Não escrevo há um tempo
Pois minha palavra é terra
De sussurros alheios.
Minha sombra sorri pois sou brilho de tremeluz:
Ela manda morrer.
Está no canto escuro esperando.
Ultimamente, sem tempo para mim
Choro sozinho
Indeciso sobre escolhas, errando em facilidades
E em minha função acho que
Erro
Perco dinheiro
E passo fome.
"Isso, continue mentindo, tua falácia é o descargo da minha morte e eu desmantelo meu corpo em uma parede maciça, translúcida, para que tua família veja minha carne em putrefação. Esse é meu rancor, e tua falta de esforço é a garoa que lixivia meu corpo na vala imunda da terra."
"[...] Eu não consigo fazer nada. Não consigo ser nada. Sou um retrato lívido do meu fracasso, à exposição alheia como um transeunte.
Só consigo pedir perdão."
Mano misericórdia KAKAKAK simplesmente eu me surpreendo com o que eu escrevo no meu diário quando vou reler
Quando a tristeza atinge um ápice, eu não consigo falar, ou escrever. Fico mudo para mim mesmo. O silêncio é a condenação de viver dentro de mim, terra de vozes alheias.
É Velório da petulância
Quando a dor é um plástico que
Reveste o coração,
Ileso do ímpeto dos espíritos
Que em labor, insistem em fincar
Suas almas na minha memória.
Condenação de existir de alguém – naturalmente – ruim, é tentar ser uma boa pessoa, ao fim do dia.
Me importo com pouquíssimas coisas nesse universo absurdista. Parece que sempre me ergo indiferente, carregado pelos próprios pássaros que consomem minha carne.
Inúmeros espelhos se espatifam
Mesmo na fofa areia da minha praia,
Quando minhas consciências descem
escadaria abaixo.
Cada recomeço, de cada fracasso
É a minha redenção para o espelho,
Quando não gosto do reflexo.
Chão formado de cacos de vidro.
Dessas falseadas vontades que desmoronam quase como que mensalmente, me vejo cansado de continuar insistindo em tentar. Estou novamente decaindo, sendo abraçado pelo vazio, e ele é a minha areia movediça.Ele é a minha praia e eu sou o sol que renasce com a melancolia do novo dia
Músculo ocular,
Contrai ao dispersar do dia;
Devido uma condição ontológica de ser
A felicidade é meu limiar,
Pois na desregulação de uma suspiria
Será tristeza, no próximo amanhecer.
De um transtorno que, se vc se sente feliz, será seu destino viver, também, a tristeza em dobro