O jornalismo morreu quando a pergunta deixou de ser:
"Existem provas para justificar uma operação?"
E passou a ser:
"Por que não fizeram operação contra o adversário também?"
A matéria não apresenta uma única prova nova contra Flávio Bolsonaro.
Não revela um documento.
Não revela uma transferência.
Não revela um contrato.
Não revela uma mensagem inédita.
O texto inteiro gira em torno de uma tese curiosa:
"Se investigaram A e B, deveriam investigar C."
Desde quando busca e apreensão virou questão de isonomia política?
Num Estado de Direito, a pergunta correta é:
Existe elemento concreto para a medida?
Mas a articulista parte da conclusão desejada e tenta construir o caminho de volta.
Primeiro escolhe o alvo.
Depois procura a operação.
Primeiro lança a suspeita.
Depois procura a prova.
É o mesmo jornalismo militante que passou anos tratando ilação como evidência e manchete como sentença.
O mais revelador é o desconforto.
Quando a PF bate na porta de alguém ligado à direita, dizem que a investigação fala por si.
Quando a PF bate na porta de alguém ligado ao governo, surge imediatamente a pergunta:
"Mas e o outro?"
Estranho conceito de justiça.
Não importa quem está sendo investigado.
Importa quem ainda não está.
Isso não é jornalismo investigativo.
É torcida investigativa.
Jornalismo sério procura fatos.
Jornalismo militante procura personagens.
Em vários lugares, ele comentava sobre isto:
"Se existe um poder legislativo em atividade permanente, o número de leis e regulamentos aumenta necessariamente até ultrapassar a capacidade de absorção não apenas do cidadão comum, mas até dos estudiosos especializados. Todos ficam à mercê de leis que desconhecem e cujo desconhecimento, ao mesmo tempo, não têm o direito de alegar. Com o tempo, todas as democracias se transformam em tiranias por meio do seu simples funcionamento normal, sem necessidade de nenhum golpe de Estado."
Olavo de Carvalho
Eu lembro de ele ter falado disso em muitos vídeos. Pode ter sido no COF, num "hangout" ou entrevista, ou no True Outspeak, ou em ambos. Não sei se o @silviogrimaldo pode lembrar com precisão dos vídeos em que ele falou sobre isso também.
NOTAS SOBRE A DECISÃO DE FLAVIO DINO ACABANDO COM A APOSENTADORIA COMPULSÓRIA
Sempre que um esquerdista faz algo, desconfie de suas intenções. A decisão recente de Flavio Dino, acabando com a aposentadoria compulsória para Juízes que cometem malfeitos nada que tem a ver com algum princípio de moralidade administrativa e/ou zelo pela coisa pública.
Não, amiguinhos.
Flavio Dino é assumidamente comunista, ok. O comunismo enxerga o Poder Judiciário, principalmente após a Escola de Frankfurt e Foucault, como uma superestrutura formatada para a proteção do Estado Burguês, naturalmente contrarrevolucionária.
Gramsci legou à esquerda o valioso ensinamento de minar as estruturas por dentro. Daí vieram aberrações como, por exemplo, ranqueamento de Universidades pela quantidade de Professores Mestres e Doutores (no final concluo este gancho) e a formação de um meio acadêmico coalhado de esquerdistas.
Logo, naturalmente, um número considerável de juízes seria esquerdista, como de fato os são. Mas não todos. E, apenas um juiz que não reze a cartilha do pensamento único é um risco ao comunismo. E isso é um enorme problema. Um único Magistrado, em qualquer parte do mundo, mesmo quando não exorbita suas funções, detém imenso Poder.
Sim, o Juiz rebelde sempre pode ser preso ou morto. Exemplos disso não faltam. Na URSS. Recentemente na Venezuela a Magistrada María Lourdes Afiuni fora presa, por ordem do Procurador Geral do Estado. Seu crime: decidir confrontar o regime. Além de presa, foi torturada e estuprada na prisão.
Vocês estão ouvindo? Prestem atenção! Ouçam! Então, silêncio absoluto. Zero palavras de indignação das feministas e grupos de Direitos Humanos como Tortura Nunca Mais!
Voltemos, sim, e esquerda sempre pode violentar e matar juízes, não necessariamente nesta ordem e impor, pelo Poder Executivo a sua vontade. Mas não pega bem.
Toda Ditadura precisa de um manto, de um verniz de legalidade. Baldassare Castiglione (1478-1529) sabiamente escrevera: "a noção de Direito nos homens é tão forte que, mesmo quando violado, simulam respeitá-lo."
E é aí que entra a decisão de Dino. Ela coloca cada juiz que ouse desafiar o sistema (seja proibindo um aborto quando o feto estiver com 8 meses, seja proibindo a imposição da vacinação obrigatória, seja deferindo uma ordem de reintegração de posse contra o MST, dentre outras) sob o risco concreto não apenas de perder o cargo, mas, pior ainda, perder completamente sua fonte de renda.
Esta decisão visa garantir uma unanimidade/uniformidade de julgamentos em todo o Poder Judiciário. Sempre a favor das pautas de esquerda, obviamente. Esta é a democracia de que eles gostam. A democracia do Pensamento Único. O debate que se limite ao tom de vermelho que será usado na celebração do 110o aniversário da Revolução Bolchevique em Outubro de 2.027.
