Por que os mexicanos estão implorando pra voltar pra Libertadores
Se o técnico do seu time reclama do calendário de jogos apertado hoje, imagina como era há 10 anos, quando os times brasileiros precisavam viajar mais de 15 horas no meio da semana só pra enfrentar equipes mexicanas pela Libertadores. Só por isso, já dá pra entender por que a liga mexicana deixou de disputar o torneio sul-americano.
Mas a relação entre o México e a Libertadores é muito mais complexa do que parece, e os círculos mais poderosos brigam pelo controle - e pelo dinheiro - do futebol mexicano. E o PELEJA te explica tudo isso em mais um episódio do Ponto a Ponto.
#México #LigaMX #Libertadores #CONCACAF #CONMEBOL
Em uma vila húngara com cerca de 1,800 habitantes, um estádio foi construído para receber 3.800 pessoas. Inaugurada em 2014, a Pancho Aréna fica em frente à casa do então primeiro-ministro Viktor Orbán, em Felcsút. Entre seus frequentadores estavam empresários, ministros e dirigentes dos principais clubes do país.
Nos camarotes, o futebol oferecia acesso a Orbán. Segundo a Transparência Internacional, grandes projetos de construção e infraestrutura eram discutidos naquele ambiente. A sede do Puskás Akadémia reunia algumas das relações que sustentaram o governo do líder húngaro: dinheiro público, negócios privados e proximidade com o poder.
Durante os 16 anos consecutivos de governo iniciados em 2010, Orbán fez do futebol uma prioridade do Estado. O financiamento de clubes, estádios e academias acompanhou a concentração de poder nas instituições e ajudou a aproximar empresários, dirigentes esportivos e torcedores de seu projeto nacionalista.
A paixão era anterior à carreira política. Orbán passou pelas categorias de base do Videoton e jogou na quarta divisão durante seu primeiro governo, entre 1998 e 2002. Ainda estudante, dividia um time com János Áder e László Kövér, futuros presidente da República e presidente do Parlamento do país, respectivamente.
Fundado em 1988 como movimento liberal contrário ao regime comunista, o partido Fidesz foi conduzido por Orbán para a direita. Depois de perder o governo em 2002, ele voltou em 2010 com uma maioria de dois terços no Parlamento, o suficiente para alterar a Constituição.
Essa maioria permitiu aprovar uma nova Constituição, restringir as competências do Tribunal Constitucional e ampliar a influência governista sobre instituições de fiscalização.
A aposentadoria antecipada de centenas de juízes também abriu vagas no Judiciário. As mudanças reduziram os obstáculos institucionais às decisões do Executivo.
O sistema eleitoral foi reorganizado: o Parlamento encolheu, os distritos foram redesenhados e o segundo turno distrital acabou. Uma regra passou a aproveitar votos excedentes dos vencedores na distribuição de cadeiras por lista. Segundo estudo da Public Choice, ela foi decisiva para assegurar maiorias de dois terços em 2014, 2018 e 2022.
Na imprensa, empresários aliados compraram veículos, enquanto a publicidade estatal favorecia meios de comunicação alinhados ao governo. Em 2018, mais de 470 veículos foram reunidos na fundação KESMA, um gigantesco conglomerado de mídia na Hungria. A concentração ampliava a circulação das mensagens governistas e dificultava o alcance das críticas, inclusive sobre os gastos esportivos.
Orbán apresentava seu governo como defensor da soberania e da identidade cristã húngara diante de imigrantes, organizações civis e instituições europeias. O futebol oferecia uma memória coletiva para esse discurso: a seleção de Puskás, campeã olímpica em 1952 e vice-campeã mundial em 1954, havia colocado o país entre as potências esportivas.
Recuperar aquele prestígio se encaixava na promessa de recuperação nacional. Puskás deu nome à academia de Felcsút e ao grande estádio de Budapeste, embora sua trajetória não tivesse ligação equivalente com a vila de Orbán. O governo associava seus investimentos à lembrança do principal ídolo esportivo do país.
