A cadeira mais disputada do Senado em 2026 é uma que ficou vazia.
Flávio Bolsonaro largou o Senado pra disputar a Presidência, e o Rio de Janeiro vai escolher quem herda o lugar. São 2 vagas, 16 candidatos, e 88% dos fluminenses ainda não sabem dizer um nome.
Presidente governa 4 anos. Senador vota por 8: Banco Central, STF, toda PEC.
Ep. 2 da série Candidatos ao Senado: Rio de Janeiro. Os nomes, o que defendem, e o que cada um significa pro seu bolso 🧵
O Ifix, índice que acompanha os fundos imobiliários na B3, caiu 1,46% em agosto e chega a setembro com as cinco maiores carteiras recomendadas apostando na mesma coisa: recebível agora, tijolo depois. XP, BTG, Itaú BBA, Santander e Terra mantêm o peso principal em fundos de papel, atrelados a CDI e IPCA, que pagam bem enquanto a Selic está em 14% e oscilam pouco.
O BTG leva a tese ao limite, com 47% da carteira em recebíveis. Tirou o RBRR11 por causa da provável incorporação pelo PCIP11 e reforçou KNCR11 e KNIP11. A XP não mudou a lista, só os pesos: cortou multiestratégia e laje corporativa, aumentou logística, shopping e recebível. O Santander trocou BRCO11 por BTLG11 na perna logística. O Itaú BBA apenas rebalanceou, tirando 1,5 ponto de renda urbana e distribuindo em galpão e híbrido. A Terra não mexeu em nada e segue com dez fundos de 10% cada.
A Kinea aparece em praticamente todas as listas, seguida por Pátria e BTG. Isso diz mais sobre liquidez e tamanho de gestora do que sobre qualidade de imóvel.
O incômodo está no descompasso das duas pontas. Recomenda-se defesa em papel porque o juro segue alto, e aposta-se em tijolo porque o juro vai cair. As duas frases não podem continuar certas ao mesmo tempo por muito tempo. Some a isso o que Roberto Padovani, economista da XP, aponta no PIB do segundo trimestre: alta de 0,5% com o consumo das famílias caindo 0,4%. O mesmo cenário que abre espaço para corte de Selic é o que esvazia loja de shopping e pressiona aluguel de galpão.
O Nubank lançou o "Saldo de Investimentos": os proventos dos seus FIIs e ações agora caem numa carteira separada, sem se misturar com salário e Pix na conta.
A comunidade pedia isso há meses. O rollout começou essa semana.
Mas leia a letra miúda antes de comemorar: o dinheiro parado nesse saldo rende 3% do CDI. Não é 3 pontos acima do CDI. É três por cento DO CDI, uns 0,4% ao ano. Pra render de verdade, você precisa lembrar de mover pra Caixinha.
Organização pro cliente na vitrine, float quase de graça no balcão. Com 139 milhões de contas, cada provento esquecido nesse saldo é funding a custo zero pro banco.
A feature é boa. Só não esquece o dinheiro estacionado nela.
fonte: comunidade Nubank / Reddit
A construção civil calcula que precisaria contratar cerca de 288 mil trabalhadores para compensar a queda da jornada de 44 para 40 horas semanais. O setor diz que esses profissionais não existem no mercado: já falta pedreiro, carpinteiro, armador e operador de máquina antes de qualquer mudança na lei.
Obra funciona em cadeia, uma etapa depende do fim da anterior. Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, aponta fundação, estrutura e revestimento de fachada como os pontos mais sensíveis, porque estão no caminho crítico e um atraso ali se espalha pelo cronograma inteiro. O sábado, hoje usado como reserva técnica para recuperar dia de chuva ou falta de material, sai da conta.
Nas simulações do setor, um prédio residencial de 30 meses passaria a 33. A Cbic estima aumento de até 15% no custo de mão de obra, o equivalente a R$ 20,3 bilhões por ano. A Abrainc calcula alta de 5,5% no preço dos imóveis, o suficiente para tirar cerca de 2,5 milhões de famílias da faixa de acesso ao financiamento.
O peso maior recai sobre a habitação popular, onde a mão de obra representa parcela maior do custo total, e sobre as pequenas construtoras, que têm menos crédito para investir em industrialização. A PEC prevê transição de 14 meses. A Abrainc pede 60, o tempo de um ciclo de obra.
Convém ler com desconto: quem faz a conta é quem paga a conta, e o setor tem interesse direto no prazo de transição. Mas a escassez de mão de obra qualificada no canteiro é anterior à PEC, e nenhuma emenda constitucional forma pedreiro.
