@TumultoBR Triste a época na qual pessoas normais tem que se retratar e são penalizadas por dizer a verdade a pessoas com sérios transtornos mentais e sociais.
@willmourds Crimes graves (latrocínio, tortura, sequestro, estupro, homicídio), sim. E nesse quesito, até 11 anos entra. Quem tem consciência e escolha para cometer o crime deve pagar de maneira completa e rígida. Enquanto se tiver pena do bandido e desdém com as vítimas a violência não para
@Rconstantino Se essa é a índole dele. Com certeza é uma pessoa para se manter distância. E se a distância for curta, segurar a carteira com força e contar os dedos e ver se não falta alguma coisa depois do encontro com pessoa, ao meu ver extremamente desprezível.
@lucianopires Esse é o problema, numa empresa privada, deveria ser prerrogativa que o empresário contratasse aqueles que ele acha melhor para o cargo. E nem precisa de explicação convincente ou não. O dono pode não querer mulher na equipe e foda-se. Se falir ou der lucro é com ele. VSF
@elevamiami O que me deixa frustrado é o preconceito com fanhos e gagos. O ideal seria um/uma (não podemos assumir gênero e pronomes), comentador transgênero, ecovegano, albino, PCD, militante, gago e fanho. Narrando toda a Copa, esse evento patriarcal, opressor e capitalista...hehehe
Os canalhas, ainda mais os hipócritas, sem caráter, sem moral e sem escrúpulos.Os bandidos e vagabundos sempre trocam de lado, ideologia e religião. Não tem valores, somente conveniências. E esse verme é tudo isso e muito mais.
@NewsLiberdade Paises sérios com uma democracia madura e sistemas de controle não vão nunca embarcar nessas urnas eletrônicas. Só por isso Lula foi eleito e todos sabem.
@otimistaoficial Não é a mesma que disse ao vivo que o Rogério Ceni havia falsificado um documento e ao ser questionado no ar pelo Ceni, se enrolou e até mentiu dizendo que não havia falado nada. Tem gravado, olha no youtube. Ou seja, essa não é de confiança e o que fala, não vale nada.
@taoquei1 A realidade é outra. 100% dos brasileiros acreditam que criticar o STF vai ter uma consequência ruim, assim como criticar um traficante na boca de fumo. Esse é o problema com bandidos e ditadores, eles não aceitam críticas. E como não dão bola para as leis e são violentos, dá m.
@Zack_lope E nessa onda de militância escancarada e ativismo judicial, aquela coisa chamada devido processo, Constituição Federal, leis, são irrelevantes ou só usadas quando convém, e ignoradas sempre que atrapalham a causa e o entendimento inclusivo idiotizado e globalista. Que lambança!
A Droga que Veio do Solo Japonês — e o Crime de Ter Proibido a Pergunta
Em algum momento entre o fim dos anos 1960 e o início dos anos 1970, um microbiologista japonês chamado Satoshi Ōmura começou a coletar amostras de solo pelo Japão. Ele sabia que compostos naturais de origem microbiana tinham gerado alguns dos maiores avanços farmacológicos da história — a penicilina era o exemplo mais eloquente — e apostava que o solo japonês ainda guardava segredos. Sua equipe processou milhares de amostras, cultivou bactérias, triou cada cultura em busca de potencial medicinal.
Uma dessas culturas, isolada em 1978, revelou-se extraordinária.
O composto produzido pela bactéria Streptomyces avermitilis foi enviado para William C. Campbell, especialista em parasitologia nos Laboratórios de Pesquisa da Merck, nos Estados Unidos. Campbell purificou o agente ativo — a avermectina — e demonstrou que ele era "notavelmente eficaz" contra parasitas em animais domésticos e de criação.
Modificado quimicamente, tornou-se a ivermectina. Testada em humanos, mostrou eficácia igual contra as larvas parasitárias que causavam duas das doenças mais devastadoras dos países tropicais: a oncocercose — a cegueira dos rios — e a filariose linfática, conhecida popularmente como elefantíase.
Em 2015, o Comitê Nobel de Estocolmo concedeu a Ōmura e Campbell o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina. A ivermectina havia, segundo o próprio comitê, "radicalmente reduzido a incidência da cegueira dos rios e da filariose linfática", afetando centenas de milhões de pessoas nas regiões mais pobres do planeta. Desde que seu uso em larga escala começou, em 1989, mais de 250 milhões de pessoas passaram a recebê-la anualmente. O perfil de segurança acumulado ao longo de décadas era, segundo qualquer métrica farmacológica, excepcional.
