vocês não querem justiça, querem alvo.
a luísa sonza erra, pede desculpa e ainda pede pra não espalharem hate, coisa que muita gente que vocês defendem nunca fez. com outros é evolução, com ela é condenação. não é cr��tica, é prazer em destruir.
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O mundo é cheio de contradições? Olha só:
A gente vive vendo o povo japonês lembrando das bombas atômicas. Os judeus nunca esquecem o Holocausto. Os europeus têm seus memoriais de guerra. E estão mais do que certo! São histórias que precisam ser contadas, para que nunca se repitam.
Mas quando a gente é preto, a história é outra. Nosso passado vem com um manual de instruções diferente: "Esquece isso aí", "Isso já foi", "Supera". Como se a escravidão fosse só um capítulo fechado nos livros de história, e não uma ferida que ainda sangra hoje.
Nossos ancestrais foram arrancados da África, acorrentados, estuprados, mortos, torturados. Foram tratados como mercadoria por séculos. E aí a gente ouve que tem que virar a página? Como?
A verdade é que o racismo não é coisa do passado. Ele tá no presente, vivo e cruel. Tá no jovem preto sendo abordado de forma violenta pela polícia. Tá na mulher preta humilhada no trabalho. Tá na violência que mata um de nós a cada 23 minutos. Tá no olhar de desconfiança quando entramos num elevador.
Não dá pra simplesmente "esquecer" quando a cada dia o presente nos lembra que nosso sangue ainda vale menos. O racismo é estrutural, tá nas fundações dessa sociedade. E a gente precisa falar sobre isso sem papas na língua, sem medo de ser chamado de "vitimista".
Enquanto a dor dos outros é tratada como história, a nossa dor é tratada como mimimi, frescura. Essa é a real. E enquanto isso não mudar, a gente vai continuar sim com a memória viva, porque o nosso passado ainda é o nosso presente.
A gente não quer pena. Quer respeito. Quer justiça. E pra isso, primeiro precisam parar de nos pedir para esquecer quem somos e de onde viemos.
VIVA A CONSCIÊNCIA NEGRA ✊🏿