n adianta palavras bonitas pa disfarçar a segregacao racial td mundo sabe q morar em "bairro nobre" é sobre os brancos e morar em "comunidade" é sobre Povos Pretos e Indígenas
@chwsrise@arminarlets@Nathaliawxwc E concordo contigo
Mas o meu ponto é que às coisas não são monocromáticas: Uma manifestação pode se espalhar, ser apropriada por todo o país e ainda ter uma origem, uma história e uma experiência negra muito bem definidas
Reconhecer isso não é negar a miscigenação!
@btsdefense_@arminarlets@Nathaliawxwc Desgraça burra, eu to literalmente te mostrando que essa discussão não nasceu no tt
Tem gente falando disso antes de eu e você nascer. Pra tu vir aqui e lançar que " É som de preto de favelado, mas quanto toca ninguém fica parado " é pauta importada
@btsdefense_@arminarlets@Nathaliawxwc Ela literalmente disse duas coisas: que o Brasil não teve segregação racial igual os EUA e que “não existe música de preto/estilo de preto” aqui porque somos miscigenados. Eu discordo das duas e tô mostrando por quê, com história e autores brasileiros. Vcs que se fazem de pão
@arminarlets@Nathaliawxwc Há mais de 40 anos já tinha gente escrevendo sobre as marcas da africanidade no samba, no maracatu e em outras expressões culturais NEGRAS. O Nei Lopes, inclusive, tem estudos excelentes sobre isso. Agora me explica: onde caralhos entra “importação de pauta dos EUA” nisso?
@LouieHarasaki@Nathaliawxwc@arminarlets Isso não apaga a origem social e racial do gênero. Samba tbm foi apropriado pela sociedade inteira e nem por isso deixou de ter raízes negras. Cultura negra não significa ‘só negros podem consumir’; significa reconhecer quem criou, que contexto surgiu e por que foi marginalizada
Engraçado como, depois que inventaram essa história de “importar pauta racial dos EUA”, parece que o racismo no Brasil deixou de ter história própria. " Racismo? No Brasil? Quem foi que disse? "
@kekajhs Ser contra transformar trabalho em instrumento de coerção penal não significa defender preso olhando pro teto. Educação, qualificação e trabalho remunerado fazem parte da ressocialização. A questão é qual função o trabalho cumpre e sob quais garantias
Se o Estado pode prender alguém e depois usar essa pessoa como mão de obra compulsória, você cria uma classe de trabalhadores que não pode recusar, negociar nem ir embora. O Brasil já teve mão de obra organizada nessa lógica
@kekajhs Eu não falei de ilegalidade, não citei Direitos Humanos e nem ataquei ela.
Minha crítica é exclusivamente à incoerência política de alguém que se reivindica de esquerda defender trabalho compulsório de uma população encarcerada e ainda justificar daquele jeito
Esquerda branca adora chamar negro de direita de capitão do mato, mas quando uma pessoa negra aponta que eles são racistas, eles dizem que é importar pauta americana e que no Brasil não tem isso de racismo
@kekajhs “Mas ele recebe” não elimina essa relação. Transformar população encarcerada em mão de obra cativa é uma ideia que qualquer crítica marxista deveria olhar com enorme desconfiança
@kekajhs Eu não sou propriedade do meu empregador, posso me demitir, negociar e procurar outro trabalho.
O preso não tem essa liberdade. E é justamente por isso que trabalho prisional precisa de limites e garantias: você está lidando com uma população sob coerção direta do Estado