2% da população se identifica como Bolsonarista e vai votar no Lula. Das duas alternativas, uma é verdade: ou a pergunta foi feita errada, ou o povo é muito burro?
Ou ambas....
O Brasil pode estar na antessala de uma crise de crédito no mercado imobiliário, diz André Freitas, CEO da Hedge Investments e sócio-fundador da antiga Hedging-Griffo. O raciocínio é de fluxo de caixa: a dívida imobiliária corre a 15%, 16%, 17% ao ano, e nem preço de imóvel nem aluguel sobem nessa velocidade. "Esse prejuízo, se for continuado, gera inadimplência, gera uma crise de crédito", afirma.
Um CRI a 16% ao ano acumula 82% de juros em quatro anos. Quem toma 100 devolve 181. Quando a inadimplência aparece, o banco corta oferta e faz provisão, o que tira dinheiro do mercado e reduz o número de compradores.
Freitas atribui o aperto à meta de inflação de 3%, que considera inatingível. Em 27 anos de regime de metas, a inflação ficou abaixo de 4% em apenas três: 2006, 2017 e 2018. Ele defende revisão para 4,5% e lembra que o efeito não fica no imobiliário, citando 8% de inadimplência no agro.
No placar do ano, até 31 de julho, o Ifix subia 1,14% contra 8,14% do CDI. Fundos de papel rendiam 4,71%, os de tijolo perdiam 3,91% e os de shopping ficaram no zero a zero. Há fundo negociado na Bolsa com desconto de 20% a 40% do valor patrimonial: imóvel que vale 100 sai por 60.
Um ponto do diagnóstico merece ressalva. Meta mais alta não derruba juro real por decreto, e o crédito imobiliário só ficou dependente do mercado de capitais porque poupança e FGTS pararam de dar conta do funding. Revisar a meta alivia o sintoma de quem gere fundo. A causa continua sendo despesa pública que cresce acima da receita.
A CVM vai fiscalizar o mercado com inteligência artificial 24 horas por dia, sete dias por semana. O sistema deve entrar no ar em dois ou três meses e, segundo Otto Lobo, presidente da autarquia, pode quadruplicar a capacidade de detectar insider trading, o uso de informação privilegiada para operar antes do resto do mercado.
O que destrava o projeto é dinheiro. Uma decisão do STF determinou que 70% da taxa de fiscalização recolhida do próprio mercado fique com a CVM, em vez de parar em conta vinculada ao Tesouro Nacional. Com isso o orçamento salta para R$ 658 milhões, cerca de doze vezes o valor anterior. A autarquia pediu 1.215 servidores, já teve 80 autorizados e quer passar de mil funcionários em quatro anos.
A base técnica é um lago de dados reunindo informações hoje espalhadas entre CVM, B3, Anbima e autorreguladores, com emissão mais rápida de ofícios e troca direta com o Banco Central. A segunda frente é a tokenização, com grupo de trabalho criado há um mês para propor mudança regulatória e, depois, audiência pública.
Para dimensionar o atraso: a CVM completa 50 anos em 30 de novembro supervisionando uma indústria de fundos de aproximadamente R$ 12 trilhões, uma das maiores do mundo, com um orçamento que até a decisão do STF era de empresa média.
Sobra um problema que o próprio presidente reconhece, o das zonas cinzentas. O FIDC é o caso clássico de sobreposição entre CVM e Banco Central, e supervisão que depende de combinar quem age costuma chegar depois do prejuízo.
A Embraer entregou a aeronave número 2 mil da família E-Jet, e a linha se tornou a terceira de jatos comerciais mais vendida da aviação global, atrás apenas do A320, da Airbus, e do 737, da Boeing. O avião do marco, um E195-E2, foi para a Azul, que já operou mais de 140 E-Jets e recebeu ali a sua 50ª unidade da geração E2.
A ultrapassagem tem nome: o CRJ, da Bombardier, parou em 1,9 mil unidades. O programa foi vendido à Mitsubishi Heavy Industries em 2020 e a produção acabou naquele mesmo ano. Em julho de 2025, a família 737 já havia perdido para o A320 o posto de mais vendida da história.
Dois movimentos abriram esse espaço. A pandemia mudou a estratégia das companhias aéreas, que passaram a buscar aeronaves de menor porte e mais versáteis, e a Boeing acumulou crises no período. Em duas décadas, os E-Jets chegaram a 90 companhias em mais de 60 países, somaram cerca de 48 milhões de horas de voo e transportaram 2,85 bilhões de passageiros.
