While some in the west are pushing for a four-day working week in an age of AI, Brazil is only now looking to bring millions of its workers down from six days to five. https://t.co/Ct3Pz1Mm8o
Hoje é um dia importante para a dignidade da família, de quem constrói o Brasil todos os dias. Encaminhei ao Congresso Nacional, com urgência constitucional, um projeto de lei que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais. E, importante, sem qualquer redução no salário.
A proposta devolve tempo aos trabalhadores e trabalhadoras: tempo para ver os filhos crescerem, para o lazer, para o descanso e para o convívio familiar. Um passo para um país mais justo e com mais qualidade de vida para todos.
DESABAFO! 🚨 Tem dia que é muito desanimador para quem trabalha com cultura.
Hoje fui ao Sesc Tijuca ver dois filmes: Amazônia, a Nova Minamata?, de Jorge Bodanzky, e Malês, de Antônio Pitanga. Tudo de graça, num cinema incrível, espaço maravilhoso, aberto, disponível e seguro.
Na primeira sessão: apenas duas pessoas. Na segunda, no máximo dez.
Enquanto isso, passo pelas academias e todas estão lotadas. Gente malhando cinco, seis ou até sete vezes por semana. Fora que tem que corre também...e com roupas caríssimas, relógio que mede tudo... o pacote completo.
O mais triste é perceber que cada vez mais entre gente progressista (porque a periferia tá voando, produzindo, arrasando) as pessoas estão lendo menos e vendo menos. A formação política virou quase toda baseada em conteúdo requentado de segunda mão, cheia de clichê velho, consumido pelas redes sociais.
Amam Conceição Evaristo pelos Reels, mas não conhecem de verdade a potência da literatura dela. Dizem que amam Antônio Pitanga, mas não foram ver Malês no cinema. É triste.
Em vez de malhar sete vezes por semana, que tal malhar cinco? Numa delas, lê um livro. Noutra, vai num cineclube. Com 5 vezes ainda dá pra ser gostoso.
Desculpe o desabafo. Mas é que a pasmaceira complacente às vezes me ultrapassa. Dá trabalho suportar a esperança.
Isso porque estou falando de gente privilegiada, que poderia ser a primeira a estar ali: para escutar, absorver e depois ecoar essas vozes.
Pois é.