Arte e Cultura de um Brasil inédito e instigante. Onde você descobre a tradição e a contemporaneidade, o erudito e o popular do melhor da identidade brasileira.
Tarsila do Amaral, 140 anos: a artista que transformou São Paulo em matéria-prima do Modernismo brasileiro.
Entre paisagens do interior paulista, vanguardas europeias e referências populares, Tarsila construiu uma linguagem própria que ajudou a redefinir a imagem do Brasil na arte do século XX.
Poucas trajetórias estão tão profundamente ligadas à construção de uma imagem moderna do Brasil quanto a de Tarsila do Amaral. Nascida em 1º de setembro de 1886, em Capivari, no interior de São Paulo, a artista atravessou algumas das principais transformações culturais do país na primeira metade do século XX e tornou-se uma das figuras centrais do Modernismo brasileiro.
Ao completar 140 anos de nascimento em 2026, Tarsila permanece presente não apenas pela força de suas pinturas, mas pela maneira como sua obra ajudou a deslocar o olhar sobre o próprio país. Em suas telas, paisagens, personagens, cores, formas e elementos da cultura brasileira passaram a ser tratados a partir de uma linguagem artística moderna, sem que isso significasse romper com a memória e as referências locais.
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(imagens reprodução)
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Em Tiradentes, a criatividade encontra a tradição e transforma a cidade em território de criação.
Na décima edição, Semana Criativa ocupa ruas, casarões e espaços históricos para aproximar design, artesanato, arte, arquitetura, gastronomia e diferentes expressões da cultura brasileira.
Durante quatro dias de outubro, Tiradentes deixa de ser apenas cenário para se transformar em parte ativa de um dos principais encontros brasileiros dedicados à criatividade. Entre 15 e 18 de outubro, ruas, casarões e espaços públicos da cidade histórica mineira recebem a 10ª edição da Semana Criativa de Tiradentes, festival que, ao longo de uma década, ampliou seu campo de atuação e passou a reunir design, artesanato, arquitetura, arte, moda, gastronomia, música, patrimônio e saberes tradicionais.
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(fotos divulgação / cidade Tiradentes - fotos foto Douglas Mendes)
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Instituto Çarê transforma acervos e memórias em matéria viva para a cultura brasileira.
Instituição reúne em setembro exposições, publicações, música, pesquisa e ações de formação que revelam diferentes caminhos para preservar e atualizar a memória cultural.
Preservar a memória não significa apenas guardar documentos, fotografias, partituras ou objetos. No trabalho desenvolvido pelo Instituto Çarê, os acervos funcionam como pontos de partida para novas pesquisas, encontros e criações. Em setembro, essa perspectiva se manifesta em uma programação que aproxima artes visuais, música, literatura, patrimônio documental, formação e ações de convivência, revelando como diferentes camadas da cultura brasileira podem ser revisitadas a partir de seus arquivos.
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(imagens divulgação - Instituto Çarê)
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Bolsa Oficial de Café: 104 anos de história no coração de Santos.
Edifício que testemunhou a força econômica do café e as transformações da cidade, antiga Bolsa Oficial de Café abriga hoje o Museu do Café e preserva uma parte fundamental da memória brasileira.
No coração do Centro Histórico de Santos, um edifício monumental guarda uma história que ultrapassa os limites da arquitetura. Inaugurada em 1922, durante as comemorações do Centenário da Independência do Brasil, a antiga Bolsa Oficial de Café nasceu em um momento em que o produto era um dos principais motores da economia brasileira e o porto santista ocupava posição estratégica no comércio internacional.
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(fotos Museu do Café - reprodução)
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Cinema brasileiro em movimento: FAM reúne histórias de diferentes regiões na Itaú Cultural Play.
Mostra online apresenta cinco produções de estados brasileiros e amplia o acesso a filmes que abordam diversidade, ancestralidade, migração e relações humanas.
O cinema brasileiro contemporâneo revela um país feito de muitos territórios, memórias e experiências. Essa diversidade está no centro da Mostra IC Play FAM 30 anos, que chega à Itaú Cultural Play entre 3 de setembro e 3 de outubro, como parte da programação do 30º Festival Internacional de Cinema Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM 30 anos.
A seleção reúne cinco filmes brasileiros realizados em diferentes estados e com distintas abordagens de linguagem, entre documentários, dramas e suspense. Em comum, as produções partem de histórias particulares para lançar um olhar sobre questões mais amplas, como diversidade cultural, ancestralidade, migração, identidade, violência e relações humanas.