O número que interessa ao acionista é outro. A carteira de pedidos fechou o segundo trimestre em US$ 34,5 bilhões, recorde pelo sétimo trimestre consecutivo, 16% acima do mesmo período do ano passado. Latam e Gol também já encomendaram aviões da fabricante, o que deve acirrar a disputa no mercado regional hoje dominado pela Azul.
Fica o contraste. Enquanto o debate econômico do país gira em torno de juro alto e jornada de trabalho, a única empresa brasileira que compete de igual para igual com Airbus e Boeing é a mesma que quase virou ativo estrangeiro em 2020.
A CVM mandou dois recados hoje, no mesmo dia, e o contraste diz tudo.
Recado 1: rejeitou os acordos propostos por dois ex-diretores de RI da Ambipar, investigados por irregularidades no programa de recompra de ações e na divulgação de informações. A própria procuradoria da autarquia via caminho jurídico pro acordo. O comitê disse não: a gravidade das acusações e os OUTROS processos envolvendo a companhia impedem tratar o caso isolado de um "contexto mais amplo correlato".
Traduzindo o juridiquês: o caso Ambipar é grande demais pra sair pela porta do acordo.
Recado 2: no mesmo dia, aceitou R$ 180 mil de Carlos Jereissati pra encerrar processo sobre a atuação dele como conselheiro da Iguatemi.
Caso pontual se resolve com cheque. Caso sistêmico vai a julgamento. Quem tem posição em AMBP3 foi avisado do tamanho do que ainda vem.
fonte: Valor
Enquanto todo mundo debate se a IA vai acabar com empregos, os bancos brasileiros responderam com o orçamento: 42% deles vão AUMENTAR o time de TI, com crescimento médio de 22%. Tecnologia já é 11% de todo o quadro do setor.
Os números da pesquisa Febraban/Deloitte deste ano: R$ 50,4 bilhões em tecnologia (alta de 70% sobre 2021), R$ 3 bi só em IA e analytics, R$ 46 milhões em treinamento de TI, 38% a mais que no ano passado.
A lógica que o setor comprou: a máquina processa, o humano valida e responde pelo risco. Num negócio onde erro sistêmico, ciberataque e passivo jurídico custam bilhões, o "fator humano" virou item de orçamento, não discurso de RH.
E a projeção mais louca do FebrabanTech: em pouco tempo você não vai mais falar com o banco. O agente de IA do banco vai negociar com o SEU agente de IA, e você só aprova o que os robôs combinaram.
fonte: Valor (pesquisa Febraban/Deloitte)
FECHAMENTO 03/09
A 12ª alta seguida escapou por 0,01%. O Ibovespa abriu voando, bateu 188.891 pontos no meio do dia, e devolveu tudo até fechar no zero a zero, em 185.188.
O motivo é saudável: realização de lucro depois de +11% em duas semanas, com dois testes gigantes pela frente. O Datafolha sai hoje à noite e o payroll americano amanhã. Ninguém quis carregar posição esticada pra esse combo.
O dólar nem ligou: 4ª queda seguida, R$ 5,10, menor nível em quase um mês. E a curva de juros seguiu derretendo, com o DI 2029 no menor patamar desde maio.
Lá fora, o melhor dia do mês em Wall Street: Waller sinalizou paciência e a chance de ALTA do Fed em setembro caiu de 63% pra 55%. Ouro disparou 3,5% pra US$ 4.519, e o Bitcoin voltou aos US$ 81 mil.
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fonte: Mais Retorno, Yahoo Finance
Agosto de 2026: a Gávea de Armínio Fraga desligou as máquinas dos multimercados macro depois de 23 anos. A categoria já devolveu R$ 672 bilhões desde 2022.
No mesmo mês, um fundo de ações de R$ 116 milhões fez +12,6% com o Ibovespa caindo 0,3%.
Todo início de mês eu abro os dados da CVM atrás de quem gera alpha DE VERDADE. Dessa vez montei um funil de três provas com a indústria ativa inteira: 629 fundos de gestão com PL acima de R$ 100 milhões, regressão de fatores incluída.
Spoiler: na prova final sobra UMA gestora.
A carta de setembro 🧵
Peguei 8 setores da B3 e rodei 176 meses de retornos por 4 estados da natureza: risk-on, risk-off, juro subindo, juro caindo.
O resultado é um mapa de alocação setorial pro Brasil. E ele derruba dois manuais que todo mundo repete sem checar.
