A prefeitura de São Paulo pagou R$ 3,5 milhões em despesas de uma feira organizada pela produtora de Dark Horse (o filme do Bolsonaro) no ano passado.
Mas você não vai encontrar essa informação em nenhum sistema de transparência.
Revelo hoje no @Metropoles que a prefeitura de SP tem colocado MUITO DINHEIRO no "apoio" de eventos privados, sem nenhuma transparência. Não tem quem pediu o dinheiro, que determinou quanto seria gasto, qual contrapartida, exigência de documentação, nada.
A prefeitura paga a conta do evento privado e o organizador, ao economizar com as despesas, fica com um lucro maior. Sem que ninguém assuma a responsabilidade.
Nessa, a prefeitura pagou R$ 5 milhões em infraestrutura de duas edições do Tardezinha, por exemplo. E orientou quem emitiu nota fiscal a colocar só "TDZ".
Não houve divulgação do "apoio" no material publicitário dos shows, em Diário Oficial, em sistemas de transparência, nada. Eu só descobri porque baixei centenas de pastas zipadas e abri os documentos um por um.
Também gastou R$ 3,2 milhões em infraestrutura do show que Jorge & Mateus fizeram no Pacaembu, com venda de ingressos. Palco, som, iluminação, segurança... tudo pago pelo contribuinte paulistano.
Até a tenda para proteger de eventual chuva a cerveja vendida nos bares instalados no campo foi paga pelo contribuinte paulistano. Em troca do que? Por que? Por decisão de quem? Não existe documentação.
Esse modelo de "apoio" sem grandes formalidades surgiu para a prefeitura poder arranjar infraestrutura para eventos de bairro, tipo quermesse. Ou para contratar a infraestrutura do Carnaval, da Virada, etc, sem refazer licitação.
Mas, sob a gestão Ricardo Nunes, tem sido usada para bancar grandes eventos privados, com volume altíssimos - só comparando, um apoio formal de R$ 2,7 milhões ao enorme Lollapalooza causou enorme barulho, mas ao menos teve transparência.
É uma caixa preta que a cidade precisa abrir.
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Ex-presidente do São Paulo e diretora receberam 4 mil ingressos para shows no Estádio do Morumbis.
Eles retiraram 4.743 ingressos de cortesia para shows no MorumBis entre 2023 e 2025. Eles são alvo de investigações do Ministério Público e da Polícia Civil que apuram irregularidades no clube.
O período engloba apresentações de 13 artistas, incluindo nomes como Coldplay, Bruno Mars, Oasis e Dua Lipa - alguns com mais de um show no estádio. Em média, isso representaria cerca de 365 ingressos por artista destinados às cotas desses dirigentes.
A prática é comum, porém a suspeita é de que tenham comercializado os ingressos.
O São Paulo afirmou que "não há uma regra específica que limite a quantidade de ingressos de cortesia distribuídos a dirigentes, mas reforçou que a venda dessas entradas é proibida, com aviso expresso nos próprios bilhetes".
Os ex-dirigentes, por sua vez, confirmaram o recebimento dos ingressos e alegaram que a prática é comum aos cargos que ocupavam, negando qualquer tipo de comercialização.
A Prefeitura de São Paulo não sabe quais unidades de moradia popular ajudou a pagar em SP.
NÃO SABE o que fez com o nosso dinheiro.
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A Prefeitura acaba de anunciar o rompimento da concessão do Vale do Anhangabaú. VENCEMOS!
São anos denunciando esse modelo desastroso de privatização na Prefeitura e no Estado. E eu vou continuar. Ainda há muitos espaços públicos que precisam ser de qualidade, abertos e gratuitos
Hoje o UOL expôs exatamente o que venho denunciando há meses em todas as sessões da CPI: a Prefeitura NÃO tem o mínimo controle sobre as unidades de Habitação de Interesse Social que está incentivando.
Estamos falando de centenas de apartamentos por dia sendo subsidiados com dinheiro público, sem que o próprio poder público saiba exatamente quais são essas unidades. Em prédios mistos, onde HIS, HMP e unidades de mercado convivem no mesmo andar, a AUSÊNCIA DE INDENTIFICAÇÃO por apartamento torna a fiscalização praticamente impossível.
A solução é simples e já foi apontada: exigir, desde a apresentação do projeto, o cadastro detalhado das unidades e mudar o modelo de licenciamento para “congelar” essas unidades desde o início, atualizando de forma contínua uma lista unificada de controle. Mas nada disso foi feito. Como é possível fiscalizar sem o número do apartamento?
Mesmo assim, a Prefeitura insiste em dizer que está tudo sob controle. NÃO ESTÁ.
PIOR: uma das justificativas é de que os cartórios teriam essas informações na matrícula. Ou seja, a Prefeitura tenta transferir a responsabilidade, sendo que foi ela quem aprovou os empreendimentos, concedeu os incentivos e deveria garantir o controle. E mais: muitas empresas sequer informaram corretamente quais são as unidades HIS e HMP. Ainda que os cartórios tenham parte desses dados, é obrigação da Prefeitura manter um controle próprio para conferência e fiscalização.
E O MAIS GRAVE: mesmo após prometer cancelar o contrato milionário de R$ 43 milhões com a empresa responsável pelo sistema de fiscalização, a Prefeitura segue pagando por um serviço que não entregou o básico: uma base de dados confiável e integrada com os sistema de aprovação e processos eletrônico.
Isso não é falha técnica. É falta de gestão, de transparência e de compromisso com quem realmente precisa da política habitacional.
amiguinhos, vocês também tem vontade de responder email de assessoria com erro de português apontando a porcaria que a pessoa fez ou são meus divertidamentes que estão ociosos?
O protagonismo feminino no rap atualmente é não só uma reparação histórica como um aceno para a importância da diversidade na construção do movimento. O mundo deu muito errado na mão dos homens. Quem sabe o rap ainda tenha salvação.
Que loucura estamos vivendo. Posicionar-se contra a tortura e o assassinato de opositores da ditadura militar virou "posição política" e não regra básica de civilidade - e de caráter. Só a educação salva esse país. Bom dia.