Critiquei André Mendonça quando avalizou, como AGU, o inquérito das fake news, agora usado por Moraes contra ele próprio.
Comentei que era melhor abrir mão do cargo que compactuar com o passe-livre ao autoritarismo. Em 2019, Jair Bolsonaro saiu em defesa de Mendonça pelo aval.
Desde então, Moraes explora sua relatoria infinita e exorbitante - em nome da “democracia” - contra todos que ousam trazer à tona verdades comprometedoras sobre ele e seus pares do Centrão do STF.
Faz isso há mais de 7 anos com veículos de comunicação, jornalistas, auditores fiscais e, dessa vez, com um colega de Corte que ousou não esconder o nome dele mesmo: o destinatário dos pedidos de blindagem feitos por um banqueiro criminoso que havia contratado sua esposa por R$ 131 milhões.
Neste sentido, talvez seja o ato não só mais bizarro, mas também o de maior hipocrisia da história do Poder Judiciário brasileiro, que esse mesmo Moraes peça, na condição simultânea de juiz e pretensa vítima, investigação de outro relator por abuso de autoridade e crime de responsabilidade, apontando “quebra da imparcialidade judicial” e direcionamento de alvos “por motivos pessoais e políticos”.
Não que Mendonça seja o exemplo máximo de isenção. Anos antes dos casos Master e INSS, ele blindou, com manobras processais, o deputado federal bolsonarista Silas Câmara, que estava prestes a ser preso por “rachadinhas” e que havia apoiado seu nome para o STF, quando Mendonça o chamava de “ombro amigo”.
Mas, a despeito da desconfiança de não dar ao caso “Dark Horse” a mesma celeridade que aos de Lulinha e Moraes, nada há de concreto até o momento que torne sua supervisão judicial mais anômala que as de Moraes ou de Toffoli (sócio-oculto do resort Tayayá), jamais alvos de pedido de investigação apresentado por colegas.
Tanto é assim que, para desqualificar Mendonça, Moraes se baseia em um relatório interno da PF que se define como “sem caráter decisório e sem valor probatório”; que não tem cabeçalho oficial da corporação, nem é assinado por delegado algum; e que apresenta relatos anônimos sem provas documentais, com grau de confiança de “baixa a moderada”.
De sólido, o relatório aponta que as suspeitas apresentadas pela PF contra a relação de Toffoli com Vorcaro eram graves e não foram alvos de apuração no STF.
Toffoli também foi blindado por Gilmar Mendes - em relatoria ainda mais esdrúxula, ressuscitada pelo decano três anos depois do arquivamento do caso original - contra quebra de sigilo da empresa Maridt determinada pela CPI do Crime Organizado. O relator da comissão, senador Alessandro Vieira, virou até alvo de Gilmar em ação na PGR de seu amigo e ex-sócio, Paulo Gonet.
A casta do sistema é assim: permite-se toda sorte de extrapolações, mas retalia desafetos sem qualquer evidência igual ou maior de abuso. O que fica evidente, dessa vez, é o absoluto desespero de Moraes.
O sistema exige provas para abrir investigação sobre seus integrantes.
Mas, se as provas são apresentadas, diz que eles não podiam ter sido investigados sem autorização e que o relatório policial é nulo.
Não importa se o conjunto probatório contém apenas dados extraídos de equipamentos e outros achados obtidos sem diligência específica contra as autoproclamadas vítimas de abuso.
Ou se pede do zero a abertura de investigação e ela é recusada, ou ela é recusada porque não se pediu do zero.
Esse é o paradoxo que mantém a blindagem da casta, insultando a inteligência alheia. Se ficar, o bicho pega; se correr, o bicho come.
Já passou da hora, portanto, de a sociedade enfrentar esse bicho, em vez de ficar parada ou sair correndo.
Não há mais tapete para esconder tanta sujeira.
Um país em que magistrado edita impunemente contrato milionário de sua esposa advogada com um banqueiro interessado em sua influência no sistema de Justiça, e com o qual bebe whisky no exterior e troca mensagens de WhatsApp, não pode ser um país sério.
Ainda mais quando o empresário pede ao magistrado atuação nos bastidores para blindá-lo contra investigações.
Tudo indica que o banqueiro visava a obtenção desses serviços informais ao fechar um contrato acima dos padrões de mercado, até porque advertiu assim o tesoureiro do banco em relação a atrasos nos pagamentos:
“Angelo. Pqp. Não pagaram Barci de Moraes. Não to entendendo isso. Contrato mais importante que temos te pedi pra não falhar. Surreal. Vamos ter problemas”.