Uma das ferramentas foi o TAO, mecanismo de incentivo fiscal que permitia às empresas financiarem projetos esportivos e, em troca, reduzia o imposto que pagariam ao Estado, introduzido em 2011. O Estado abria mão de receita enquanto clubes recebiam recursos.
Nos dados examinados pelo jornal Átlátszó e pela Transparência Internacional, o futebol concentrava a maior parcela, com destaque para Felcsút, cidade de Orbán, que recebeu cerca de 7 vezes mais dinheiro que qualquer outra.
A fiscalização encontrou resistência. O governo tratava os valores como contribuições empresariais, mas a Justiça reconheceu sua natureza pública. Mesmo assim, a federação impôs obstáculos à divulgação dos documentos. A disputa envolvia identificar quais empresas financiavam os projetos, quanto destinavam e quais organizações eram beneficiadas.
Os beneficiários integravam um futebol cada vez mais próximo do Fidesz. Gábor Kubatov, dirigente do partido, assumiu a presidência do Ferencváros, maior clube do país. Tamás Deutsch, cofundador do Fidesz, presidia o MTK, maior rival do Ferencváros. O economista e político András Tállai conciliou funções no governo e na administração tributária com a direção do Mezőkövesd, outro clube do país.
Em Felcsút, Lőrinc Mészáros, amigo de infância de Orbán, reuniu atuação política local e participação no projeto esportivo. Durante o governo, tornou-se um dos empresários mais ricos da Hungria, com negócios ligados a contratos públicos. Também expandiu sua presença na imprensa, conectando setores relevantes para a sustentação do poder.
A construção de estádios distribuía contratos, enquanto dirigentes ligados ao governo apareciam diante das torcidas como responsáveis pelos investimentos. Clubes sustentados por incentivos fiscais e patrocinadores próximos ao Estado passavam a depender dessas condições. A continuidade do financiamento se tornava um interesse compartilhado entre organizações esportivas, empresários e autoridades.
Essa política atravessou as fronteiras. O governo financiou clubes e academias em comunidades húngaras de países vizinhos. Em 2018, o jornal Átlátszó identificou cerca de 16 bilhões de forints (245 milhões de reais, aproximadamente) destinados a projetos na Romênia, na Eslováquia e na Sérvia.
Nas arquibancadas, a Brigada Cárpata, grupo de ultras, reuniu torcedores de diferentes clubes em torno da seleção. Integrantes desse ambiente foram associados a manifestações racistas, antissemitas e contra pessoas LGBTQIA+. Além de terem uma afinidade declarada com a extrema direita e possível subordinação ao partido de Orbán.
Em 2021, Orbán defendeu torcedores que vaiaram jogadores irlandeses ajoelhados contra o racismo. Na mesma temporada, seu governo celebrou a recusa da Uefa em usar a iluminação da Allianz Arena com o arco-íris, proposta em reação à legislação húngara sobre conteúdos LGBTQIA+.
Enquanto esses conflitos ampliavam a exposição das posições governistas, os estádios aproximavam o país das entidades esportivas. Budapeste recebeu partidas da Eurocopa e finais europeias. Os eventos ofereciam visibilidade e reconhecimento como anfitriã em um período de críticas internacionais à concentração de poder e às restrições de direitos na Hungria.
Em abril de 2026, a vitória de Péter Magyar, do Tisza (partido mais ao centro), encerrou os 16 anos consecutivos de Orbán no governo. Observadores internacionais ainda assim afirmam que haviam vantagens sistêmicas para a vitória do Fidesz de Orbán, que conseguiu usar o futebol de forma estratégica para se consolidar.
