo unido deixa de ser areia solta.
O imperialismo parece grande. O reacionário parece feroz. Tigre de papel é assim: de longe, tigre; de perto, papel. O fuzil deles, o jornal deles, a dívida deles, tudo se apoia no povo com medo, no povo dividido, no povo buscando saída sozinho. No dia em que o operário se recusar a entregar a vida pelo lucro alheio, no dia em que o camponês se recusar a entregar a colheita ao credor, no dia em que a juventude se recusar a tratar “subir na vida” como único céu, o papel rasga.
Quem teme o sacrifício não tem amanhã. Quem só discursa sobre consciência também não tem amanhã. Recolham a raiva em fileira, a fileira em disciplina, a disciplina em força. Disputem a terra, a fábrica, a escola, e uma coisa só: que este país não seja mais vendido.
O caminho é tortuoso. O futuro é luminoso.
Tomem a resolução, não temam o sacrifício, removam todas as dificuldades e vão conquistar a vitória.
O povo, e somente o povo, é a força motriz que cria a história do mundo.
这是我总结出来的关于中国在曾经的历史道路上摸索出来的经验,也是无数中国人用性命才领悟到的真理,希望能对你们有帮助🤔