Então, amiguinho, se você se é de Direita e se identifica com o pensamento conservador/liberal e achou boa esta decisão do Dino, só lhe digo uma coisa: Think Again!
Sobre a obrigatoriedade professores Mestres e Doutores na Academia
Durante a gestão do Comunista Fernando Henrique Cardoso no Comando da República (ele mesmo se gabava de ser o melhor exegeta da obra de Gramsci no mundo) o MEC alterou suas diretivas obrigando as faculdades a inundarem seus quadros docentes com professores Mestres e Doutores. Nada contra o mestrado ou doutorado. Eu mesmo tenho mestrado e em breve irei para o doutorado. A questão é outra: ao obrigar, ainda que indiretamente, as faculdades a colocarem em seus quadros apenas professores mestres e doutores, as universidades alijaram seus alunos de ter aulas com profissionais brilhantes, Advogados de Primeira Grandeza (como Renato Luiz de Macedo Mange, um dos maiores falencistas do Brasil; Márcio Thomaz Bastos - criminalista -; Waldir Troncoso Perez - criminalista -; dentre outros. Todos eles tinham uma coisa em comum. Encerraram seus estudos formais na graduação.)
Lembrem-se sempre: se é bom para um esquerdista, é ruim para o país.
@ZattarRafael@RafaelFontana@FelipeTadewald@mizaelizidoro@investvix@marcusaraujobhz@mspbra@alecosta_on@Schneider0909@mrcarlaoadc
— Tudo em volta induz à loucura, ao infantilismo, à exasperação imaginativa. Contra isso o estudo não basta.
Tomem consciência da infecção moral e lutem, lutem, lutem pelo seu equilíbrio, pela sua maturidade, pela sua lucidez.
Tenham a normalidade, a sanidade, a centralidade da psique como um ideal.
Prometam a vocês mesmos ser personalidades fortes, bem estruturadas, serenas no meio da tempestade, prontas a vencer todos os obstáculos com a ajuda de Deus e de mais ninguém.
Prometam SER e não apenas pedir, obter, sentir, desfrutar.
(Olavo de Carvalho).
Eu nunca tinha me entendido como brasileiro até morar fora. Foi só ali que algumas comparações surgiram ,não no sentido de "quem é melhor",mas de perceber: ok, nisso a gente é diferente… e nisso também.
E é aí que começa o erro mais comum.
É profundamente equivocado achar que "o que deu certo lá fora" automaticamente dará certo aqui. Cultura é orgânica, ela nasce de história, trauma, clima, miscigenação, escassez, improviso, fé, humor e contradição.
Eu não gostaria que o Brasil virasse Estados Unidos, nem Japão, muito menos a Europa.
Não por desprezo, mas porque vejo algo singular aqui. Somos mais "humanos".
O Brasil é quase um paradoxo antropológico. De longe, é difícil entender como pessoas tão diferentes conseguem coexistir num mesmo território. E quando falo de "humano", não é esse clichê de calor humano. É algo mais fundo como, compaixão difusa, brilho nos olhos, uma espécie de pureza meio infantil, não no sentido bobo, mas no sentido de inocência existencial.
Somos como crianças no mundo. Com problemas sérios, estruturais reais mas sem plena consciência deles. E, talvez, sem total desejo de ter.
Aqui acontecem coisas que só acontecem no Brasil. Como bem foi dito no vídeo: só o Brasil consegue fabricar o rei da pisadinha e outras figuraças kkkkk. E não é piada é diagnóstico cultural, isso é o orgânico falando mais alto que o importado.
A política sabota muito o ambiente, e nós, equivocadamente, passamos a julgar a cultura. Não há nada de errado com a nossa cultura. O erro está em tentar "corrigi-la" por imitação.
Melhorar, sim. Mas de dentro pra fora.
Com base no nosso próprio histórico.
O que te torna brasileiro?
Aquilo que só existe aqui.
Se você suspender o olhar comercial, esquecer a importação simbólica, largar a obsessão por modelos externos, começa a aparecer o Brasil real, não o exportável, não o vendável, mas o vivo.
Volta a observar o homem da roça, o improviso urbano, o riso no caos, a fé torta, o bom humor e a criatividade sem manual.
O Brasil não precisa virar outra coisa.
Precisa se compreender. A cultura não se copia, se cultiva.
Quando Michael Jackson veio ao Brasil, deixou um recado que ecoa até hoje: eles não se importam conosco.
E essa indiferença ficou clara na fala do presidente do BTG, Roberto Sallouti, ao dizer que a volatilidade do mercado vai durar três anos — como se fosse apenas um detalhe técnico, mais uma variável de planilha.
Para a Faria Lima, crise é oportunidade. Não de resolver o problema, mas de lucrar com ele. Enquanto isso, os pequenos e médios empresários sofrem sem previsibilidade, e o povo paga a conta com inflação, violência e falta de oportunidades.
No fim, o recado é simples: não espere melhora, porque quem poderia pressionar por soluções já escolheu lucrar com o caos.
Como dizia o Rei do Pop: They don’t really care about us. Ou, em bom português: eles estão pouco se f… por nós. @filipetrielli