Em decisão ilegal, Alexandre de Moraes autoriza busca e apreensão contra fonte de jornalista no Maranhão. O alvo é ex-secretário de Estado Raimundo Cutrim, apontado na decisão como a fonte do jornalista Luís Pablo. As conversas entre ambos foram acessadas de maneira arbitrária após quebra de sigilo do profissional de imprensa, que produziu matérias sobre o ministro Flávio Dino.
@folha Hoje é com o jornalista do curral eleitoral do Dino amanhã será a folha o Globo e o Estadão ..nada justifica, garantias constitucionais não se relativiza são inegociáveis, não é por que foi com o Zé ninguém do Maranhão que a imprensa e as associação de imprensa tem que se calar
O autoritarismo de Moraes na blindagem de Flávio Dino: https://t.co/t1rAtuuRjP.
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O problema maior não está na busca e apreensão da fonte e do advogado do jornalista por parte do Alexandre.
Existe algo ainda mais grave…
O pedido é contra o jornalista que fez graves denúncias contra Flávio Dino. Denuncia que não foi investigada (segundo a defesa).
Interessante a escolha das palavras.
No caso envolvendo Flávio Dino, Daniela Lima chama Luís Pablo de “blogueiro”.
Entidades como Abert, Aner, ANJ, Abraji e OAB-MA tratam o caso como uma questão de liberdade de imprensa e sigilo da fonte.
Quando é conveniente, basta chamar um jornalista de “blogueiro” para diminuir as garantias inerentes ao exercício do jornalismo?
Porque liberdade de imprensa não pode depender do tamanho do veículo, da linha editorial ou de quem é alvo da reportagem.
Hoje é o “blogueiro”.
Amanhã pode ser qualquer jornalista, inclusive a tal da Daniela Lima.
Gente, não é porque um ministro do STF e sua família usaram carro oficial de tribunal de justiça, pago por todos nós, para ir à praia, fazer compras e tudo mais…
Que uma fonte pode acionar um jornalista para denunciar a farra, ok?
Precisamos lembrar que vivemos sob a democracia de Alexandre de Moraes.
Na qual a liberdade de imprensa não tem tanto valor.