Por que ninguém queria essa Copa nos Estados Unidos
Mais de 10 mil dólares em um ingresso e torcedores de seleções classificadas que nem podem entrar no país-sede. A Copa do Mundo mais lucrativa da história também é uma das mais problemáticas e mostra que, enquanto os bolsos da FIFA estiverem cheios, abuso de poder, bombardeio e exclusão são detalhes irrelevantes.
Neste episódio do Ponto a Ponto, o PELEJA te explica o caos da Copa do Mundo.
#CopaDoMundo #CopaDoMundo2026 #EstadosUnidos #FIFA #PELEJA
O Metrô de Madri lançou uma coleção de camisas retrô inspirada em cinco seleções campeãs da Copa do Mundo, aproveitando a proximidade do Mundial de 2026 e a crescente popularidade das peças vintage no universo do futebol. Batizada de Metro FC, a linha associa diferentes seleções a linhas da rede de transporte da capital espanhola e já está à venda por 54,95 euros em estações e na loja oficial da companhia.
A coleção homenageia a Argentina campeã de 1986, liderada por Diego Maradona; a Espanha do título de 2010; o Brasil de Romário em 1994; a Alemanha campeã em 1990; e a França de Zinedine Zidane em 1998. Todas as camisas trazem o escudo do Metro FC baseado no histórico logotipo da companhia de 1921, além das sete estrelas da Comunidade de Madri incorporadas aos uniformes.
A iniciativa acompanha uma tendência global impulsionada pelo crescimento do chamado “soccercore”, movimento que transformou camisas de futebol retrô em peças de moda urbana. Inspirado no sucesso comercial de marcas esportivas, o sistema madrilenho de transporte tenta ampliar sua identidade cultural para além da mobilidade urbana e se aproximar de uma nova geração de consumidores por meio do futebol e da nostalgia.
#Metrô #Madri #MetroFC #CamisaDeTime #Soccercore #Nostalgia
O chamado Triângulo da Irmandade uniu as torcidas de três clubes europeus não apenas pelo alinhamento ideológico, mas também pelo apavoro nas pistas.
O repórter Juliano Pupo conta mais sobre a história desses grupos de ultras em nova matéria no site do PELEJA:
https://t.co/bvxzVGB9BS
#Torcida #Ultras #Livorno #AEK #OlympiqueMarseille #Arquibancada
Durante uma partida da fase de grupos do Campeonato Sul-Americano Sub-17, em abril, Eduardo Conceição relatou ter sido alvo de racismo pelo argentino Matheo Benitez, mas a arbitragem não acionou o protocolo antirracismo.
Em um ato de protesto pela ausência de punição a Benitez, depois de fazer o gol da vitória brasileira, Eduardo comemorou imitando um macaco em direção ao argentino. Um mês depois, a Conmebol decidiu banir o brasileiro de competições da entidade por quatro meses.
O Palmeiras, clube pelo qual o jogador atua no sub-20, se posicionou afirmando que a sanção é injusta e está trabalhando com a CBF para apresentar um recurso à entidade sul-americana.
#EduardoConceição #Palmeiras #SeleçãoBrasileira #SulamericanoSub17 #Conmebol #Racismo
A numeração da Espanha na Copa do Mundo causou estranhamento. Para o torcedor brasileiro, o número da camisa também mostra uma função em campo e cria uma expectativa. Ao vermos o craque Lamine Yamal com a 19, o meia Gavi com a 9, os zagueiros titulares com as camisas 14 e 22, o lateral esquerdo com a 24 e o direito com a 5, isso gera uma confusão mental por causa de uma construção social, mas que não é algo unificado ao redor do mundo.
A Fifa orienta que cada elenco esteja numerado dentro do limite oficial do torneio - em 2026, de 1 a 26 -, além da exigência de que a camisa 1 seja de um goleiro. Fora isso, não existe a obrigação de que o 2 seja um lateral, o 5, volante ou o 10, meia. A regra abre espaço para cada seleção transformar o número em outra coisa.
A Espanha aproveita esse espaço como poucas. É uma lógica de continuidade: o jogador mantém o número com o qual já foi se acostumando na seleção, seja por preferência pessoal, seja por trajetória recente, seja por dinâmica do elenco.
La Roja já teve, em Copas anteriores, vários titulares com números que fugiam do tradicional. A diferença é que, nos ciclos mais recentes, isso se consolidou como padrão. Isso era mais notório quando Xavi e Iniesta trocavam de numeração com relação àquela que usavam no Barcelona.
