A Coragem de Escolher
Existe uma cena que se repete no Brasil há décadas. Um homem bem-vestido, de fala elegante e tom sempre moderado, observa o país se desfazer ao redor — a escola que não ensina, o hospital que não atende, o imposto que sufoca, a corrupção que envergonha — e conclui, com ar de profunda sabedoria: "A verdade está no meio."
Há muita coisa que respeito neste país. Mas não consigo respeitar isso.
A verdade não mora no meio. A verdade mora onde ela está. E encontrá-la exige algo que o conforto nunca vai oferecer: coragem.
O aplauso como bússola
Conheço pessoas que discordam de mim em quase tudo. Ainda assim, as respeito — porque defendem o que acreditam com honestidade, arcam com as consequências e não pedem desculpa por ter convicções. Existe dignidade nisso.
O que não consigo admirar é o oposto: a arte de nunca tomar partido, de sempre encontrar uma saída elegante antes que a realidade exija uma resposta clara. Há um tipo de pessoa que aprendeu a navegar pela vida colhendo aplausos de todos os lados — sem precisar prestar contas a ninguém.
No Brasil, essa pessoa tem um nome carinhoso: o isentão.
O isentão é sofisticado. Articulado. Tem sempre a frase certa para o momento certo. Defende a humanidade com eloquência — mas guarda um certo incômodo com as pessoas reais: aquelas que dependem de hospital público, que esperam horas num posto de saúde, que mandam seus filhos para escolas onde pouco se aprende, e que são vítimas da violência de grupos criminosos cada vez mais presentes em suas vidas diárias.
O isentão adora o povo em tese. Na prática, acha que o povo não entende política.
O álibi eleitoral
E então chega a eleição. No primeiro turno, o isentão vota no candidato perfeito — a pessoa acima das paixões, o técnico iluminado, a estadista que promete unir o melhor dos dois mundos sem o custo de nenhum deles. Um candidato ou candidata bonito de se ver. E que quase sempre perde.
Aí começa o segundo ato. Lembra o sujeito que entra no bar e pede leite de cabra. O garçom diz que não tem. Ele levanta os olhos ao céu, suspira fundo e declara solenemente: "Deus é testemunha que eu tentei." Então pede a cachaça.
É exatamente assim que o isentão chega ao segundo turno. Vai às redes sociais e anuncia: "Não sou petista — longe disso. Votei na terceira via. Mas agora, pela democracia... pela soberania... pelas instituições..." Os argumentos mudam conforme a eleição. O destino do voto, não.
A terceira via, percebamos, nunca foi um projeto de país. Foi um projeto de consciência tranquila. Uma forma elegante de sempre chegar ao mesmo lugar sem precisar admitir isso desde o início.
O Brasil que insiste em existir
Mas este texto não é apenas sobre quem evita escolher.
É sobre quem escolhe.
Porque este país tem, espalhados por cada canto, homens e mulheres que trabalham, que constroem, que criam filhos com valores, que abrem empresas contra toda burocracia, que se recusam a aceitar que o fracasso é o destino inevitável do Brasil. Pessoas que não pedem ao Estado permissão para prosperar. Pessoas que acreditam — e com razão — que este país pode ser muito mais do que é hoje.
Ronald Reagan dizia que a América não era grande por ser perfeita, mas por ser sempre capaz de se tornar melhor. O mesmo vale para nós. O Brasil não precisa de um candidato perfeito. Precisa de uma direção honesta. Precisa de pessoas dispostas a dizer a verdade — especialmente quando ela é inconveniente. Precisa de líderes que confiem no povo não apenas nos discursos, mas nas políticas que constroem e nas liberdades que preservam.
A liberdade econômica não é um privilégio de ricos. É o instrumento mais poderoso de ascensão social já inventado pela humanidade. Quando o Estado recua, o cidadão avança. Quando os impostos caem, o emprego cresce. Quando a burocracia diminui, o empreendedor aparece — e com ele, a oportunidade para quem mais precisa. Isso não é ideologia. É história.
