DESENHANDO: Há quase 100 dias sem explicar Vorcaro, Flávio é blindado por Mendonça enquanto mídia bombardeia Lulinha e nada do BOLSOMASTER
CADÊ OS 61 MILHÕES DO VORCARO?
@Data24comar@eyenvivo Es mentira que Argentina sea el único sitio en latinoamerica que tenga salud y educación gratuita! A estudiar un poco más sobre los otros países antes de hablar tonterías, COJONES!!
Marco Rubio lança campanha que propõe acabar com o Tribunal Penal Internacional.
Além disso, Rubio deu, nesta semana, um passo extremamente grave: iniciou uma ofensiva internacional para associar a esquerda, os movimentos antifascistas e seus adversários políticos ao terrorismo. Não é um episódio isolado. É um processo de demonização e desumanização da esquerda em escala mundial. Rubio chegou a reunir representantes de dezenas de países para tratar do que chamou de “terrorismo político de extrema esquerda”.
Eu já falei isso aqui mil vezes, mas é preciso repetir: o mundo caminha a passos largos para uma nova catástrofe.
O nazismo não começou com os campos de extermínio. Começou com propaganda, perseguição, mentira e construção de inimigos internos. Começou quando grupos inteiros passaram a ser apresentados como criminosos, perigosos e indignos de direitos. Guardadas todas as diferenças históricas, é esse método que precisa acender o nosso alerta: transformar adversários políticos em terroristas para, depois, legitimar sua perseguição.
E, para mim, Marco Rubio é ainda mais perigoso do que Trump. Trump é brutal, caótico e explícito. Rubio tem método, projeto político e capacidade de articulação internacional. Ele é um dos principais nomes apontados como possível herdeiro político de Trump e já está usando o poder dos Estados Unidos para organizar uma ofensiva global contra a esquerda. Não podemos tratar isso como simples retórica eleitoral.
Na mesma semana, Rubio lançou oficialmente uma campanha para “desmantelar” o Tribunal Penal Internacional. O próprio Departamento de Estado americano utilizou essa palavra: desmantelar.
O Tribunal Penal Internacional foi criado pelo Estatuto de Roma, que entrou em vigor em 2002, para julgar os crimes mais graves contra a humanidade: genocídio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crimes de agressão. São 125 países integrantes, entre eles o Brasil.
Tentar destruir o tribunal criado para combater a impunidade de responsáveis por genocídios e crimes de guerra não é um detalhe. É uma mensagem muito clara: os poderosos não querem limites, não querem fiscalização e não querem ser responsabilizados por seus atos.
Ao mesmo tempo, a democracia americana está sendo corroída. O governo Trump intensifica ataques ao sistema eleitoral, espalha acusações sem provas e ameaça estados que não aceitarem suas exigências, criando antecipadamente um ambiente para desacreditar as eleições legislativas de novembro de 2026.
Somem essas duas coisas: de um lado, a tentativa de destruir uma instituição internacional criada para julgar crimes contra a humanidade; do outro, uma ofensiva para transformar toda uma corrente política em inimiga e terrorista. É extremamente preocupante.
Os Estados Unidos ainda são a maior potência do mundo. O que acontece lá não permanece dentro de suas fronteiras. Espalha-se, financia movimentos, fortalece governos autoritários e coloca democracias do mundo inteiro sob ameaça.
Talvez não tenhamos poder para impedir sozinhos o que está acontecendo nos Estados Unidos, mas temos a obrigação de fortalecer e defender a nossa democracia, a nossa soberania e o nosso país.
Essa não é uma luta apenas da esquerda nem uma disputa entre ideologias. É uma luta de todas as pessoas que acreditam na democracia, nos direitos humanos e na civilização.
O mundo vive uma situação de pré-catástrofe. Essa é a realidade. E fingir que não estamos vendo será o maior erro que poderemos cometer.