#ViktorOrbán #Hungria #Autoritarismo #Geopolítica #Política
Com mais de quatro décadas de existência, a Oktoberfest de Blumenau continua reunindo música, gastronomia e tradições germânicas. E há três anos, a @Bundesliga_DE passou a marcar presença para mostrar o quanto o futebol reforça a conexão entre Brasil e Alemanha. O PELEJA colou no Parque Vila Germânica para ver isso de perto:
https://t.co/XNcWcam9Dz
#Oktoberfest #Bundesliga #Alemanha #Blumenau #SantaCatarina
Alguns jogadores chamaram a atenção na última rodada da Premier League por não estarem participando da tradicional ação antirracismo da liga. O PELEJA foi entender o porquê.
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Mundialmente conhecido pelos seus posicionamentos em defesa dos direitos humanos, o St. Pauli evita reconhecer explicitamente o genocídio em Gaza mesmo depois de três anos.
Em meio a denúncias de censura contra a bandeira da Palestina nas arquibancadas e nos arredores do Millerntor, a repórter Maria Tereza Santos conversou com torcedores do St. Pauli em Hamburgo e com um coletivo de ultras antifascistas para entender mais sobre a complexa relação histórica entre alemães e o Estado de Israel e saber como anda a situação dos Kiezkicker com seu clube do coração:
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Chivas Guadalajara apresentou seu novo terceiro uniforme para a temporada 2026/27, inspirado na charrería, esporte mexicano semelhante ao rodeio. O design homenageia a tradição da modalidade, considerada um ícone cultural do país, celebrando seu legado e o senso de pertencimento que une o clube e seus torcedores.
Inspirada na vestimenta tradicional dos charros, a camisa tem o preto como cor predominante, com detalhes dourados. Um padrão gráfico que remete aos cintos bordados do traje, confeccionados com a técnica do piteado, percorre o peito e as mangas. No centro do uniforme, aparece um escudo utilizado pelo Chivas em 1908, formado pelas letras C e G entrelaçadas, que resgata as origens do clube.
A peça também traz de volta a gola polo, elemento presente em diferentes uniformes históricos do Guadalajara. A identidade visual inclui ainda uma tipografia personalizada para os nomes e números dos jogadores, desenvolvida exclusivamente para o novo design e inspirada na estética da charrería.
O lançamento é acompanhado pela campanha “Herencia Sagrada”, assinada pela Nike. A ação reúne escaramuzas e charros, representantes da tradição mexicana, em reconhecimento às pessoas que preservam e praticam a charrería.
#ChivasGuadalajara #México #Charrería #CamisaDeTime #CamisaDeFutebol
A identidade do Criciúma está diretamente ligada à cidade onde se estabeleceu e a um elemento que marcou o desenvolvimento da região: o carvão. No documentário “O orgulho carvoeiro”, o PELEJA mostra como essa conexão ajudou a construir a cultura do clube que tem uma das torcidas mais loucas do Brasil.
#Criciúma #SantaCatarina #Carvão #Torcida #Cultura
José Mourinho afirmou que teria deixado o Real Madrid caso estivesse na situação de Vinícius Júnior e disse admirar a forma como o brasileiro lida com a pressão. O técnico português afirmou que o atacante enfrenta um ambiente difícil e que, no lugar dele, teria buscado outro país para jogar.
“Se eu estivesse no lugar dele, provavelmente já não continuaria aqui”, disse Mourinho. Segundo o treinador, Vinícius permaneceu no clube por lealdade e pelo vínculo com o Real Madrid, apesar das críticas, das vaias e dos episódios de racismo sofridos nos últimos anos.
Mourinho também comentou a suspensão de quatro partidas recebida por Vinícius depois da expulsão contra o Villarreal e disse que esperava uma punição ainda maior, considerando que há uma perseguição ao seu atleta. O treinador acrescentou que mantém conversas frequentes com o jogador e destacou sua capacidade de seguir em frente “com um sorriso”.