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(foto Filme Joaquim - Imovision - Divulgação)
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Photothings leva a fotografia contemporânea para a periferia de São Paulo.
Festival ocupa o Centro Cultural Monte Azul com exposição, fotolivros, oficinas, encontros e leituras de portfólio; programação gratuita acontece nos dias 26 e 27 de setembro.
A fotografia contemporânea brasileira ganha novos espaços de circulação em São Paulo com a chegada do Festival Photothings 2026 ao Centro Cultural Monte Azul, na zona sul da cidade. Nos dias 26 e 27 de setembro, o evento reúne exposição, lançamento de publicações, oficinas, encontros com fotógrafos e profissionais do setor e leituras de portfólio, em uma programação inteiramente gratuita.
Criado em 2021 por Marly Porto e realizado pela Porto de Cultura, o Photothings nasceu com a proposta de pesquisar, promover e ampliar a circulação da fotografia brasileira. Desde 2024, o festival vem deslocando sua programação para territórios periféricos da capital paulista, aproximando a produção fotográfica de públicos que historicamente tiveram menos acesso aos circuitos especializados das artes visuais.
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(fotos das obras - divulgação)
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Carnaval como método: quando a avenida entra no museu.
Exposição no MAM Rio reúne obras inéditas de seis carnavalescos e trabalhos de Joãosinho Trinta, Rosa Magalhães e Maria Augusta Rodrigues para discutir os processos de criação das escolas de samba.
A partir de 19 de setembro, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) apresenta *Carnaval como método*, exposição que transforma o Salão Monumental e o mezanino da instituição em espaço de experimentação sobre os processos de criação das escolas de samba.
Mais do que apresentar objetos relacionados aos desfiles, a mostra propõe olhar para o Carnaval como uma prática artística complexa, construída coletivamente a partir de materiais, imagens, conhecimentos, técnicas e diferentes linguagens. Nesse percurso, o carnavalesco deixa de ser visto apenas como o responsável pelo desfile e passa a ocupar o lugar de artista, pesquisador e articulador de processos visuais.
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Melhoramentos leva Arena Ziraldo à Bienal do Livro e celebra um século de literatura para novas gerações.
Com clássicos, lançamentos e personagens que atravessam gerações, editora aposta no encontro entre tradição, imaginação e novos hábitos de leitura
Uma história de mais de um século dedicada à formação de leitores encontra as novas gerações na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Entre 4 e 13 de setembro, no Distrito Anhembi, a Editora Melhoramentos apresenta um estande que reúne clássicos da literatura brasileira, lançamentos, personagens populares e experiências voltadas ao público infantil, jovem e às famílias.
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O Museu do Açúcar e Doce (MAD) promove em mostra temporária o Museu da Gastronomia Baiana.
o Museu da Gastronomia Baiana, do Senac Bahia, criado em 15/08/2006, museu pioneiro no Brasil e na América Latina, dedica parte do seu amplíssimo cardápio do Restaurante Escola Museu a doçaria baiana. Porque este museu é um museu de profunda interação entre o público e os seus acervos. São 7 espaços abertos ao público, inclusive a primeira Galeria de Art Food no Brasil.
Comer os doces no Museu, não é apenas uma refeição, é um amplo e complexo processo de conexões entre os sabores e a Bahia. Cocadas, quindim, manjar de coco, ambrosia, doces de banana e de caju, fazem as experiências que se ampliam nas histórias de cada visitante, que verdadeiramente come o Museu.
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(fotos Jorge Sabino)
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Jadir João Egídio: histórias esculpidas na madeira.
Jadir João Egídio é mestre na arte de transformar troncos e blocos de madeira em figuras humanas que se entrelaçam, se abraçam e parecem contar histórias. Em suas mãos, a madeira ganha vida e se transforma em uma narrativa visual, construída a partir de formas compactas, corpos unidos e uma expressividade silenciosa. É, segundo o próprio artista, uma maneira de contar a história que carrega consigo.
Nascido e criado durante parte da infância na zona rural, Jadir mudou-se para a área urbana por volta da década de 1960. Trabalhou inicialmente como carroceiro, profissão que exerceu até sofrer um grave acidente, em 1977. Impedido de continuar no trabalho, encontrou na escultura um novo caminho. Aos poucos, começou a experimentar a madeira e instalou uma pequena oficina em sua própria casa, onde desenvolveu o ofício que marcaria sua trajetória.