A adoção de números no futebol foi um processo lento nos seus primórdios. Há registros iniciais de camisas numeradas em 1911, na Austrália. Em 1923, na América do Sul, uma partida na Argentina já trouxe equipes numeradas de 1 a 11. Na Europa, o uso aparece em jogos do fim dos anos 1920 na Inglaterra, com atribuição baseada na posição em campo. Mesmo assim, a obrigatoriedade não foi imediata.
No Brasil, desde a Copa de 1958, foi se construindo ao longo dos anos que o número 1 é goleiro. O 2 é lateral-direito. O 3 e o 4 são zagueiros. O 6 é lateral-esquerdo. O 5 é volante. O 8 é apoio. O 7 e o 11 abrem o campo. O 9 é o homem-gol. E o 10 é o cérebro criativo, o craque.
Mas quando você sai do país, dá para perceber que o mundo trata número de jeitos muito diferentes. Em alguns lugares, ele funciona como posição.
A Argentina tem uma história dupla com a camisa 10, mas nas primeiras Copas a numeração já foi por ordem alfabética. A Holanda tem como camisa especial a 14, por conta do Johan Cruyff. Na Alemanha, a camisa 13 é a mais famosa, construção histórica que passou por Gerd Müller, Michael Ballack e Thomas Müller.
Portugal ilustra bem como um craque muda a representatividade de um número. A 7, muito além de função em campo, se transformou na identidade de Cristiano Ronaldo, a ponto de redefinir o imaginário do país sobre qual camisa é a mais importante.
Um caso que chama a atenção de como essa cultura de numeração é construída internamente é o da numeração do Santos. Diferente do padrão brasileiro, o Peixe, por conta do “ataque dos sonhos” (Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe), atuava no 3-2-5 do técnico Lula, em que os três defensores vestiam 2, 3 e 4, enquanto a dupla de meio-campistas usava 5 e 6.
No fim, a pergunta inicial tem uma resposta menos misteriosa do que parece. O estranhamento nasce porque o Brasil olha para a camisa da nossa Seleção encaixando os jogadores em caixinhas conforme seus números. A Espanha olha para a camisa e vê só uma camisa mesmo.
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#Espanha #SeleçãoEspanhola #CopaDoMundo #CopaDoMundo2026 #Numeração
Tem brasileiro em todo canto do mundo, ou seja, tem torcida brasileira em todo lugar também. A Gaviões USA tá representando o Corinthians em Miami e a gente foi entender como é viver um clube de tão longe.
Esse é um corte do vídeo completo que está no canal do Youtube do Podpah e faz parte da série VISITANTES, uma parceria do PELEJA com Podpah.
#Miami #GaviõesUSA #GaviõesDaFiel #TorcidaOrganizada #CopaDoMundo2026 #Visitantes
Joshua Kimmich, atual campeão da @Bundesliga_DE pelo Bayern de Munique e capitão da seleção alemã, afirmou que a responsabilidade por se posicionar em debates políticos ligados ao futebol deve recair principalmente sobre políticos e federações, e não sobre os jogadores. Em entrevista à Sports Illustrated Deutschland, o meio-campista e lateral disse que atletas podem ter valores pessoais, mas não devem ser tratados como especialistas em temas complexos.
A declaração acontece em meio à tentativa da Federação Alemã de Futebol de evitar a repetição do desgaste vivido na Copa de 2022, no Catar, quando a seleção foi marcada por discussões políticas fora de campo. Na ocasião, jogadores alemães taparam a boca na foto oficial antes da estreia contra o Japão, em protesto contra a proibição do uso da braçadeira “One Love”, símbolo associado à inclusão e à diversidade.
Segundo Kimmich, não ter opinião não é a solução, mas há limites para o papel público de um jogador ou capitão da seleção. “A ideia de que nós, jogadores, podemos resolver esses problemas sociais ou mudar algo a respeito é uma expectativa errada.”
#JoshuaKimmich #Kimmich #Bayern #Bundesliga #Política #ProblemasSociais
A África do Sul teve seu embarque para o México adiado devido a problemas com os vistos de parte dos jogadores e dirigentes para viajarem pelos Estados Unidos, em mais um episódio relacionado às dificuldades de entrada enfrentadas por delegações nesta Copa do Mundo.