É indecente, por si só, faturar com a geração tácita dessa expectativa de influência, que dirá manter em segredo os pedidos de obstrução de justiça feitos pelo contratante.
Que o Senado se omita em caso tão grave, é uma amostra de como uma indecência lava a outra na República do Escambo.
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O gesto precisava de correção. A pessoa precisava de formação.
Foi uma comemoração idiota, visualmente péssima e que precisava ser tratada com seriedade. Mas existe uma distância gigantesca entre um jogador usando um objeto do mapa durante uma comemoração e atribuir intenção pedófila a ele.
Eu joguei e trabalhei com Counter-Strike profissional por muitos anos.
No Counter-Strike, jogadores atiram em corpos já eliminados, agacham em cima deles, jogam armas, fazem movimentos aleatórios e comemoram de maneiras completamente idiotas depois de rounds importantes. Nesse caso, ele tinha acabado de fazer um ace que praticamente encerrava uma série que já durava quase cinco horas.
IIsso explica o contexto. Não torna o gesto bonito, mas muda completamente o que é razoável concluir sobre a intenção do jogador.
E é justamente aí que uma organização deveria existir.
Academy não deveria significar apenas desenvolver mira, tática e valor de mercado. Deveria significar formar um profissional. Chama o jogador, mostra a gravidade da imagem, faz media training, aplica uma advertência, coloca ele para falar com honestidade e assume institucionalmente a parte que cabe ao clube.
Em vez disso, a MIBR publicou uma nota genérica sobre “valores e conduta”, desligou o elo mais fraco da cadeia e deixou um jogador de 22 anos sozinho carregando uma interpretação monstruosa que o contexto não sustenta.
Isso é fácil de chamar de compliance. Para mim, é covardia institucional.
Punir todo erro com a sanção máxima não demonstra valores. Demonstra que a organização não sabe ensinar, contextualizar ou proteger as pessoas que decidiu contratar.
A atitude merecia correção. A pessoa merecia formação.
Se uma Academy descarta o jogador justamente quando ele precisa ser desenvolvido, então ela não é uma Academy. É apenas um depósito temporário de ativos.
Na Liquid, recebíamos orientação sobre como agir como profissionais, representar marcas e entender que qualquer gesto diante de uma câmera poderia ganhar outra proporção. Isso também é treinamento. Ninguém nasce sabendo representar uma organização internacional.
E eu já vi organizações tratarem diferenças culturais, falas e situações muito mais graves com conversa, contexto e educação. A régua não pode mudar conforme o tamanho da repercussão ou o poder de quem está envolvido.
Bad PR não é automaticamente bad person.
Às vezes, é justamente o trabalho da organização impedir que uma imagem ruim se transforme numa sentença falsa sobre uma pessoa.
Não estou pedindo que passem pano. Estou pedindo algo aparentemente muito mais difícil hoje: contexto, proporcionalidade, responsabilidade e coragem para desenvolver um ser humano depois que ele erra.
Todo mundo fala de valores quando é hora de cortar alguém.Quero ver demonstrarem valores quando é hora de ensinar, proteger e assumir responsabilidade junto.
Nessa entrevista para a Autosport, o campeão de F1 Nigel Mansell desmentiu as alegações do CEO da F1, Stefano Domenicali, de que os pilotos também tiravam o pé do acelerador nos anos 1980, em resposta às críticas sobre o regulamento atual:
"Não, não, nós não fazíamos isso. Se a gente tirasse o pé e deixasse o carro ir no embalo, era mais como uma 'dosada'. Dosar o acelerador quando você está no vácuo de alguém e decide não ultrapassar. Isso é economizar combustível e dosar o pé. E isso é inteligente.
Ter que deixar um computador assumir o controle do carro para colher energia para a bateria, isso é algo totalmente diferente. E nós não reduzíamos 50 ou 70 km/h ao entrar nas curvas mais rápidas. Então, é um pouco forçado comparar as duas coisas, eu diria.
E, sabe, mesmo que você não tenha me perguntado, eu simpatizo enormemente com os pilotos. Acho que está muito perigoso no momento. E já escapamos de um acidente terrível no Japão. Aquilo foi sorte. O Oliver poderia ter se machucado muito feio. Então, vamos apenas fazer uns ajustes para que não seja tão ruim quanto parece ser."
