Se fosse a China, a Rússia, Cuba, a Palestina ou o Irã negando entrada de árbitro e atletas no país, nossa… O laranjão já tinha mandado míssel pra lá
O presidente da FIFA ainda tem coragem de entregar o prêmio da paz pra um cara desses
A defesa da Deolane tentou todas as carteiradas pra ela ganhar prisão domiciliar:
Foi de atestado de saúde mental até mãe solo que precisa cuidar da filha.
O STJ negou todos os pedido de liberdade. Vai aguardar o julgamento no xilindró.
É surreal e estarrecedor tudo que se lê e se vê sobre os Estados Unidos nesta Copa. Num dos momentos de maior congregação mundial das nações, alguns são tratados com ignorância e truculência. É decepcionante e quebra um pouco do próprio espírito da Copa do Mundo.
Por enquanto foi o único ex jogador relevante que se manifestou, o resto? Tudo calado.
Mas calma, 2030 e 2034 estão chegando, iremos vê-los sendo leões com Marrocos e Arabia Saudita.
🇺🇸 Caos e polêmicas marcam o início da Copa do Mundo nos EUA. O país virou piada na internet com um vídeo de IA que retrata os EUA como uma idiocracia, gerando forte repercussão ao lado de denúncias sobre a perseguição contra estrangeiros em um dos maiores eventos mundiais.
Canadá e México tentando arrumar a bagunça oferecendo estrutura e hospedagem ao árbitro e seleção rejeitados pelos EUA. E a @FIFAWorldCup quietinha, de orelhas baixas, só esperando pra ver o que acontece. Que vergonha histórica.
Fora da Copa do Mundo após ser barrado nos Estados Unidos, árbitro Omar Abdulkadir Artan, da Somália, diz: "Acho que eles têm problema com meu país".
“Estou muito, muito desapontado. Sou apenas um árbitro tentando viver seu sonho, o maior sonho da minha vida, vir para a Copa do Mundo. Acho que eles têm um problema com meu país. Eu tinha os papéis certos e tudo. Eu tinha o visto correto”, disse o árbitro ao The New York Times.
Artan diz que foi interrogado em uma sala e que o processo durou cerca de 11 horas. Após ter a entrada recusada, ele ainda afirma ter ficado em uma cela separada até ser colocado em voo rumo à Turquia.
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📸 Divulgação
Para entender como a Copa do Mundo foi parar nos EUA, é preciso voltar a 2010, quando foram escolhidas as sedes de 2018 e 2022. Rússia e EUA queriam, cada uma, um Mundial com sua marca.
A candidatura do Catar era meio folclórica: país com muitos recursos naturais, mas desértico, pequeno e sem qualquer ligação com futebol - menos até que os EUA.
Quando o presidente da FIFA, Sepp Blatter, abriu os envelopes e revelou que a Rússia conseguira sua Copa em 2018, mas os EUA não teriam a de 2022 porque ela ia pro Oriente Médio, ele acionou uma reação em cadeia que levaria à sua própria queda.
Tio Sam nunca engoliu aquela derrota. Os imensos protestos no Brasil contra a Copa de 2014 ganharam repercussão internacional, inclusive por lá, e motivaram o FBI a agir contra a casta do futebol mundial. Começava o FIFAgate.
Todo mundo sabia que havia esquemas de corrupção na FIFA e, como muitos deles passavam pelo sistema bancário estadunidense, a polícia dos EUA justificou sua ação. Era uma retaliação, claro, mas não sem motivo.
Cartolas históricos do mundo todo caíram - o maior deles o próprio Blatter, que comandava a FIFA desde 1998. Das sombras, saiu Gianni Infantino.
Ele provou ter grande habilidade política ao entender que precisava neutralizar as autoridades estadunidenses. Como? Dando a elas o que queriam, uma Copa.
Foi assim que a sede de 2026 foi escolhida, com Canadá e México como convidados de luxo pra uma festa estadunidense.
Infantino mostrou uma capacidade de costurar acordos para que a FIFA se mantenha como ela sempre foi (e isso não é algo bom), ao mesmo tempo em que transmite ares de modernidade. Tornou-se amigo pessoal de Donald Trump, rompendo com a neutralidade e apoiando-o abertamente nas eleições de 2024.
Em 2025, nos 10 anos do escândalo do FIFAgate, membros da comunidade do futebol publicaram uma carta aberta em que diziam que, hoje, o futebol é mais mal gerido e corrupto do que era em 2015.
Infantino não mudou nada, apenas trouxe os insatisfeitos estadunidenses pro seu lado. Cartolas foram absolvidos e o Departamento de Justiça de Trump encerrou processos, dizendo que investigar subornos "não era mais prioridade”.
O preço disso? Um prêmio pro Trump e uma Copa nos EUA.
Un billete de tren desde la principal estación de tren en Nueva York (Penn Station) hasta el Metlife Stadium normalmente cuesta 13 dólares.
Durante el Mundial costará 98 dólares.
Es un incremento del precio del 653,8%.
Ian Wright, leyenda de Inglaterra, sobre el Mundial.
-"Las entradas más caras de la historia"
-"Los alojamientos más caros de la historia"
-"El precio del transporte por las nubes"
-"Árbitros, aficionados y periodistas expulsados de USA"
Los aficionados deben sentir vergüenza.