O contratempo enfrentado pela seleção para chegar a Pachuca, onde concluirá sua preparação para o torneio, gerou críticas do ministro dos Esportes do país, Gayton McKenzie. Ele cobrou explicações da Associação Sul-Africana de Futebol (SAFA) e classificou a situação como inaceitável, afirmando que a delegação foi prejudicada por falhas de planejamento.
A competição tem sido marcada por discussões sobre as regras de entrada nos Estados Unidos. O governo americano criou – e recuou parcialmente – um programa que exigiria um depósito de caução, que podia chegar a 15 mil dólares, para autorizar a entrada de visitantes de 50 países – cinco deles classificados para a Copa.
Anteriormente, pelo menos 39 países já estavam sujeitos a algumas proibições de viagem – quatro deles também participantes do torneio.
#ÁfricaDoSul #CopaDoMundo2026 #EstadosUnidos #Visto #VistoEUA
Você nunca viu estadunidenses que torcem assim. Na nova casa do Messi em Miami, comunidades latinas inteiras se uniram para frequentar um estádio e torcer pelo futebol que elas amam por meio de familiares ou que trouxeram ainda crianças.
Esse corte é um spoiler, o vídeo completo vai para o canal do Youtube do Podpah e faz parte da série VISITANTES, uma parceria do PELEJA com Podpah.
#Miami #Imigração #CopaDoMundo2026 #Messi #Visitantes
Várias bandeiras parecidas causam confusão até pros mais atentos. O PELEJA explica os contextos e as histórias por trás de algumas delas que estão nessa Copa do Mundo.
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PSG campeão, Paris em festa e em caos. Foram 780 presos depois de confrontos e vandalismo na Champs-Élysées e nos arredores do Parque dos Príncipes. O PELEJA te conta por que parisienses, torcedores do PSG, quebraram a cidade toda mesmo com o time campeão.
#PSG#Paris #ChampionsLeague #Torcida #Comemoração #Vandalismo
Thomas Partey está entre os convocados da seleção de Gana para a Copa do Mundo. O meio-campista do Villarreal, no entanto, enfrenta sete acusações de estupro, que teriam acontecido no período em que ele atuava pelo Arsenal.
No ano passado, ele foi acusado de cinco crimes de estupro por duas mulheres e de agressão sexual contra uma terceira denunciante. Os casos teriam ocorrido entre 2021 e 2022. Partey se declarou inocente e deve ser julgado em novembro no Tribunal da Coroa de Southwark.
Em fevereiro, ele foi denunciado por outra vítima por mais dois supostos casos de estupro, que teriam acontecido em 2020. As acusações já foram encaminhadas ao tribunal para uma nova audiência.
Na coletiva de imprensa em que Gana divulgou os convocados para a Copa do Mundo, o treinador Carlos Queiroz defendeu a presunção de inocência: “Deixemos os eventos seguirem seu curso normal, deixemos o rio fluir, e um dia, quando o rio encontrar o oceano, nós vamos encontrar a verdade.”
#ThomasPartey #Gana #CopaDoMundo2026 #Convocado #Crime
A Tchecoslováquia nasceu em 1918 e acabou em 1993, mas o futebol bagunçou essa linha do tempo. Duas vezes vice-campeã mundial e campeã da Euro, a seleção tem uma trajetória cheia de ambiguidades, que ficou ainda mais confusa depois da divisão do país em Eslováquia e Tchéquia. O PELEJA te conta mais dessa história.
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Em entrevista ao The Athletic, Sol Campbell desabafou sobre sua conexão complexa com o esporte que o revelou para o mundo, mas que também o limitou. “Eu adoro futebol, mas quero ter uma relação melhor com ele”, contou.
Grande parte da frustração do ex-jogador vem das críticas que recebeu da mídia ao longo da carreira, especialmente durante sua transferência do Tottenham para o Arsenal. "Eu me tornei uma caricatura que você pode continuar cutucando e ela não morre. Acho que eu e vários outros jogadores tivemos que passar por isso. E não houve nenhum pedido de desculpas", comentou.
Em 2006, o ex-zagueiro abriu o placar para o Arsenal na final da Champions League contra o Barcelona. No entanto, dois gols da equipe espanhola acabaram com as chances de título dos ingleses. Campbell sabia que não teria outra oportunidade de conquistar a competição, já que seu contrato estava perto do fim e aquela seria sua última partida pelo clube.
