Jornalista que entende seu papel não tenta pautar o debate nem formular problemas.
A discussão do Flávio ter ligado para o Vorcaro não é relevante.
Pula o assunto e vai para o próximo 👍🏻
Por @BrunaTorlay
@MedicoLiberdade O mesmo filme se repetindo. O Bolsonaro da vez tem que ter a pureza de um santo, mas o Lula pode fazer o diabo na Terra que tá tudo certo. Esse país não tem mais salvação.
O delegado Christian Zilmon (polícia civil de Goiás) é quem deveria ser preso por abuso de autoridade, e não a advogada Áricka Rosália Cunha, por ter feito críticas a ele em suas redes. Esse cidadão deve ser imediatamente afastado, pois não possui nenhuma condição de continuar atuando como delegado de Polícia, portar um distintivo e um fuzil, não representando a maioria dos policiais civis brasileiros. Após prender uma advogada em seu escritório, que é inviolável, armado e com total abuso de autoridade, volta às redes para ameaçar. Tenho, desde 2022, denunciado que excessos do STF se espalhariam pelo país e que serviriam de exemplo negativo para algumas “autoridades”. Infelizmente, é isso que está ocorrendo. Precisamos retomar a institucionalidade e ter no STF um exemplo de respeito à CF e às prerrogativas da advocacia. O exemplo vem de cima e se espalha!
As medidas arbitrárias sofridas hoje pelo Presidente Bolsonaro evidenciam: Bolsonaro não conseguiu construir uma base de poder no Brasil, seja na política seja fora dela. O Presidente mais popular da nossa história está completamente vulnerável e entregue à sanha persecutória do sistema. Ninguém nas instituições ou na sociedade brasileira tem a mais remota capacidade de vir em socorro a Bolsonaro nesta hora. A única base política efetiva que Bolsonaro construiu é sua relação com Donald Trump.
De fato, a relação com Trump é o hoje o único patrimônio político de Bolsonaro, e mais do que isso: dessa relação decorre a única esperança de voltarmos a ter um projeto anti-sistema no Brasil.
Porém a relação Trump-Bolsonaro não é apenas uma relação pessoal, mas também a memória presente da relação que o Brasil construiu com os EUA na primeira metade do governo JB.
Com efeito, de todas as iniciativas dos quatro anos de mandato do ex-Presidente, a única que preserva o seu alto valor político intacto, a única que não foi corroída ao longo do tempo pela “arte do possível”, a única que hoje abre um caminho para salvar Bolsonaro da perseguição e o Brasil da tirania é a política externa que implementamos entre janeiro de 2019 e março de 2021.
Onde está a reforma da previdência, onde está a política agrícola que diziam ser tão maravilhosa, onde estão as estradas e pontes? Nem vou perguntar onde está o alto estamento militar, tão prestigiado no governo Bolsonaro. De que serviu o “pragmatismo”, a partir de 2021, que abriu o 5G para a China, o agro para a China, a infraestrutura para a China? De que serviu a “solidariedade” prestada a Putin na véspera da invasão da Ucrânia? Aliás onde está Putin? Onde está Xi Jinping? Algum deles sequer levantou um dedo em defesa de Bolsonaro? E de que serviu a cessão do núcleo do governo (e do Itamaraty) ao centrão? Onde está o centrão, senão maquinando para extrair o máximo de vantagens e sair por cima do embate Lula-Trump, aposentando Bolsonaro e impondo a candidatura Tarcísio?
Nada disso tem hoje a menor serventia para Bolsonaro nem para a necessária transformação do Brasil. Apenas a política externa de aliança com os EUA, articulação do Brasil ao Ocidente democrático, combate ao Foro de São Paulo e afastamento do bloco totalitário, que praticamos em 2019, 2020 e início de 2021, somente ela está viva no meio dos escombros, constituindo a base sólida da relação Trump-Bolsonaro e da esperança de recuperarmos a democracia.
Pois Trump não está apoiando Bolsonaro apenas pela alta consideração que lhe tem e pela indignação diante das injustiças que sofre, mas também porque Bolsonaro representa a possibilidade (embora não a certeza) de um Brasil aliado ao mundo livre na confrontação global contra o totalitarismo, como já esteve em 2019-2021. E somente pela aliança com o mundo livre lá fora poderemos recuperar a liberdade dentro de nossa própria casa.