Dados do Mais Retorno, método aberto, tudo aí embaixo 🧵
O Senado aprovou na noite de terça-feira o projeto que cria o Redata, regime especial de tributação para serviços de data center. A medida suspende IPI, Imposto de Importação, PIS e Cofins na compra de equipamentos sem similar nacional.
O setor comemorou. Christopher Torto, presidente da Ascenty, afirmou ao Valor que com o Redata o Brasil se torna um hub de IA global. A empresa tem 21 data centers em operação e oito em construção no país, e planeja ao menos quadruplicar seus projetos.
Os números dão a dimensão. A consultoria IDC projeta venda de servidores de US$ 769,7 milhões no Brasil em 2026, alta de 23,7% sobre 2025, e calcula que o Redata acrescente de 8% a 10% à receita com equipamentos e software em 2027. Sem ele, a expectativa era de queda de 11,8%, com os provedores de grande escala já cansados depois de dois anos de expansão forte.
Falta a parte estadual, que é a maior. Dois terços dos impostos que incidem sobre essas máquinas são ICMS, e o corte de 90% depende do Confaz, reunido esta semana em Maceió. Sem essa peça, o benefício federal resolve um terço do problema.
Renúncia fiscal é escolha, não milagre. O país abre mão de receita agora apostando que o investimento apareça depois, e a aposta só se paga se o que rodar em cima desses galpões também for feito aqui. Caso contrário, o Brasil vai ter subsidiado a infraestrutura e importado a inteligência.
Luiz Barsi, que construiu patrimônio comprando estatal e vivendo de dividendo, disse ao canal Primo Rico que não pretende ampliar posição no Banco do Brasil. "Hoje eu não compraria mais Banco do Brasil enquanto nós estivermos em um governo de esquerda. Esta é uma opinião muito pessoal. Eu olho para os resultados", afirmou. Citou Banco BMG (BMGB4) e Banrisul (BRSR6) como alternativas mais atrativas no setor.
Os resultados que ele diz olhar são estes. O retorno sobre patrimônio ficou em 8,3% no segundo trimestre, o menor entre os grandes bancos listados. A inadimplência no agronegócio quase dobrou em um ano, de 3,16% para 6,27%. E apareceu um problema novo: o atraso acima de 90 dias entre pessoas físicas subiu de 5,59% para 8,41%, com o cartão de crédito saltando de 7,12% para 14,58% em um único trimestre.
Para quem compra o papel por renda, a linha que dói é outra. O payout caiu de uma faixa de 40% a 45% para 30%.
A ação negocia perto de R$ 20, a 0,6 vez o valor patrimonial, e acumula queda de 7,55% em 2026. BTG, Itaú BBA, XP, Ágora e Bradesco BBI estão todos em recomendação neutra, com preços-alvo entre R$ 20 e R$ 25.
Barato e oportunidade não são a mesma coisa. Barato é o preço que o mercado cobra para esperar uma virada sem saber quanto tempo ela vai levar.
O open finance virou conhecido. Útil, ainda não.
Pesquisa da AtlasIntel pra Zetta: 81,9% dos brasileiros já ouviram falar do sistema, mais de cinco anos depois do lançamento. Há dois anos eram 45%. A notoriedade quase dobrou.
Agora o outro número da mesma pesquisa: só 34,8% enxergam benefício pessoal em aderir.
Essa distância é reveladora. O Brasil construiu uma das infraestruturas de dados financeiros mais avançadas do mundo. O encanamento funciona, e os bancos hoje são obrigados a compartilhar o histórico que sempre trancaram a sete chaves.
Mas a promessa pro cliente final era concreta: crédito mais barato pra quem tem bom histórico, portabilidade sem fricção, banco competindo pelo seu dinheiro em vez de cobrar pela sua inércia. Enquanto isso não aparece na taxa do financiamento, open finance segue sendo um termo que 8 em cada 10 conhecem e 2 em cada 3 não veem motivo pra usar.
A lição do Pix vale aqui: ninguém adotou porque entendeu a tecnologia. Adotou porque resolvia a vida. No dia em que o open finance baratear um empréstimo de forma visível, essa pesquisa vira.
fonte: AtlasIntel/Zetta, via Valor
O Mottinha me ajuda muito, algo que é muito genuíno mesmo. Eu nunca o conheci pessoalmente, nem mereço tanta moral. Isso só mostra o quanto o cara é boa pessoa. Obrigado demais!! VOCÊ É FODA!!!!! @_robertomotta