Este tipo de publicação gera dois tipos de comentários:
- militantes da direita negando que foram 700 mil óbitos
- militantes da esquerda dizendo que um percentual altíssimo (ou todos) dos óbitos são culpa do Bolsonaro
Ambos estão errados. Nenhum dos dois se baseia em fontes de qualidade, apenas em narrativas. Lhes interessa o uso político, não a quantificação precisa.
Vi esse vídeo todo, mentiu pra caralho e ainda se fez de cínico no final, como se não tivesse nada a ver com isso…
1. “Mecanismos confiáveis de verificação de idade”
A empresa vai escolher como será feita essa verificação… na maioria, você é obrigado a colocar seu CPF e sua data de nascimento para uma plataforma que sequer conhece e nem sabe se é segura. Algumas aceitam rosto de bonecos ou fotos borradas. Passa normalmente. E, pasme: sites de pornografia continuam liberados. Sem nenhuma verificação. 0 crianças protegidas.
2. “Proibido loot boxes”
Os pais da criança estão colocando os dados do cartão no joguinho da criança, não têm controle disso e precisam do papai Estado pra proibir crianças de comprarem skins em joguinho 😂 tá de sacanagem, né?
3. "Homem de 40 anos falando com seu filho por chat de voz”
Novamente, essa criança não tem pais responsáveis que monitoram ou controlam o que ela está fazendo na internet? Tá de sacanagem que precisa de lei pros pais agirem como pais? Puta que pariu.
4. "Eu não criei essa lei, eu fiz um vídeo.”
Tu sabe muito bem que foi pego num fogo cruzado fazendo merda, livrou teu rabo e agora tá jogando no rabo de todo mundo.
5. PRA FINALIZAR:
Os pedófilos estão soltos, as crianças continuam desprotegidas e quem tá se fodendo é quem tá mandando facial e documento pra jogar um simples videogame.
Enquanto isso: o funk com letras nojentas está liberado, artistas seminuas liberadas, pornografia liberada, apostas do próprio governo liberadas.
Vai tomar no seu cu. Com todo respeito.
Antes:
"Não compartilhe sua vida online, segurança digital é importante, e não compartilhe dados importates, LGPD, etc"
Depois:
"Dê seu CPF, RG ou FOTO do Rosto atual para qualquer site que pedir, é pra proteger as crianças."
A respeito da lei Felca e as recorrentes medidas implementadas nas redes sociais, como a exigência de comprovação de idade (apresentação de documento) e proibição de usuários menores de idade para alguns jogos, Rui Costa Pimenta comenta na análise de 3ª:
"Essa legislação é obviamente policialesca e totalitária. Devemos deixar claro que não é só o jovem que é vítima da lei, que vai sofrer. Todo mundo está sendo vigiado. Porque se você não é jovem, você vai ter que apresentar carteira de identidade, quer dizer, tem um controle policial da população de conjunto.
Um dos objetivos da criação dessa lei, a gente viu isso muito claramente na Inglaterra, onde não existe RG, era introduzir o RG, ou seja, um controle extra-internet. Muita gente pode achar um pouco extravagante essa colocação , mas ela não é não. Esse negócio de você ter toda a população fichada, documentada, é uma coisa antidemocrática. No Brasil ninguém vê assim porque todo mundo está acostumado , dede pequeno, a ter o seu registro geral, RG. Então parece uma coisa normal, mas os países mais democráticos não têm esse tipo de controle. É um controle da populção pela polícia.
A juventude logicamente vai sofrer muito com isso. Dá pra ver pelo cancelamento dos jogos, mas os jogos são a cereja do bolo. O problema maior é o acesso à informação pelas redes sociais. A única coisa que podemos dizer é que vai entrar em jogo a criatividade para burlar o sistema. Eu tenho certeza que vão achar meios de burlar o sistema. Eu acho que a juventude deveria protestar contra isso. Aqui pode acontecer um fenômeno oposto do que os que fizeram a lei pensaram, pode haver uma politização da juventude pela proibição. Porque eles querem evitar a politização da juventude pela proibição do acesso à informação.
Que é uma lei profundamente antidemocrática, não há dúvida. Não adianta o pessoal vir com essa conversa mole, porque nós sabemos que isso é um pretexto. Até porque ninguém protege juventude nenhuma, a juventude está aí jogada no lixo no Brasil."
🚘 📉 PEC do IPVA, proposta pelo deputado Kim Kataguiri, que LIMITA a alíquota a no máximo 1% e define que o valor do imposto seja calculado pelo peso do veículo, faria a inflação anual no Brasil CAIR até 1,84%, aponta cálculo de economistas da XP.