Esse é o medicamento que, em 2020 e 2021, foi transformado no Brasil e em boa parte do mundo ocidental em símbolo de ignorância, charlatanismo e "negacionismo científico."
Pense bem nisso.
O Momento em que a Pergunta se Tornou Crime
Em 3 de abril de 2020, pesquisadores da Universidade Monash, na Austrália, publicaram no periódico científico Antiviral Research um estudo com uma descoberta perturbadora: a ivermectina, em condições de laboratório, inibia a replicação do SARS-CoV-2 em células infectadas, produzindo uma redução de aproximadamente 5.000 vezes na carga viral em 48 horas. Os próprios autores foram cuidadosos: o estudo era in vitro, as concentrações utilizadas eram superiores às clinicamente atingidas com doses padrão, e estudos clínicos em humanos seriam necessários antes de qualquer conclusão.
A linguagem era a da ciência honesta: "a ivermectina portanto justifica investigação adicional sobre possíveis benefícios em humanos."
O mundo científico notou. Em poucas semanas, dezenas de grupos de pesquisa em diferentes países iniciaram estudos. A lógica era impecável: um medicamento com décadas de uso seguro, bilhões de doses administradas, perfil toxicológico amplamente conhecido, listado pela OMS como medicamento essencial, que demonstrava atividade antiviral in vitro — contra o HIV, o dengue, o vírus influenza, o vírus Zika e agora o SARS-CoV-2 — merecia ser investigado com urgência em um contexto de pandemia global, sem tratamentos disponíveis e com mortes acelerando.
Isso era, textualmente, o método científico funcionando.
O que veio depois não foi.
Ao invés de financiamento robusto para ensaios clínicos randomizados amplos e metodologicamente rigorosos — o único caminho para uma resposta confiável —, o que se viu foi a criminalização progressiva da hipótese. Médicos que prescreviam ivermectina a pacientes que a solicitavam foram denunciados a conselhos de medicina. Plataformas digitais removeram conteúdos sobre o tema. A narrativa dominante classificou como "desinformação" qualquer discussão favorável à possibilidade — antes mesmo de os estudos decisivos estarem concluídos. No Brasil, o assunto foi capturado pela polarização política, o que tornou qualquer avaliação serena praticamente impossível: ou você era "anticiência" por investigar a hipótese, ou era "bolsonarista" por mencioná-la em uma conversa.
A pergunta científica legítima foi devorada pela guerra cultural. E o prejuízo foi científico, não político.
O Que Sabemos, o Que Não Sabemos e Por Que Isso Importa
O estado atual da evidência científica sobre ivermectina e Covid-19 é genuinamente inconclusivo — e essa inconclusividade é, em si mesma, uma informação importante.
Há meta-análises de ensaios clínicos randomizados que não encontraram benefício estatisticamente significativo sobre hospitalização ou mortalidade em pacientes não hospitalizados. Há estudos observacionais que apontam potencial, especialmente em estágios iniciais da infecção e em populações com alta prevalência de parasitoses — o que pode confundir os dados. Há estudos com problemas metodológicos de ambos os lados. Há a limitação técnica documentada: a concentração de ivermectina necessária para inibição viral in vitro é superior à que se atinge por via oral com doses aprovadas — embora haja pesquisadores que apontam que a distribuição tecidual do medicamento, especialmente pulmonar, pode ser subestimada pelos modelos farmacocinéticos convencionais.
O debate, em linguagem científica honesta, está aberto. Não resolvido. Em processo.
E foi exatamente esse processo que foi interrompido antes do tempo, por motivos que não eram científicos.
Quando a FDA americana emitiu seu aviso de "não use ivermectina para Covid" com a famosa campanha comparando a droga a um "medicamento para cavalos" — ignorando que a mesma droga é usada em humanos há décadas, que ganhou o Nobel de Medicina e que está na lista de medicamentos essenciais da OMS — não estava exercendo vigilância científica. Estava fazendo política comunicacional. E o preço foi pago pelos pacientes que tinham o direito a uma conversa honesta com seus médicos, e pelos médicos que tinham o dever de conduzir essa conversa sem medo de perseguição institucional.
A Farmacologia É uma Longa História de "Off-Label"
O absurdo da perseguição ao uso off-label durante a pandemia só se torna pleno quando colocado no contexto da história da farmacologia moderna — que é, em larguíssima medida, uma história de usos off-label que se tornaram padrão de cuidado.
A aspirina foi aprovada como analgésico e antipirético em 1899. Décadas depois, médicos observaram que pacientes que a tomavam regularmente tinham menor incidência de infartos do miocárdio. O uso cardiovascular preventivo da aspirina — hoje prescrito a centenas de milhões de pessoas no mundo — começou como observação clínica off-label, depois virou hipótese, depois virou ensaio clínico, depois virou protocolo universal.