A escolha que define uma geração
Reagan nos lembrou que a liberdade nunca está a mais de uma geração de desaparecer. Ela não é herdada automaticamente — precisa ser defendida, escolhida e sustentada por pessoas com convicção suficiente para pagar o preço dessa defesa.
Por isso, não tenha medo de escolher. Não tenha medo de ser rotulado por quem confunde moderação com omissão. Não tenha medo de defender que liberdade é melhor que controle, que família é um alicerce e não um preconceito, que responsabilidade fiscal não é crueldade — é respeito pelo dinheiro de quem acorda cedo para trabalhar.
E não tenha medo de acreditar no Brasil. Este país, com toda a sua história de erros e recomeços, ainda guarda em seu povo uma energia extraordinária. Uma disposição para construir que nenhuma política mal-feita conseguiu extinguir completamente. Uma esperança que resiste.
Essa esperança merece mais do que candidatos incolores e discursos sem escolha. Merece a verdade dita com clareza. Merece a coragem de quem acredita no que diz.
O Brasil que queremos não está no meio do caminho entre o certo e o errado. Está à frente. E o caminho até lá começa com uma escolha honesta.
Saint Michael the Archangel, defend us in battle. Be our defense against the wickedness and snares of the Devil. May God rebuke him, we humbly pray, and do thou, O Prince of the heavenly hosts, by the power of God, cast into hell Satan, and all the evil spirits, who prowl about the world seeking the ruin of souls. Amen.
Tenho engulhos ao ouvir essa turma falar, não raro fazendo ameaças a quem ousa contrariá-los. Se acham acima do bem e do mal. A arrogância é indisfarçável. Têm certeza da própria impunidade. Já não são mais juízes, mas verdugos da lei e da constituição. Não é possível que a sociedade tupiniquim continue a olhar para tudo isso com naturalidade. 🤮
Com base no gráfico, assinale a alternativa correta: o que foi pior para a economia?
a) A maior pandemia em 100 anos + a pior crise hídrica em um século + a maior guerra europeia em 75 anos
b) A volta do PT ao governo
RICHARD RASMUSSEN foi cirúrgico!
Amazônia riquíssima, povo abandonado. Décadas de governo de esquerda usando o discurso “verde” pra enriquecer ONG estrangeira enquanto o amazonense segue isolado, sem estrada, sem futuro.
Lula e sua turma nunca protegeram a floresta, protegeram os INTERESSES DE FORA.
Um país submetido a uma tirania não é soberano. Um país governado por bandidos não segue o princípio da "autodeterminação dos povos". Esses são apenas os escudos retóricos dos ditadores e daqueles pagos para defendê-los. E como existe gente disposta a isso.
Salí de Venezuela hace 7 años ya, porque me pusieron una pistola en la cabeza a plena luz del día. 19 años tenía. Iba caminando a la universidad.
Me costó entender que eso pasó básicamente porque no había consecuencias para los criminales reales, como suele ser en las dictaduras.
Me fui aterrada y sin ganas de volver. Estaba chica y me costaba separar lo que es el gobierno vs. lo que es la patria.
Afuera lo entendí. Y me dolió muchísimo darme cuenta que amaba mi país más que a nada y que el recelo venía de que nunca quise ser una exiliada. Qué sensación tan fea lo que es el despojo y más cuando ni siquiera has terminado de formar tu identidad.
Por fortuna y bendición, migré a un país que amé profundamente desde el momento en que llegué. Me acogió, me permitió crecer, lo hice mi casa y lo sigo amando. Amo su cultura, sus costumbres y sobre todo a su gente.
Pude crecer, recorrer distintas tierras, sanar y ser feliz en ese proceso. País que visito, país del que me recorro al menos tres ciudades como queriendo entender cómo funciona desde adentro. Me voló la cabeza conocer formas de pensar tan diferentes e interesantes. Ese intercambio constante me recordaba lo que somos en Venezuela y lo que no. Nos empecé a recordar con cariño y con nostalgia.
Ya cuando sané y quise volver de visita, era demasiado tarde.
Para bien o para mal, tengo nacionalidad española y venezolana. La española me permitió moverme libremente por el globo, con la excepción de que si llegaba a pisar venezuela no podía salir.
