🇨🇮✍🏾 Carta aberta de Yan Diomandé para a irmã que faleceu em 2025.
Querida Roxane,
Lembra quando alguém comprou uma camisa falsa do United para mim, e eu escrevi “Ronaldo 7” nas costas com um canetão preto? A gente não sabia o que era rico ou pobre. A gente só conhecia a felicidade.
Lembra das 25 pessoas dormindo em uma casa só lá em Abidjan? A mãe queria assistir às novelas dela. Todo mundo queria assistir filmes. Lembra como eu sempre fingia que estava dormindo e depois ia para a sala da TV depois da meia-noite? Eu colocava a TV bem baixinha. Tipo, só duas barrinhas de volume. Eu assistia futebol no escuro e sonhava.
Lembra quando os adultos me viram jogando futebol na terra e me deram o apelido de “Roberto Carlos” por causa da força com que eu chutava? E lembra como eu ficava secretamente com tanta raiva disso, porque o CR7 era o meu ídolo?
Lembra quando eu fui jogar tão longe de casa? Eu tinha 9 anos. Inter Foot Sud Comoé, lá perto da fronteira com Gana. Só um garotinho sozinho. Não sei se algum dia te contei essa história, mas eu e as outras crianças costumávamos ir até a vila e roubar batatas porque estávamos com muita fome. A gente fazia um “assalto a banco”. Duas crianças distraíam o dono da loja, e outras 18 saíam correndo com duas batatas. Elas nem eram boas. Mas tinham um gosto incrível. Hahahah. Até hoje é minha coisa favorita para comer. Batatas cozidas com um pouco de óleo. Isso me lembra daqueles tempos.
Lembra quando ganhei minhas primeiras chuteiras de verdade, e eu dormia com elas? Crescendo, eu sempre jogava com aquelas sandálias brancas de plástico. Mesmo quando volto para casa agora, ainda jogo com elas. É a nossa tradição.
Lembra quando eu voltava para casa, e você dizia aos meus amigos do bairro: “Por que vocês pararam de treinar? Yan não vai comprar carros para vocês. Vocês precisam continuar trabalhando.” Você tinha 10 anos, e já era minha agente.
Lembra como a gente sentava e sonhava em se mudar para a França? Como a gente iria fazer compras, ter nosso próprio apartamento, e eu seria um jogador rico, com carros e uma casa grande, e você não precisaria se preocupar com nada. Você era a pessoa que sempre acreditou que eu poderia ser o próximo Cristiano, quando todos os outros riam.
Lembra quando eu me mudei para os Estados Unidos para fazer o ensino médio, aos 15 anos, e senti tanta saudade de casa? Durante meses eu não entendia o que ninguém dizia. Me colocaram sentado ao lado de um garoto francês, e ele tentava traduzir tudo o que a professora falava. Lembra quando eu te liguei dizendo: “Você não vai acreditar, as crianças aqui discutem com os professores.” Lá em casa, você sabe, a gente nem ousaria piscar para os mais velhos.
Lembra quando eu não conseguia acreditar que os meninos fumavam depois da escola? Você costumava dizer que parecia que eu estava em uma série de TV americana.
Lembra quando me levaram para fazer testes no Bournemouth? No Chelsea, Rangers, Olympiacos, Crystal Palace? Eze e Olise chegaram até mim depois de um treino e disseram: “Ei, garoto, você é muito bom.”… mas, mesmo assim, não me contrataram.
Até os times B da MLS não me quiseram. Eu nem sabia o motivo. Eles nunca me deram uma razão. Os adultos cuidavam de tudo. Eles só continuavam me levando pela Europa inteira, e todo mundo continuava dizendo não.
Meu visto acabou. Meu sonho acabou. Eles me mandaram de volta para a África, e nós choramos juntos. Você foi a única que nunca deixou de acreditar. Algumas semanas depois, assinei com o Leganés, e choramos lágrimas diferentes.
Isso foi na época em que eu ainda tinha emoções. Agora, eu não sinto nada. É como se eu nem fosse humano. Desde que você morreu, eu sou só um vazio.
Via: @PlayersTribune
📸 Getty Images
@imJustRed Neymaru fica sem opções depois do Uzumaki Endrick não conseguir controlar a Jinchuuriki e resolve realizar escondido o Edo Tensei, ressuscitando o primeiro e segundo Hokage da vila do Brasil.
Peléhama Senju e Tobirrincha Senju.
🚨 NEYMAR SE MOVIMENTA
descobriu que Endrick é o portador do Jinchūriki do Pelé, Neymar iniciou o Projeto Neymaru Júnior.
O objetivo seria transferir a Besta de 3 Copas para seu herdeiro e aplicar um golpe no Menino da Profecia.
Pra manter a linhagem dos meninos da vila
Porém, relatórios indicam a chegada de mais uma kunoichi
Quiñones, autor do primeiro gol da Copa do Mundo de 2026, recriou a comemoração de Tshabalala, autor do primeiro gol da Copa de 2010.