#JoséMourinho #ViníciusJr #ViniJr #RealMadrid #Espanha
A CBF lançou, em parceria com os Ministérios do Esporte e das Mulheres, a campanha “Papo de Homem – No futebol, a violência não entra em campo”, voltada à conscientização do público masculino sobre a prevenção e o enfrentamento à violência contra as mulheres. A iniciativa foi apresentada na Arena Pernambuco antes do amistoso entre Brasil e Argentina.
A campanha reúne jogadores da seleção brasileira, como Vini Jr., Endrick, Estêvão, Douglas Luiz e Vanderson, além de torcedores. O vídeo foi exibido antes da partida e no intervalo, com mensagens que buscam chamar os homens à responsabilidade sobre comportamentos dentro e fora dos ambientes esportivos.
A ação também acompanha o Plano Nacional do Legado Social e Esportivo da Copa do Mundo Feminina de 2027, que prevê medidas permanentes para ampliar direitos, segurança e oportunidades para meninas e mulheres no futebol. A campanha ainda divulga o Ligue 180, para orientação e denúncias, e o 190, destinado a situações de emergência.
#ViolênciaContraMulher #CBF #ViniJr #Endrick #SeleçãoBrasileira
Pep Guardiola fez um novo apelo pela população palestina em um vídeo divulgado pela UNRWA, agência da ONU para refugiados palestinos. O treinador espanhol criticou a forma como as vítimas em Gaza são descritas e afirmou que “não são mortos, são pessoas assassinadas” e que crianças não devem ser tratadas como “danos colaterais”.
Guardiola concentrou parte da mensagem na situação das crianças em Gaza, citando casos de menores que procuram familiares entre os escombros, passam fome ou ficam sozinhos. Ele afirmou que o sofrimento palestino não deve ser tratado como algo distante e disse que nenhuma criança deveria aprender a sobreviver antes de aprender a viver.
O espanhol também pediu apoio à UNRWA e defendeu que a situação dos palestinos continue recebendo atenção internacional. “O silêncio hoje é uma forma de tomar partido”, afirmou. Israel acusa a agência de manter vínculos com o Hamas, alegação rejeitada pela instituição.
#PepGuardiola #CriseHumanitária #Gaza #Palestina #ONU
Frases icônicas como “Que Deus perdoe essas pessoas ruins”, “Deus na defesa e no ataque eu mesmo”, combinações de casal (“Tenho dona / Sou o dono”) e deboches como “Peida na minha cara, só não suja meu bigode” passaram a integrar um catálogo infinito estampado no manto de torcedores cariocas.
No site do PELEJA, o repórter Will Cerqueira se aprofundou na cultura das camisas com vulgos customizados no Rio de Janeiro e explica o impacto desse movimento na moda e no futebol local:
https://t.co/ytPay5bizL
#CamisaDeTime #CamisaDeFutebol #RioDeJaneiro #Moda #Costumização
Para a divulgação da partida contra o LASK pela 2ª rodada da primeira fase da Champions League, o Liverpool usou como cenário o Teatro Amazonas. Por que um clube inglês utilizaria a imagem de um cartão-postal do norte do Brasil, sem nem pôr um brasileiro na imagem? Eram o francês Bradley Barcola e o hungaro Milos Kerkez que estavam na foto. O PELEJA te conta mais da história econômica que explica esse post de um dos maiores clubes da Inglaterra.
Para entender como essas duas cidades passaram a fazer parte da mesma história, é preciso voltar ao século XIX, quando o movimento de seus portos aproximava lugares separados pelo Atlântico.
Naquele período, Manaus crescia com o comércio da borracha, cada vez mais procurada pela indústria. Do outro lado do oceano, Liverpool reunia empresas interessadas em ampliar seus negócios no norte do Brasil.
A borracha vinha do látex, um líquido extraído das seringueiras por trabalhadores conhecidos como seringueiros. Depois de preparado, o material era transportado de barco pelos rios da Amazônia até centros comerciais como Manaus, onde empresas compravam a produção para vendê-la ao exterior. De seu porto saía borracha; na direção contrária, chegavam produtos importados e passageiros atraídos pelos negócios da cidade.