Podía visitar cualquier país, excepto el mío. Y si lo visitaba, no podía salir, a no ser que tuviera ese pasaporte venezolano que me era imposible de conseguir por distintos motivos claramente relacionados a la dictadura.
Cuento esto como un marco para decir que la intervención de hoy, de este 3 de Enero de 2026, no la celebro a la ligera. Cuando crecí no soñaba con que USA bombardeara a mi país, te lo juro.
Pero tampoco nadie te prepara para lo que es ver a una tanqueta militar aplastando los huesos de estudiantes que solo exigían derechos humanos, poder comprar comida o tener libertad.
Nadie te prepara para estar semanas sin electricidad en un país que es ridículamente rico. Nadie te prepara para lo que es llegar con una emergencia a un hospital y ver cómo se te muere un familiar en los brazos porque no hay insumos. Nadie te prepara para lo que es tener amigos presos en el centro de tortura más grande del continente, y que ese centro de tortura casualmente esté en tu país.
Una dictadura es una dictadura. Y las salidas pacificas son una utopía.
Lo intentamos todo: votar, alzar la voz, pedir ayuda, protestar, irnos, quedarnos y hasta morir por nuestra tierra.
Nada funcionó. Y la represión no solo siguió sino que tomó fuerzas. En algún punto se sintió invencible (en psicología le decimos “Indefensión aprendida”). Por eso estamos tan contentos hoy. No creemos que lo que vengan sean rosas, pero sí nos devuelve algo de esperanzas.
No tienen que venir a preocuparse por nuestro petróleo, sabemos que tenemos las reservas más grandes del planeta. Rusa y China también lo saben bien, porque nos lo han robado en las últimas dos décadas y ahí si no hemos visto a nadie diciendo nada.
Todavía nos queda mucho. Y seré cruda con esto: tampoco somos libres (aún). Pero por primera vez en 26 años está ocurriendo algo histórico en nuestro país.
Si no eres venezolano, déjanos celebrar un poquito esta sensación de alivio y de esperanza que habíamos perdido.
Si eres venezolano y estás en Venezuela, por favor cuídate mucho. Nos necesitamos a todos a salvo.
Si eres venezolano y estás fuera, te entiendo. Te abrazo fuerte y te pido nos eduquemos sobre lo que pasa para explicarlo bien. Hará falta darle visibilidad a esto para que no se tergiverse nuestra historia.
Ya la historia no es solo el pasado, sino lo que está ocurriendo hoy. Y por eso cuento la mía.
Registro para a posteridade
O ano de 2025 tende a ser lembrado como um marco singular. Em editoriais recentes, Estadão, Folha e O Globo reconheceram que os julgamentos envolvendo Jair Bolsonaro e os réus do 8 de janeiro ultrapassaram limites constitucionais essenciais. Apesar disso, parte do debate público tratou tais violações como toleráveis — porque atingiam adversários políticos. Ao mesmo tempo, os próprios editoriais advertiram que, uma vez finalizados tais processos, os poderes deveriam retornar a normalidade.
A experiência histórica é clara: poderes que se acostumam a ignorar a lei raramente retornam espontaneamente aos seus limites. A tentação do “caso especial” abre a porta para um padrão. A inquietação de hoje nasce exatamente da percepção de que esse padrão ganhou vida própria.
Democracias maduras não se constroem sobre exceções reiteradas, mas sobre previsibilidade jurídica, freios institucionais e respeito a garantias que protegem todos — aliados e opositores. A Constituição não é uma ferramenta tática; é um pacto civilizatório. Sempre que a tratamos como instrumento circunstancial, minamos a confiança social e enfraquecemos o próprio Estado de Direito.
Há, também, um compromisso silencioso que cada geração assume com a seguinte: entregar um país mais livre, mais justo e mais fiel às suas regras do que aquele que recebeu. Quando abrimos brechas por conveniência política, quebramos esse pacto e empurramos para o futuro os custos de um presente impaciente. Lideranças responsáveis — como tantas vezes lembrou Ronald Reagan — compreendem que a liberdade não é herdada automaticamente: precisa ser defendida, protegida e transmitida.
