QUEM SOMOS
Somos a Corrente O Trabalho, do PT, expressão organizada no Brasil do combate internacional pela construção da direção revolucionária do proletariado mundial: a Internacional Operária.
Quase 15 meses depois do seu início, o governo eleito pelos trabalhadores recuperou este ou aquele programa social, fez este ou aquele aceno aos movimentos populares, mas, de conjunto manteve-se prisioneiro da lógica da defesa das instituições, do toma-lá-dá-cá do Congresso,
Tarefa da hora, a preparação e o sucesso da Marcha pela revogação das Reformas Trabalhista, da Previdência e da Lei das Terceirizações, confirmada pela CUT para o dia 22 de maio, é um importante passo para exigir essa mudança de rumos.
Quer dizer, a ordem de “economizar” vale para as despesas com o povo. Mas se for pra atender especuladores, empresários, militares, juízes, deputados… aí a disposição é outra.
E completou: “O grande núcleo do Arcabouço continua, e nós não temos intenção de mudar. A despesa vai crescer até 70% da receita, no máximo 2,5% ao ano”.
O governo, agora, resolveu apoiar a PEC que pode criar um piso constitucional obrigatório de investimento na Defesa, elevando os gastos militares e, conforme as regras do Arcabouço, diminuindo os gastos em outras áreas.
A ordem é clara: segurar as despesas para pagar juros da dívida. É claro que essa ordem só vale até a primeira esquina. Nunca se pagou tanto juros da dívida como atualmente, mas o Congresso ignora quando quer.
Coube à ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), explicar a questão de maneira cristalina em entrevista ao Valor: “ideal seria não mexer na meta fiscal, mas o Arcabouço Fiscal é maior que isso”.
Marcha a Brasília, tarefa da hora | O Trabalho
Nas últimas semanas vários setores de servidores federais entraram em greve, outros estão em mobilização.
Um esforço impopular, pra dizer o mínimo, para se enquadrar no Arcabouço Fiscal, uma espécie de nó corrediço que o governo resolveu amarrar em volta do próprio pescoço.
Em nome dessa meta, o governo segurou verbas da saúde e da educação, por exemplo, afetando o programa Farmácia Popular e bolsas estudantis, e deixou de fazer inúmeros investimentos.
É que a própria meta de déficit zero estabelecida para este ano (e talvez, para o ano que vem) é um obstáculo, e, nos fatos, se choca com as reivindicações mais simples, como o reajuste dos servidores federais.
Então, todo o barulho feito pelos “analistas” da grande mídia sobre como é negativo este “recuo”, demonstra apenas o compromisso inabalável dos jornalões com o mercado.