Ele tinha 16 anos. Estava chegando para trabalhar.
Em Catalão, um jovem aprendiz foi agredido dentro do próprio trabalho por um policial militar porque, segundo o agente, teria “encarado a polícia”.
As imagens mostram tapas no rosto, o adolescente jogado ao chão, uma arma apontada para ele e ameaças de morte: “Você tem que morrer.”
Enquanto apanhava, o garoto repetia: “Eu só vim trabalhar, senhor.”
Isso não é abordagem. Não é segurança pública. É um adolescente sendo aterrorizado por quem deveria protegê-lo.
O policial foi detido. Agora, é preciso investigação rigorosa, proteção à vítima e responsabilização. Não basta divulgar uma nota e reduzir tamanha violência a um simples “desvio de conduta”.
A Polícia Militar é subordinada ao governador. Caiado usa a segurança pública como vitrine política; portanto, precisa responder também quando a farda é usada para agredir e ameaçar de morte.
Não existe segurança quando quem deveria proteger se torna a ameaça.
A fala preconceituosa da Celina Leão não é uma análise eleitoral, mas uma confissão. Ao dizer que o PT só ganha onde falta escolaridade, ela não está descrevendo o eleitorado, mas desqualificando-o.
A história desmente o argumento logo de cara. O PT nasceu no ABC paulista, o cinturão mais industrializado do país, e em 1989 Lula perdeu justamente no Nordeste, onde Collor venceu com folga. Boa parte dos votos petistas vinha do Sul e do Sudeste, das capitais, dos eleitores mais escolarizados. Naquele tempo, ninguém falava em falta de discernimento.
O mapa virou não porque o brasileiro ficou mais burro, mas porque políticas públicas mudaram a vida de milhões de pessoas e elas votaram de acordo. Bolsa família, ProUni, Pe de Méia, Farmácia Popular, Luz para Todos, Gás do Povo e tantas outras mudaram a vida de quem mais precisa. Isso não é ignorância, mas a forma mais simples e legítima de racionalidade política que existe.
Para gente como ela, quando o rico vota em quem promete isentar seu imposto, chamam de defesa de interesses, mas quando o pobre vota em quem colocou comida na mesa e o filho na faculdade, chamam de manipulação. O voto de um é escolha, o do outro é sintoma. E esse tipo de análise é desonesta, para não dar outro nome.
Vindo de quem governa o Distrito Federal, onde a miséria aumentou nos últimos anos e existe a maior desigualdade do país, a lição soa ainda mais desconfortável. O problema da declaração não é ser polêmica, é ser sincera. Ela expõe uma direita que não disputa o voto do pobre, apenas lamenta que ele exista. E numa democracia, quem só reconhece legitimidade no voto que concorda com ele não está criticando o eleitor, mas a própria a democracia.
@rafafariass_@rodriwine E o auge para mim e alguém acreditar que essa foto foi vazada por outra pessoa contra a vontade dela...🤣. Toda vez que sai notícia sobre andamento da investigação "acontece algo com ela". Tem gente que pede pra ser trouxa...🤣
A torcida do Flamengo cantou o nome de Vini Jr. após a entrada de Prestianni na partida. O jogador do Benfica foi acusado pelo brasileiro de proferir ofensas racistas em um jogo do time português contra o Real Madrid pela Liga doa Campeões.
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