Existe uma pergunta que toda sociedade deveria ter coragem de responder:
Quem decidiu que algumas pessoas precisam lutar apenas para existir?
Nenhum direito deveria depender de quem você ama, de como você se identifica ou de quem você é.
Toda vez que alguém sente medo de existir com liberdade, todos nós perdemos um pouco da nossa humanidade.
Porque uma sociedade verdadeiramente democrática não escolhe quem merece respeito. Ela entende que dignidade não se concede. Dignidade se reconhece.
Hoje, no Dia do Orgulho LGBTQIAPN+, vale lembrar que visibilidade não é um privilégio. É a possibilidade de viver sem medo, sem vergonha e sem precisar pedir desculpas por existir.
Que chegue o dia em que ninguém precise esconder a própria verdade para viver em paz.
Porque quando uma pessoa conquista o direito de ser quem ela é, a liberdade cresce para todos.
E a democracia só está completa quando ninguém precisa pedir licença para existir.
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Pelo jeito ninguém quer se comprometer meses antes das eleições... A Parada LGBTQIAPN+ é sem dúvidas, um dos eventos mais importantes do país para dar visibilidade à comunidade, defender direitos e etc. E isso, se vê completamente esvaziado pelas próprias marcas q um dia estiveram ali. Algo que um dia, estava em "alta" onde todas as marcas queriam estar, hoje se vê um silêncio ensurdecedor da grande maioria. É revoltante ver que muita gente, e também muitas marcas, só entram nessas pautas quando é conveniente. Nos últimos anos, vimos uma queda significativa nos investimentos em ações voltadas para a população LGBTQIAPN+, para pautas raciais e para outras causas sociais. Isso não acontece por acaso. Estamos em um momento em que apoiar determinadas causas passou a ser tratado como um "risco" ou uma "queimação" para as empresas, grandes veículos e pessoas. Para muitos, especialmente marcas, defender diversidade, inclusão etc, deixou de ser visto como necessidade e passou a ser visto apenas como uma questão econômica - ou talvez sempre foi vista como econômica. “Agrada" um lado e "desagrada" o outro... Ou "queremos fechar publicidade com gente que é neutra, que não se posiciona," é isso que se tem ouvido nos bastidores. E óbvio, que muitos se mantém neutro, sem querer se comprometer e ajudar a vida das pessoas. A Parada aconteceu hoje, mas com muito esforço para garantir uma estrutura mínima. A redução de patrocínios também é um reflexo dos discursos conservadores da extrema direita, discursos criminosos sendo naturalizados e como consequência, as empresas não querem se comprometer. Algumas agem minimamente com pautas de diversidade, mas nada muito evidente. E indo ainda mais além, também é um clássico ver marcas, empresas, personalidades que pagam de "diversos" ou “militantes" nas propagandas, discursos etc. Mas por trás da câmera o mesmo de sempre: um monte de gente hipócrita, branca (especialmente homem comandando do mesmo jeito que um dia foi, sem incluir diversidade e mudar, de fato, o que precisa ser mudado. E é justamente por isso que eventos como esse seguem sendo necessários e ainda mais importantes. Direitos não avançam sozinhos. Quando parte da população não se posiciona, não briga, não levanta a voz em relação aos direitos de todos, direitos básicos, é aí que a gente começa a retroceder. A vitória do fim da escala 6x1 por exemplo só aconteceu porque houve pressão, houve exposição, e ninguém deixou que o contrário fosse feito sem retaliação.
Que a gente aprenda a não brigar entre si, e sim contra quem é contra a gente. A causa LGBTQIAPN+, precisa de atenção o ano inteiro, não só em junho, assim como outras pautas sociais. Acredito que agora nosso dever é pressionar AINDA MAIS todos aqueles que se dizerem neutros ou se absterem de querer dignidade humana pra TODA população. Encerro dizendo que amo e apoio cada um vocês e iremos vencer, mais uma vez.
Érika Hilton: "Se hoje não estamos votando a escala 4x3 é porque eles (o PL) ocuparam os plenários para dizer que o fim da escala 6x1 era um absurdo e para mentir para os trabalhadores que haveria diminuição dos postos de trabalho e queda no PIB"
TRABALHADOR QUER VIVER
FIM DA ESCALA 6X1 JÁ
Os filhos do Bolsa Família, em grande parte, não dependem do Bolsa Família.
Isso não é opinião.
É dado. Pesquise!!!
Porque combater a fome não produz preguiça.
Produz oportunidade, dignidade e futuro.
TRANSFOBIA NA CÂMARA DE SP!
O vereador Adrilles Jorge, em mais um episódio de desrespeito, reproduz o mesmo comportamento de Nikolas Ferreira ao usar uma peruca no plenário para ridicularizar pessoas trans.
Poucos dias antes, Fabiana Bolsonaro também protagonizou uma cena absurda na Alesp, pintando o próprio rosto.
Isso não é opinião, não é debate político.
É transfobia. É rebaixar o debate político
Nikolas Ferreira mentiu pra você. De novo.
O projeto aprovado pelo Senado que criminaliza a misoginia não tem uma vírgula do que ele publicou nas redes sociais. 👇🏻
GENTE? A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) fez black face em protesto contra Érika Hilton:
"Agora aos 32 anos decido me travestir como uma pessoa negra [...] Eu virei negra? Eu senti o desprezo da sociedade por uma pessoa negra que jamais deveria existir?"
Acho que as pessoas, principalmente as com mandato parlamentar, deviam voltar a ter vergonha de ser burras. De cometer crimes televisionados como esse. Racismo, transfobia e mal gosto.
O dia de hoje entra pra história da ALESP como um dia vergonhoso e profundamente triste.
O plenário da ALESP foi palco de atos criminosos. Por isso, estou denunciando Fabiana Bolsonaro ao MP por racismo, depois de fazer um blackface pra atacar Erika Hilton.
JAMAIS TOLERAREMOS RACISMO NESSE PAÍS!
#ErikaMeRepresenta