Para os navios estrangeiros chegarem a Manaus, porém, era necessário ter autorização para navegar pelos rios brasileiros. Em dezembro de 1866, o governo imperial publicou um decreto que permitia a entrada de embarcações comerciais de todas as nacionalidades em determinados rios. A medida entrou em vigor em setembro de 1867 e incluía o rio Negro até Manaus, facilitando o comércio com o exterior.
Os irmãos Alfred e Charles Booth começaram, em 1866, um serviço de navegação a vapor entre Liverpool e o norte brasileiro. A Booth Line ampliou suas operações e se tornou uma das principais empresas no transporte de cargas e passageiros entre a Grã-Bretanha e a Amazônia. Pelas mesmas rotas que movimentavam mercadorias, viajavam funcionários, comerciantes e turistas.
Em 1902, os contratos para melhorar e administrar essas instalações foram transferidos à Manaos Harbour Limited, uma empresa criada em Londres que tinha a família Booth entre seus participantes.
Perto do porto, no centro de Manaus, funcionavam escritórios da Booth Line. A relação comercial com Liverpool também se fazia presente em terra, com funcionários e prédios utilizados nos negócios da empresa. Outras empresas do Reino Unido atuavam no abastecimento de água, na iluminação, nos bondes que transportavam moradores e nos telégrafos, usados para enviar mensagens a distância. Nem todas essas empresas, porém, eram de Liverpool.
Inaugurado em 1896, o Teatro Amazonas expressava a riqueza da borracha, mas que, por sua vez, era distribuída de forma desigual. Enquanto Manaus recebia materiais europeus para suas construções, seringueiros obtinham alimentos e ferramentas a crédito, pagos com borracha. Esse sistema, chamado aviamento, mantinha trabalhadores presos a dívidas com seus fornecedores e foi posteriormente considerado análogo à escravidão.
No porto, a presença estrangeira também envolvia conflitos. A historiadora Maria Luiza Ugarte Pinheiro, da Universidade Federal do Amazonas, identifica ingleses em posições de comando, enquanto brasileiros, portugueses e trabalhadores de outras origens exerciam funções intermediárias e braçais. Associações e greves passaram a cobrar salários e melhores condições de trabalho.
A ligação também chegou à medicina. Em 1905, a Escola de Medicina Tropical de Liverpool abriu em Manaus seu primeiro laboratório fora do Reino Unido. A instituição estudava doenças que atingiam moradores e trabalhadores nas regiões onde empresas britânicas faziam negócios. Os médicos Harold Wolferstan Thomas e Anton Breinl vieram investigar a febre amarela.
Thomas permaneceu em Manaus, trabalhou com médicos locais e se dedicou à saúde da população até morrer, em 1931. Seu nome é lembrado na Fundação Doutor Thomas, instituição municipal que atende pessoas idosas na capital amazonense.
O futebol também circulou nesse ambiente. Ingleses empregados em empresas instaladas em Manaus estavam entre os praticantes do esporte em seus primeiros anos na cidade. A convivência entre trabalhadores e os espaços de lazer da comunidade britânica ajudaram a difundir o jogo.
Fundado em 23 de junho de 1908, o Manáos Athletic Club reunia ingleses que trabalhavam nessas companhias. A equipe conquistou os dois primeiros campeonatos amazonenses, em 1914 e 1915, e participou da formação das disputas locais.
Liverpool também recebeu sementes que ajudariam a criar concorrentes para a borracha amazônica. Em 1876, o botânico e explorador Henry Wickham levou sementes de seringueira do Brasil à Inglaterra, a pedido do Jardim Botânico Real de Kew. A carga desembarcou em Liverpool, onde foram produzidas mudas enviadas a colônias britânicas na Ásia.