É nesse contexto que a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro deve ser debatida com serenidade. A anistia não é esquecimento, tampouco indulgência automática. Trata-se de um instrumento constitucional de reconciliação e pacificação nacional, utilizado em diversos momentos da história — no Brasil e no mundo — para impedir que crises políticas se cristalizem em feridas permanentes.
Quando bem concebida, a anistia cumpre três funções essenciais:
1.restabelece a normalidade institucional, encerrando ciclos de excepcionalidade;
2.reduz a litigiosidade e a polarização, devolvendo previsibilidade às relações entre Estado e sociedade;
3.reafirma a centralidade das regras, sinalizando que a Constituição volta a ocupar o lugar que lhe pertence.
Nada disso dispensa a lei. Ao contrário: exige que a lei seja aplicada com proporcionalidade, que eventuais abusos institucionais sejam reconhecidos e que se rejeite a ideia de punição como instrumento político. A reconciliação e pacificação verdadeiras nasce quando a Justiça se mostra firme — mas também imparcial e limitada por regras conhecidas.
Defender o Estado de Direito não significa proteger pessoas; significa proteger princípios. E quando os princípios prevalecem, as instituições se fortalecem, a economia ganha confiança, e o país honra sua responsabilidade com as próximas gerações. Esse é o legado que devemos registrar — e preservar.
Espero que em 2026 o @Estadao a @folha e @OGlobo_Rio compreendam que não podem apontar que um processo é inconstitucional e ao mesmo tempo defender sua legalidade.
A esquerda convocou protesto.
Eu achei que fosse contra o roubo dos aposentados, contra a mesada do Lulinha, contra o golpe bilionário do caso Master, contra o rombo de R$ 20 bilhões dos Correios ou contra a dívida pública que já passou dos R$ 10 trilhões.
Mas não. Nada disso.
Foram às ruas contra a dosimetria.
Contra a possibilidade de mães, pais e avós inocentes voltarem para casa, cuidarem da família, tratarem da saúde, retomarem a vida.
A esquerda não protesta quando o Estado rouba. Ela protesta quando o Estado perde o poder de punir seletivamente.
E isso não é incoerência. É método.
A esquerda nunca protesta contra a corrupção porque ela precisa da corrupção para governar.
Estado grande, impunidade para os “companheiros” e repressão para quem discorda. Simples assim.
Chegou o fim de um ciclo que nunca deveria ter existido.
Uma condenação absurda, ilógica, ilegal e desumana contra alguém que fez exatamente o que a lei manda: evitar mortes e restabelecer a ordem.
Condenaram quem FEZ O CERTO.
E pouparam quem criou o caos.
Os verdadeiros responsáveis continuam livres, rindo da cara dos injustiçados.
É essa a “justiça” que o Brasil está vendo.
Vocês têm noção do que é trabalhar 32 anos com conduta impecável, honra e serviço à pátria… para ter tudo destruído por uma decisão política e parcial?
Tudo: posto, salário, estabilidade, sonhos, futuro.
É isso. Perder TUDO.
Vocês conseguem medir a dor que estamos sentindo?
Conseguem imaginar o tamanho da ferida aberta na nossa família?
O que fizeram com a nossa vida?
E mesmo assim insistem em ignorar o óbvio:
Naime estava de FÉRIAS.
Não planejou nada.
Não decidiu nada.
Não participou de nada.
Nunca recebeu qualquer aviso sobre manifestação.
A MESMA justificativa que serviu para absolver outros réus… foi negada a ele.
Mesmo com vídeos, fotos, matérias e laudos mostrando Naime prendendo vândalos, agindo com técnica, coragem e responsabilidade no dia 08/01.
Mas eu já entendi.
O “crime” do Naime é simples:
Ele não encaixa na narrativa.
Ele desmonta a farsa.
Ele expõe o que ninguém quer admitir.
E por isso escolheram destruí-lo.
A verdade ainda incomoda muita gente.
E o preço está sendo pago por um inocente.
Mas eu digo em alto e bom som:
NÃO É O FIM.
