Oyarzabal estava escalado pelo treinador para bater o pênalti.
Bruno Guimarães estava escalado pelo treinador para bater o pênalti.
Como deve ser em qualquer equipe séria.
O que vem depois disso, para o bem ou para o mal, deve ser cobrado de quem bateu e de quem decidiu quem bateria.
Cobrar um jogador que não estava nem na lista feita pelo treinador dos CINCO BATEDORES para o jogo não faz nenhum sentido.
Exigir que ele se rebelasse e cobrasse mesmo assim já é do campo da maluquice.
Não dá pra colocar 100% da derrota na conta do Ancelotti, mas quando eu lembro que a CBF escolheu o italiano ao invés do JJ fica uma sensação muito ruim…
Aos poucos vamos digerindo o que significa essa contratação de Lucas Paquetá. Sim, o valor é alto, o maior da história do Brasil. Mas é um movimento que transcende números. É um reforço dentro de campo e, sobretudo, um reencontro que a alma pedia.
O meia precisava voltar. Precisava do Brasil, do Rio, do Flamengo. Psicologicamente, emocionalmente, profissionalmente. Porque futebol sem brilho, sem alegria, sem aquela felicidade que transborda, perde toda a graça. E ninguém joga como Paquetá quando joga feliz: com firula, com lampejos, dribles, passes geniais, com magia no pé.
Nem milhões de Euros, nem Chelsea, nem dono de SAF conseguem devolver o que só o amor da torcida devolve. Dinheiro não realiza sonho. Dinheiro não traz de volta o sorriso, o gingado, a vontade de encantar. Paquetá precisava disso. Precisava de nós.
Precisava pisar no Maracanã lotado e sentir o estádio tremer. Precisava ver suas camisas na arquibancada, bandeiras com o seu rosto tremulando, milhares de vozes gritando seu nome como se fosse um hino. Ele precisava voltar pra casa.
A mídia vai diminuir, vai falar que foi caro, vai tentar criar polêmica, vai derrota-lo em todos os ‘cara-caras’, vai querer tirá-lo até da Copa do Mundo. Que falem. Nada disso importa quando um Rubro-Negro abraça o outro.
Paquetá antecipou seu sonho, e o nosso também. Pagou voo fretado, tirou dez milhões do próprio bolso, abriu mão de salário, fez força, quis de verdade. Foi recíproco. Foi bonito. Foi Flamengo.
Agora é só desfrutar, garoto. Seja feliz! Jogue solto, jogue leve, jogue com o coração, jogue como ontem. Porque você feliz, sorrindo e brilhando, é sinônimo de um Flamengo inteiro sorrindo junto.
Bem-vindo de volta, Lucas! O Mengão te esperava. O Maracanã nunca deixou de te chamar.