Décadas depois, as plantações asiáticas passaram a disputar compradores com a Amazônia, contribuindo para a crise da borracha que atingiu a economia de Manaus no começo do século XX. No Brasil, a retirada das sementes ficou conhecida como biopirataria, embora, na época, não houvesse uma lei brasileira proibindo sua exportação. A perda de espaço no mercado enfraqueceu os negócios da região, mas não encerrou a ligação entre as duas cidades: a Booth Line continuou transportando cargas e passageiros até 1946.
Mais de um século depois, a publicação do Liverpool colocou o Teatro Amazonas diante dos torcedores do clube inglês. Construído durante a expansão do comércio da borracha, o edifício remete ao período em que Manaus e Liverpool mantinham relações comerciais através do Atlântico.
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O técnico Alex Neil, do Millwall, criticou a decisão do árbitro de interromper a partida contra o Swansea City, pela Championship, depois de relatos de um suposto caso de racismo contra o sul-coreano Jisung Eom, jogador do time adversário. Segundo o treinador, a paralisação “acabou com o ritmo” do jogo.
“Entendo que houve um incidente. Não vou me envolver nisso. Mas, quanto a interromper o jogo por 15 minutos, não vejo sentido. Precisa ser resolvido, com certeza, mas parar o jogo não resolve nada. Só quebra o ritmo”, afirmou Neil em entrevista coletiva depois do confronto.
O treinador alegou que a partida ficou interrompida por 15 minutos. No entanto, o The Athletic e a ESPN relataram que a pausa durou entre sete e oito minutos, quando o placar estava em 0 a 0. Neil também admitiu que sua avaliação poderia ser diferente caso o Millwall tivesse vencido o duelo: “Olha, se a gente marcasse um gol, provavelmente eu não me sentiria assim, mas é assim que me sinto agora”. O confronto terminou com vitória do Swansea por 1 a 0.
Depois da partida, os dois clubes publicaram comunicados em apoio a Eom e condenaram os atos discriminatórios. Em publicação nas redes sociais, o Millwall também destacou que está colaborando com as investigações.
#AlexNeil #Milwall #Championship #Racismo #RacismoNoFutebol
Um novo estudo da Fifpro revelou que quase metade das jogadoras de futebol cogita abandonar o esporte por preocupações financeiras. Além disso, o relatório, que ouviu 800 atletas de 40 países, indica que 46% apontaram o estresse psicológico como um dos motivos para pendurar as chuteiras.
A repórter Maria Paula Azevedo destrinchou esse estudo e conversou com uma ex-jogadora brasileira que se especializou em educação financeira para ajudar outras atletas nesse contexto: https://t.co/71TrMJD12G
O Barcelona apresentou uma nova coleção de roupas em parceria com o cantor Tyler, The Creator. O lançamento inclui uma camisa especial para o El Clásico pela La Liga e será estreado pelo time feminino, que enfrenta o Granada pelo campeonato espanhol.
Tyler sucede nomes como Rosalía, Olivia Rodrigo, Ed Sheeran, Travis Scott, Coldplay e The Rolling Stones, que já colaboraram com o clube por meio do patrocínio do Spotify. No entanto, esta é a primeira vez que um artista assume o controle criativo total do projeto, dirigindo a campanha e integrando a GOLF WANG, marca fundada por Tyler em 2011.
A coleção reúne camisas retrô, jaquetas, roupas esportivas e acessórios, com cores ousadas, estampas de leopardo e diferentes estilos gráficos. O uniforme especial também traz o logo da GOLF no lugar do Spotify, outra novidade na parceria com a plataforma.
Na música, Tyler, The Creator consolidou seu legado com três prêmios Grammy – dois de Melhor Álbum de Rap e um de Melhor Capa de Álbum. Sua influência, porém, também se estende à criação de tendências visuais em videoclipes e à moda contemporânea.
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