A treta entre Dunga e Bebeto na Copa do Mundo de 98 durante jogo contra Marrocos:
"O. Aqui, filho da put#. A bola tá para cá."
(Dunga, aos gritos e gesticulando com os braços)
"Vamos lá, vamos lá."
"Calma. Acabou, falou? Acabou"
(Leonardo para Bebeto, gritando)
"Esse cara é folgado, porra"
(Dunga afirma entre Leonardo e Roberto Carlos, se referindo a Bebeto)
"E você fica olhando..."
(Dunga ainda teria falado para Leonardo, quando este se vira em direção a ele, em fala pouco perceptível pela leitura de lábios)
"Porr#."
(Última fala de Dunga antes da barreira)
Fonte: @folha em 18 de junho de 1998.
📸 Representação visual feita com IA
Vou brincar de adivinhar o futuro: Luis Castro vai ser saído. É triste, porque Castro personaliza a tentativa de uma nova maneira de pensar o futebol - que era mais que urgente e que leva tempo pra se estabilizar como cultura e dar resultado. Ele “ter dado errado” endossa o discurso dos empiristas. E aí não é difícil prever: com o medo do rebaixamento, Renato volta. Com ele algumas vitórias, confiança e o modelo antigo de fazer futebol.
Caramba que defesa fraca é a do Grêmio. Falha individualmente coisas grotescas e coletivamente não consegue se manter compacto. Não mata origem do passe, não acompanha profundidade. Tá sempre refém da velocidade do adversário. Me refiro a zagueiros, laterais e volantes. Elenco bem aquém e Luis Castro com grande parcela de responsabilidade na parte coletiva.
@onavarromagno Futebol no Brasil, nunca foi sobre dinheiro. De uns 10 anos pra cá, tem uma europeização acontecendo. As copas, são o último reduto do futebol como conhecemos aqui.
Flávio Bolsonaro mentiu na coletiva de quarta-feira, 13 de maio, ao dizer que "é mentira" que Daniel Vorcaro bancou o filme sobre o pai dele, "Dark Horse".
E depois mentiu na TV nesta quinta, 14 de maio, ao dizer que "eu não falei que era mentira".
A mentira não é de direita, nem de esquerda.
Ela é uma afirmação ou comunicação falsa, feita com a intenção deliberada de enganar alguém.
"Tenho contrato de confidencialidade", alegou Flávio, como se isto o eximisse de responsabilidade pela reação cínica que teve na coletiva.
Contrato de confidencialidade não obriga ninguém a mentir, que dirá a dar uma gargalhada teatral e a chamar de "militante" o repórter que fez uma pergunta baseada em informação verdadeira.
"Estou falando disso agora porque veio à tona, não tem mais como negar", declarou o senador na TV, admitindo, na prática, seu método de esconder informação, atacar quem a revela e só falar a respeito quando encurralado.
"Se eu falo assim 'eu conheço o Vorcaro’, a pergunta seguinte seria 'qual a sua relação com ele?' Eu ia ter que falar do filme. Foi só por isso que eu me eximi", explicou Flávio, escancarando que mentiu de caso pensado e omitiu dos brasileiros sua relação com o protagonista da maior fraude da história do país.
Vorcaro repassou recursos, por meio da empresa Entre Investimentos e Participações, para o Havengate Development Fund LP, fundo registrado no Texas (EUA) e representado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.
Flávio cobrou do dono do Banco Master o pagamento de parcelas atrasadas, em mensagem de áudio de 16 de novembro de 2025, véspera de sua prisão.
"Não foi para o Eduardo Bolsonaro [o dinheiro]. Todos os recursos que foram aportados nesse fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme", afirmou o senador.
"Para colocar de pé uma estrutura dessa, criar um fundo, cuidar das questões legais, de burocracia, você tem que contratar um advogado, um advogado de confiança do Eduardo Bolsonaro, alguém que cuidou de todo o seu processo de green card. Está dentro do contexto do filme. O advogado é gestor do fundo também", disse Flávio.
E para colocar de pé uma campanha presidencial? O quanto é preciso mentir e dissimular?
Produtor-executivo de "Dark Horse", o deputado federal Mário Frias (PL-SP) havia garantido na quarta-feira que "'não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro" no filme, alegando que a produção "vem sendo alvo reiterado de ataques".
A produtora GOUP Entertainment também garantiu que "não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário".
Comentei, então, no meu programa Análise dos Fatos:
"Pode [o filme] ter recebido, portanto, de uma empresa comandada por um testa-de-ferro, por um laranja do Daniel Vorcaro? Pode. Isso não tá negado na nota."
Logo em seguida, a nova explicação de Mario Frias confirmou minha análise.
"Quando afirmei anteriormente que não há 'um centavo do Master' no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta", disse Frias, em sua pretensa aula de semântica, escancarando que o bolsonarismo também faz jogos de palavras para omitir informações comprometedoras, até não ter mais como negar.
A dissimulação tampouco é de direita, nem de esquerda.
Ela é o ato de ocultar intenções, sentimentos ou verdades, através de uma aparência falsa ou enganosa.
Haja pano para tanto cinismo.
@leonardo1opes Sim. E o mais doido, é que petistas e bolsonaristas defendem com unhas e dentes. Não incomoda eles, os ídolos estarem sempre muito perto das maracutaias, dos caras do rolo. Acham normal.
Flavio lançou a candidatura depois da apreensão dos celulares de Vorcaro pela PF.
Sabia o que tinha lá, sabia que poderia vazar e sabia o efeito na direita.
Mesmo assim saiu candidato, sabotando a chapa Tarcisio-Michelle, mais competitiva para a direita.
Filhinho de papai não liga para ninguém e para nenhuma causa, só para o próprio umbigo.
A direita está aprendendo isso do jeito difícil.