É O COMEÇO.
O fim do silêncio.
O fim da omissão.
O fim da mentira.
Se querem que eu me cale, perderam a chance.
A dor só despertou a força.
E eu vou continuar gritando —
mesmo que finjam não ouvir.
Mariana Naime
Esposa de um policial militar que virou alvo não por errar, mas por impedir o roteiro que o sistema queria escrever. .
NOTA OFICIAL
O impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal é, por disposição constitucional, um mecanismo de freios e contrapesos de nossa democracia, uma vez que estabelece ao Senado Federal a competência para instaurar processo e julgar membros do STF por crimes de responsabilidade.
Por essa razão, a liminar monocrática proferida hoje pelo ministro Gilmar Mendes, que suspendeu dispositivos legais vigentes há décadas, configura um fato institucional de elevada gravidade. Ao retirar, sem o necessário debate republicano, a legitimidade de cidadãos para provocar e iniciar o procedimento de impeachment, cria-se um precedente que fragiliza o sistema de controle mútuo instituído pela Constituição.
Longe de fortalecer a independência do Poder Judiciário, a decisão tende a reduzir a sujeição da Corte a mecanismos de responsabilização, abrindo espaço para uma blindagem incompatível com o Estado de Direito e com a Constituição. Em consequência, diminui-se a transparência e o escrutínio democrático sobre atos de alta relevância pública.
Há uma diferença elementar que não pode ser ignorada: o Presidente da República só assume o cargo após conquistar a maioria absoluta dos votos válidos de mais de 155 milhões de brasileiros. Já um ministro do STF, que decide diariamente sobre a vida política, econômica e social do país, não recebeu um único voto popular. A liminar de hoje, ao pretender conferir a ministro do STF uma tutela imune a qualquer controle, altera profundamente o equilíbrio constitucional entre os Poderes.
O que assistimos há anos é um processo contínuo e preocupante de hipertrofia do Poder Judiciário, que, sob o pretexto de “defesa da democracia”, avança sem limites sobre competências dos demais Poderes. Ministros do STF decidem monocraticamente sobre políticas públicas que são prerrogativas exclusivas do Executivo, como se viu em diversas ADPFs, além de reescrever leis aprovadas pelo Legislativo, chegando ao ponto de definir, de forma completamente arbitrária, qual quantidade de maconha diferencia usuário de traficante.
A postura adotada pelo ministro Gilmar Mendes ecoa o absolutismo atribuído ao Rei Luís XIV, imortalizado pela frase: "O Estado sou eu". Não é admissível que um ministro da Suprema Corte se coloque acima da Constituição, do Parlamento e do povo brasileiro. Esse quadro reforça a necessidade de reafirmarmos o princípio da separação dos poderes e de restaurarmos os mecanismos institucionais de contenção e responsabilização.
Diante disso, o Poder Legislativo não pode se calar diante de mais este abuso. É nosso dever constitucional restabelecer o equilíbrio entre as instituições, reafirmando o sistema de freios e contrapesos que sustenta a República.
Projetos fundamentais, como o fim das decisões monocráticas e a instituição de mandato para os ministros do STF, não podem mais permanecer engavetados na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. O povo exige ação imediata.
Conclamo meus colegas parlamentares a aprovarmos, ainda nesta sessão legislativa, medidas que restaurem a harmonia entre os Poderes e impeçam que decisões como esta, destinadas a blindar ministros que há anos desrespeitam a Constituição e se comportam como verdadeiros Xerifes do Brasil, continuem subvertendo a democracia.
O Brasil não é uma monarquia. O Brasil é uma República regida por leis. Seguiremos lutando para fazer valer cada palavra da Constituição Federal.
ROGÉRIO MARINHO
Senador da República (PL-RN)
Líder da Oposição no Senado
Não existe ditadura sem o controle das Forças Armadas. Se hoje estamos sob ditadura, na qual generais veteranos respeitados são tratados como bandidos, é porque o Comando das FAs foi tomado pelos (ou entregue aos) ditadores. As FAs brasileiras encontram-se hoje inteiramente aparelhadas pelo regime.