O sildenafil — o Viagra — foi desenvolvido pela Pfizer como tratamento para angina e hipertensão. Nos ensaios clínicos, os pesquisadores notaram um efeito colateral inesperado nos pacientes do sexo masculino. Em vez de ignorar a observação ou puni-la como desvio do protocolo, foram atrás dela. O medicamento foi reposicionado, depois reposicionado uma segunda vez para hipertensão arterial pulmonar. Hoje trata três indicações que a molécula original nem sabia que tinha.
O propranolol foi aprovado para arritmias cardíacas em 1968. Médicos que o prescreviam observaram que pacientes com histórico de enxaqueca paravam de ter crises. Dez anos depois, foi aprovado para prevenção de migrânea. Hoje é um dos beta-bloqueadores mais versáteis da clínica.
A talidomida é o caso mais dramático da história farmacológica moderna: retirada do mercado nos anos 1960 por causar malformações fetais gravíssimas, foi ressuscitada como tratamento para hanseníase e, mais tarde, para o mieloma múltiplo — um câncer de plasma. O medicamento que causou uma tragédia global salvou, décadas depois, pacientes que não tinham outra opção. Isso só foi possível porque médicos observaram, questionaram, testaram — e não foram impedidos de fazê-lo.
A lista continua: a gabapentina, aprovada para convulsões, usada para neuropatia, fibromialgia, síndrome das pernas inquietas. A metformina, aprovada para diabetes tipo 2, investigada com resultados promissores para longevidade e prevenção de câncer. O metotrexato, desenvolvido como quimioterápico, reposicionado como tratamento de primeira linha para artrite reumatoide. A dexametasona, um corticosteroide de uso amplo, que se tornou — essa sim, para o Covid-19 — um dos tratamentos que comprovadamente reduz mortalidade em pacientes graves intubados. A dexametasona era, tecnicamente, off-label para Covid quando os primeiros médicos a usaram. Ninguém foi preso por isso.
O uso off-label, portanto, não é exceção na medicina. É o motor da inovação clínica. Representa, nos Estados Unidos, entre 10% e 20% de todas as prescrições. Em oncologia pediátrica, chega a 60% — porque os ensaios clínicos raramente incluem crianças, e os médicos precisam agir com o melhor julgamento clínico disponível enquanto a evidência formal não chega.
Proibir o uso off-label como categoria, ou tratar o médico que o pratica como criminoso por padrão, não é proteger os pacientes. É paralisar a medicina.
O Que Ōmura Nunca Imaginou
Satoshi Ōmura não imaginou, quando coletava amostras de solo pelo Japão nos anos 1970, que o composto que encontraria seria um dia Prêmio Nobel. Não imaginou que salvaria centenas de milhões de pessoas da cegueira e da elefantíase. E certamente não imaginou que cinquenta anos depois, em plena pandemia global, o medicamento que ajudou a criar seria proibido de ser pesquisado livremente — e que médicos seriam perseguidos por tentar descobrir se ele poderia salvar mais vidas.
A ciência avança porque há pessoas que fazem perguntas que o consenso atual não consegue responder. Porque há médicos que observam efeitos que os protocolos ainda não preveem. Porque há pesquisadores que coletam solo em lugares inusitados e enviam amostras para laboratórios em outros países sem saber o que vão encontrar.
O que esses médicos e pesquisadores nunca precisaram até 2020 foi de permissão do Estado para formular uma hipótese.
Quando Caiado diz que ninguém deve questionar autoridades sanitárias "por respeito à ciência", ele está dizendo, na prática, que Satoshi Ōmura deveria ter esperado a aprovação do Ministério da Saúde japonês antes de coletar suas amostras de solo. Que William Campbell deveria ter obtido autorização burocrática antes de purificar a avermectina. Que os clínicos que observaram o efeito cardiovascular da aspirina deveriam ter ficado quietos porque a indicação aprovada era outra.
A história da farmacologia é a prova empírica, acumulada ao longo de séculos, de que a liberdade de observar, questionar e testar é a única força que faz a medicina avançar.
Silenciá-la, em nome de qualquer autoridade, não é conservadorismo científico. É regressão.
@MarceloRoMonte E o que vai acontecer numa sociedade, que não acredita no sistema de justiça? A lei segue junto com a ordem, e se não se seguem mais as leis, logo vai haver desordem. Esse pessoal militante está criando uma situação de futura ruptura social.