@noveleirotv Já faz uns anos, um homem andava na rua, na minha frente, e me impressionaram o charme, o ritmo, o molejo e a elegância da caminhada. Apressei o passo para ver de perto. Era ele!!!
@danielle_dsilva Gente ruim que confia na impunidade, poderosos inconsequentes, justiça míope e lerda. Isso já me deprime o suficiente na vida real, não preciso de reforço na novela. Está exagerando.
A imprensa vai ficar cobrindo estratégias da corrida de cavalos ou informar os brasileiros sobre o passado, os aliados e as propostas dos candidatos? Que utilidade há para o eleitor acompanhar play by play o plano de marketing político? É negligência profissional, jornalistas conversando entre si.
Morei quase cinco anos nos EUA.
O Zelle não tem nada a ver com o Pix.
O Pix é uma infraestrutura pública de pagamentos acessível a qualquer instituição, empresa ou indivíduo.
O Zelle é um serviço privado usado prioritariamente para pagamentos P2P. A aceitação está muito longe ser universal. A associação de moradores do condomínio onde eu morava, por exemplo, não aceitava Zelle para o pagamento da mensalidade, apenas dinheiro ou… cheque.
Uma transação no Pix é compensada em um ou dois segundos. No Zelle, dentro de “alguns minutos”, segundo a explicação dos próprios responsáveis.
Isso significa que você não consegue usar o Zelle para pagar o pipoqueiro, o motorista de táxi ou qualquer serviço que exija compensação imediata.
Não existe bandeira política pior do que sugerir ao pipoqueiro, ao motorista de táxi ou a qualquer brasileiro comum trocar o pix por um sistema de pagamentos custoso e ineficiente.
Um caloroso parabéns aos envolvidos.
@FlavioBolsonaro Muito bom! Ganha meu aplauso esse nível de argumentação vinda de um candidato à presidência que espero que seja derrubado em primeiro turno, por falta absoluta de valores morais minimamente necessários para o cargo. Bobalhão.
Esse lixo parlamentar está confessando - como se precisasse, né? - que sim, que realmente Bolsonaro queria dar um golpe. Ela está fazendo apologia do golpe. E, na época, na teve nada escondido. Biden avisou por meio de seus assessores que não aceitaria um golpe de estado no Brasil. Bem ao contrário do que fariam hoje e eles aplaudiriam, né mesmo? Bia Kices não vale o que o gato enterra e esse maluco com ela idem. Outro golpista.
Para as pessoas entenderem o tamanho do problema que é a classificação do PCC e CV como terroristas.
Se os EUA quiser bombardear uma região do Brasil, ele vai fazer com a desculpa de caçar terroristas e qualquer um que critique essa tentativa de invasão territorial também será tipificado como terroristas e vai ser " sequestrado" pelo governo americano em território brasileiro.
Nenhum patriota de verdade defende isso
I'm not linked to the PCC, I didn't invade your home, I did not speak to your daughter, and the Southlake Police Department told me that there is no open investigation regarding your police call after I rang your doorbell. I encourage you to retract these false statements.
Lembram que a turma de Eduardo Bolsonaro disse que o “repórter do PCC” teria invadido a casa dele e assustado a filha de 5 anos que teria atendido a porta? Aqui o vídeo e a reportagem mostrando a MENTIRA. A mulher de Eduardo atendeu a porta. O repórter se apresentou. Tudo normal.
"Desigualdade não existe porque os pobres não se esforçam. Ela existe porque o modelo econômico a produz. E o Estado, numa democracia, tem o papel de corrigi-la."
Vamos falar de discurso?
Depois de um vídeo em que criticava o Bolsa Família circular, Luciano Huck gravou um vídeo se explicando, dizendo que sua fala foi "tirada do contexto".
Bom, neste caso, discursivamente, não existe fala "tirada de contexto". Existe fala que produz sentido dentro de um determinado discurso e o discurso do Huck tem remetente e endereço certo. Quando ele critica o Bolsa Família num evento fechado para empresários, ele estava falando para os seus, dentro de um sistema de crenças compartilhado: a meritocracia. A ideia de que quem não chegou lá é porque não se esforçou o suficiente. Esse discurso não precisa ser dito em voz alta, ele circula, ele pressupõe, ele já está lá antes da fala. A câmera apenas registrou o que já existia. Quando o vídeo circulou e ele recebeu uma saraivada de críticas, Huck fez outro vídeo dizendo que foi "mal-entendido", que sua fala foi "tirada do contexto", bem no estilo "quem me conhece sabe". Como comunicador, ele também sabe do efeito de sua fala ter furado a bolha, pois publicamente ele precisa modalizar a fala.
A expressão "tirado de contexto" é uma fórmula que funciona nesse episódio como escudo retórico. O que vazou não foi um trecho isolado: foi um posicionamento ideológico. Posicionamentos têm história, têm filiação, têm consequências. O que Huck disse faz sentido dentro de um discurso que enxerga o Estado como um problema, o mercado como solução e a pobreza como resultado de escolha ou preguiça. É o liberalismo econômico em modo doméstico, nem sempre dito com palavras técnicas, mas reconhecível em cada gesto de quem o pratica. Foi esse o "contexto" do qual a fala foi "retirada". O sentido transbordou para fora do discurso em que foi produzido. Assim: um discurso produziu, outro interpretou.
Aí está o ponto: o Bolsa Família não é um programa mal-interpretado. Ele é lido de formas diferentes por discursos diferentes. Para um discurso, ele é assistencialismo que acomoda. Para outro, ancorado em dados, em história, em ciência econômica, é redistribuição de renda, é redução da fome, é aumento de consumo, é política pública que funciona. Desigualdade não existe porque os pobres não se esforçam. Ela existe porque o modelo econômico a produz. E o Estado, numa democracia, tem o papel de corrigi-la. O vídeo publicado pela minha mutual @anapaularenault é um exemplo claro desse contradiscurso, a que me filio.
O que o vídeo do Luciano mostra não é um mal-entendido. É clareza. É um bem-entendido. Bem entendido por ele, quando sustenta o que sustenta; bem entendido pelos seus críticos, quando significam como significam os fatos. Dois projetos de país, dois discursos sobre o papel do governo, sobre quem merece e quem não merece proteção social. Isso não é contexto, @LucianoHuck. Isso é ideologia, isso é a boa e velha luta de classes, isso é escolha. E escolhas, convenhamos, devem ser nomeadas pelo que são. Concordar com ele ou discordar dele também nos posiciona sobre nossas crenças sobre essas coisas.
É isso. Linguagem é uma bruxa. Me gusta.