"Eu me afastei do futebol antes que ele realmente me destruísse", disse Campbell, que não ocupa um cargo de destaque no esporte desde 2020. "Agora estou voltando de uma forma que me deixa confortável", completou ao se referir à sua nova série documental, "Legends Corner", na qual conversa com antigos rivais dos tempos de jogador.
#SolCampbell #Arsenal #ChampionsLeague #Inglaterra
Marina Kondratiuk, esposa do goleiro do PSG, Matvey Safonov, protagonizou um momento curioso na final da Champions League. Ela apareceu na arquibancada da Puskas Arena e, depois do fim da partida, no gramado, comemorando com o marido segurando o que parecia ser uma bandeira russa.
A bandeira da Rússia é proibida em eventos oficiais da Uefa desde fevereiro de 2022, por causa da guerra na Ucrânia.
Tentando encontrar uma forma de participar da tradicional celebração de jogadores que se abraçam com bandeiras de seus países-natal depois de conquistarem um título, ela levou para Safonov uma “bandeira” improvisada, feita com pedaços de plástico com as cores da Rússia.
#Safonov #PSG #Rússia #ChampionsLeague #UEFA
Mais de 700 pessoas foram presas na França depois da festa pelo bicampeonato do PSG na Champions League, de acordo com o secretário do Interior, Laurent Nunez. Em coletiva, ele informou que 480 das prisões foram feitas em Paris.
Depois do apito final em Budapeste, quando Gabriel Magalhães perdeu o pênalti para o Arsenal, dezenas de torcedores lotaram as principais vias e áreas turísticas de Paris, acendendo sinalizadores, buzinando e, em alguns casos, vandalizando lojas e ateando fogo em carros.
Na conquista do título do ano passado, a festa nas ruas rendeu 592 prisões, 32% a menos que em 2026. Já na classificação para a semifinal, contra o Bayern de Munique, foram feitas 127 prisões na região da capital.
#PSG #Campeão #ChampionsLeague #Torcida #Paris
Em 2005, depois de colocar a Costa do Marfim na Copa de 2006, Didier Drogba pediu que as pessoas se perdoassem e pediu paz ao vivo direto do vestiário. O PELEJA te conta mais dessa história.
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Mais de 1 milhão de torcedores foram às ruas de Londres para celebrar o título do Arsenal na Premier League, um dia depois da derrota para o PSG na final da Champions League. O desfile percorreu cerca de 9 km pelo norte da capital inglesa, com ônibus abertos levando jogadores, comissão técnica, familiares e funcionários do clube.
A festa marcou o primeiro título inglês do Arsenal em 22 anos e teve também a presença da equipe feminina, campeã mundial em fevereiro. Segundo relatos da imprensa britânica, o público foi massivo ao longo do trajeto, enquanto a Polícia Metropolitana mobilizou mais de 500 agentes para controlar a multidão.
Apesar do clima de celebração, a Polícia Metropolitana informou que nove pessoas foram detidas ao longo do desfile. As infrações incluíram embriaguez, desordem pública, crimes relacionados a drogas, agressão sexual e agressão a trabalhadores dos serviços de emergência.
Toda segunda, o PELEJA reúne nos stories do Instagram (@peleja) os mosaicos, bandeirões e as cenas mais fodas que rolaram nas arquibancadas no fim de semana. Confere lá!
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Em vídeo publicado nas redes sociais, Alexia Putellas anunciou sua saída do Barcelona, encerrando um ciclo marcado por diferentes títulos.
A jogadora relembrou o início da relação com o clube: “Eu me lembro da primeira vez que ouvi os cantos da torcida. Eu tinha seis anos e era a primeira vez que ia ao Camp Nou com meu pai. Naquela época, só via homens jogando no estádio e nunca imaginaria que, um dia, mais de 90 mil culés estariam ali gritando o meu nome”.
Com 14 anos de trajetória no Barça, Putellas também destacou com orgulho a evolução do futebol feminino no clube. “No começo, ser jogadora de futebol nem era reconhecido como profissão. Hoje, me sinto privilegiada por ter feito parte dessa mudança”, disse.
Entre os títulos conquistados pela espanhola estão quatro Champions League, dez Campeonatos Espanhóis, dez Copas da Rainha, seis Supercopas da Espanha e oito Copas da Catalunha. Além disso, ela foi bicampeã da Bola de Ouro, ganhando o prêmio em 2021 e 2022.
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