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Murasakibara, em Kuroko no Basket, uma vez disse uma frase icônica:
“A cesta está a 3 metros do chão. Não existe nenhuma justiça nisso.”
Victor Wembanyama tem 2,24m de altura e 2,43m de envergadura. E não, realmente não existe nenhuma justiça nisso.
A comparação inicial com Murasakibara é quase inevitável. Um gigante, dono do garrafão, dominante no ataque, aterrorizante na defesa, capaz de mudar completamente a forma como o adversário enxerga a cesta.
Murasakibara era um lembrete cruel de que o basquete não é exatamente um esporte justo. Afinal, a cesta está no alto. O aro está acima de todos. “É um esporte que beneficia pessoas grandes”, completa ele.
O problema nasce quando, a 20 segundos do fim da prorrogação, em plena Oklahoma, contra o OKC, Wembanyama recebe um passe e, sem hesitação alguma, arremessa para 3 pontos próximo da logo e converte.
108 a 108.
O ginásio silencia.
E então eu faço um questionamento:
“Murasakibara, que descrevia a si mesmo como um jogador injusto, faria isso?”
Ele não faria. Mas Midorima sim.
“Mas já não era injusto o suficiente?”
Então, deveria ser. Só que a injustiça aqui só piora. Se torna cada vez mais assombrosa e incompreensível.
Quando falamos sobre Midorima, vale lembrar que ele não era apenas um arremessador de 3 pontos. Ele era um sujeito metódico, supersticioso, obcecado por preparação, horóscopo, item da sorte, rotina, mecânica e tinha uma confiança inabalável no próprio arremesso.
Podemos dizer que Midorima não arremessava tentando acertar. Ele arremessava sabendo que acertaria.
E, de forma alguma, Victor Wembanyama teria feito aquele arremesso, com 19 segundos de posse restante e perdendo o jogo, sem ter certeza de que acertaria.
A esse ponto, você já entendeu que ele assustadoramente carrega ambas as características no mesmo corpo.
Ele tem a altura, a envergadura e a dominância de Murasakibara, mas também tem a ousadia de quem pode decidir um jogo de playoffs arremessando de uma distância que, para a maioria dos pivôs da história, seria simplesmente um equívoco conceitual.
Murasakibara não deveria ter o arremesso do Midorima.
Pois é...
Mas talvez o problema seja ainda maior.
Porque, quanto mais você olha para Wembanyama, mais percebe que ele parece a junção da Geração dos Milagres em um só jogador.
Tem algo do Murasakibara na forma como protege o aro, domina o garrafão no ataque, pega rebotes e bloqueia arremessos.
Tem algo do Midorima na naturalidade com que arremessa de longa distância, como se não houvesse limites.
Tem algo do Aomine na sensação de improviso, no corpo grande demais fazendo movimentos que não deveriam ser possíveis, como se a técnica dele não obedecesse completamente às leis normais do basquete.
Tem algo do Akashi na frieza, na leitura de jogadas e na impressão de que ele começa a controlar emocionalmente o ambiente quando o jogo fica grande demais para os outros.
Tem algo do Kise nessa ideia de um jogador capaz de absorver e reunir características de vários jogadores em si próprio. Wembanyama defende como pivô, sabe atacar como ala, jogar de frente pra cesta como um guard e parece juntar, em um só corpo, coisas que normalmente estariam divididas em jogadores diferentes.
Esse é o ponto mais assustador.
Em Kuroko no Basket, a Geração dos Milagres precisou ser dividida em vários personagens porque cada um carregava uma habilidade absurda demais para existir sozinha em um só jogador.
Wembanyama é como se fosse a pergunta impossível:
“E se o milagre não precisasse ser dividido?”
“E se todas essas aberrações fossem concentradas em um só corpo?”
A NBA já teve monstros físicos, gênios técnicos, arremessadores extraordinários, defensores lendários e jogadores que pareciam um conto mitológico, como Michael Jordan, descrito por Larry Bird como “Deus disfarçado de jogador de basquete”.
Mas Wembanyama começa a confirmar a projeção de que ele é uma coisa diferente, disruptiva, esotérica.
Não um membro da Geração dos Milagres.
O próprio milagre em si.
é, então, realmente machucar a si mesmo também é uma forma de, mesmo inconscientemente, machucar quem tá contigo
aprender antes tarde do que nunca, porém é uma merda ter demorado tanto pra aprender algo que realmente tava na minha cara
diabo veste Prada 2 é muito bom, muita referência do primeiro filme, toda história foi atualizada de maneira boa pros dias de hoje, elenco todo foi excelente, e de novo um filme que aborda a paixão pelo trabalho como algo muito difícil, filmaço
@QGdoInter@ChavoXavier tiveram jogadores em piores fases, que geraram mais gastos pro clube, que falaram coisas piores, que não foram crucificados assim, se não fosse por ele o Inter estaria muito, mas muito pior
mas é desse momento também, hoje em dia tudo é crucificado, imagina o pular da barca hoje