🗣️ - Bam Adebayo se defende das ALEGAÇÕES de que seu jogo de 83 pontos foi “sujo”:
“Primeiro de tudo, se você está me culpando, você estar culpando o outro time, o outro treinador.
Não fui eu que quis jogar no mano a mano o jogo todo até eu ter 70 pontos, e só aí mandar dobras.
Naquele momento, eu tinha 70 pontos e faltavam 9 minutos para o fim. Você acha que eu não ia tentar o recorde?
O que é uma loucura quando falam sobre a parte antiética do basquete é o seguinte:
se eu tenho 70 pontos e faltam 9 minutos para o fim, quem diria: 'Treinador, me tira de quadra'?
É claro que não! Não dá para ficar bravo com isso. Se você está bravo, não me importo.
Sou fã do Kobe. Cheguei perto do recorde dele. O que você acha que eu vou fazer? Tentar quebrá-lo.
Tenho quase certeza de que se eu tivesse 81 pontos e o Kobe estivesse perto de bater o recorde, ele não ia pensar: 'Quer saber? Vou desistir faltando 9 minutos para o fim, e eu tinha 70 pontos.'
Fala sério.
Muita gente está chateada, nunca tiveram a chance de chegar tão perto de alcançar a grandeza. Se você chega tão perto, esse é o objetivo de perseguir recordes:
para poder superá-los.”
🗞️ - @naveenganglani
É muito emocionante quando alguém diz coisas como: "Quando morarmos juntos", "Quando tivermos filhos", "Quando formos para tal lugar", "Quando nos casarmos". Para mim, é uma das formas mais bonitas de alguém demonstrar amor; alguém que imagina um futuro com você realmente vale a pena.
Quando eu vi um monte de brasileiro falando que o Gui Santos era ruim, eu não fiquei nem puto. O sentimento foi de tristeza, papo reto.
Cara, nós tivemos só 20 brasileiros na história da NBA.
Uma nação com uma história tão rica no basquete, sabe? Somos bicampeões mundiais, já tivemos medalha olímpica. E, mesmo assim, só tivemos 20.
Foi o que eu disse aqui um dia: cada um dos nossos carrega muita coisa.
Nós NÃO temos as mesmas oportunidades. NÃO é a mesma coisa você chegar à NBA nascendo em um país com toda a infraestrutura pra prática de esportes e conseguir isso vindo de um país de 3° mundo com pouco investimento.
Nossos atletas fazem MILAGRES pra chegar ao mais alto nível do basquete profissional. Quem chega lá, é porque foi merecedor. É porque batalhou muito, suou muito, se sacrificou muito.
O Gui Santos sequer fez carreira universitária lá fora, mano. Ele é um garoto de Brasília, que jogava no MINAS quando foi pra NBA.
Ele estava no NOSSO basquete, no NBB.
Foi escolhido no fim da 2ª rodada, passou pela G-League, teve seu contrato garantido depois de um tempo, foi ganhando minutos e agora é parte da rotação fixa do Warriors. Cada passo foi uma conquista.
A gente falava tanto: o Gui precisa de constância.
Você não ensina comunicação, você não ensina inteligência de jogo, você não ensina esforço, e todos esses são atributos do Gui que apareciam desde os primeiros jogos na NBA.
Só que pra você começar a traduzir tudo isso em resultado, precisa ser jogando várias partidas seguidas, pra se sentir confortável em quadra.
Hoje, o jogo vem até o Gui.
Quer arremesso? Ele vai te entregar.
Quer armação? Ele vai te entregar.
Quer defesa? Ele vai te entregar.
Tudo isso precisou vir com constância de jogo, aliado aos atributos acima que você não consegue ensinar a nenhum jogador. Ou você tem, ou você não tem.
Gui Santos é NOSSO. Gui Santos é BRASILEIRO. Ele tá entregando tudo em quadra e mostrando que é um jogador valioso e indispensável. A gente precisa exaltar isso.
O instinto paterno prevaleceu. Os pais são capazes de feitos extraordinários… Por um segundo sequer ele cogitou a própria morte. Seu único desejo era proteger o filho.❤️