Desde então, Jadir João Egídio vem construindo uma obra singular na escultura popular brasileira. A madeira é sua principal matéria-prima e também o ponto de partida para uma linguagem própria, marcada por monoblocos maciços, volumetria compacta e figuras que parecem emergir do próprio tronco. O artista trabalha com relevos acentuados e explora a tridimensionalidade de maneira complexa, criando composições de forte presença e caráter hierático.
Confira a entrevista exclusiva de Jadir João Egídio à Revista Raiz:
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O Brasil Bom de Boca faz um tributo a um dos lugares de comida mais tradicionais do país, o Restaurante Leite de Recife, Pernambuco. O restaurante desde 1882 tem preservado a boa cozinha luso-pernambucana.
Um restaurante que testemunhou grandes mudanças sociais, econômicas e culturais, da cidade do Recife, e do Brasil, sem nunca perder seu estilo dominante do bem servir, do acolhimento requintado, da boa comida; sendo assim um local de excelência para se viver os rituais da comensalidade.
Raul Lody destaca o cardápio com: "Filé ao funghi, filé ao catupiry, filé à Chateaubriand, steak au poivre, steak à Diana, filé ao Reino, cordeiro a Vasco da Gama, carne de sol do Sertão, churrasco à moda do chefe, bacalhau a Manoel Leite, peixe à Burle Max, garoupa à Vavá Cardozo, polvo à espanhola, língua ao Madeira, medalhões à Gilberto Freyre, picadinho especial, garoupa ao feijão de coco; e muito mais."
O artigo vem ilustrado com fotos de Jorge Sabino que destacam o ambiente clássico e próprio do restaurante Leite.
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(fotos Jorge Sabino)
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Exposição da TV Senado celebra 30 anos da vida política brasileira.
Mostra no Salão Negro do Congresso Nacional reúne registros de acontecimentos políticos desde 1996 e apresenta a trajetória da emissora por meio de imagens, documentos e instalações audiovisuais.
O que muda quando os acontecimentos políticos passam a ser registrados e transmitidos em tempo real? A pergunta atravessa a exposição “TV Senado. Democracia. Todo Dia. Há 30 anos”, em Brasília.
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(cena dos documentários exibidos - reprodução)
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Ocupação Itaú Cultural homenageia Anísio Teixeira e revisita trajetória do educador.
Exposição reúne cerca de 150 documentos, fotografias, objetos e depoimentos e percorre da vida familiar às políticas públicas que marcaram a educação brasileira.
Em 1927, depois de passar uma temporada nos Estados Unidos, Anísio Teixeira (1900–1971) retornava ao Brasil quando tomou uma decisão que definiria sua trajetória. Durante a viagem de volta, escreveu ao pai, Deocleciano Teixeira, comunicando que pretendia dedicar sua vida à educação. O contato com as ideias do filósofo norte-americano John Dewey, um dos principais formuladores da Escola Nova, havia contribuído para essa escolha.
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Expo Favela Innovation São Paulo reúne 15 mil pessoas e define cinco empreendedores para a final nacional.
Realizada no Sesc Casa Verde, edição paulista aproximou negócios das periferias, cultura, inovação e mercado e selecionou representantes do estado para a etapa nacional.
A Expo Favela Innovation São Paulo 2026 encerrou sua edição no último domingo, no Sesc Casa Verde, após dois dias de programação dedicada ao empreendedorismo, à inovação, à cultura e à economia das periferias. Segundo a organização, o evento recebeu cerca de 15,1 mil visitantes ao longo do fim de semana, sendo aproximadamente 8,1 mil somente no domingo.
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(fotos Fernando Blade – divulgação)
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“Mulheres da Boca”: exposição no MIS recupera imagens de documentário realizado na Boca do Lixo.
Fotografias feitas durante as filmagens do documentário de 1981 registram trabalhadoras do sexo, personagens e o cotidiano de uma região que reuniu prostituição, vida noturna e uma importante produção cinematográfica.
Quarenta e cinco anos depois do lançamento de “Mulheres da Boca” (1981), o MIS – Museu da Imagem e do Som apresenta uma exposição que recupera parte do material produzido durante as filmagens do documentário experimental dirigido por Cida Aidar e Inês Castilho. A mostra inaugura em 2 de setembro, no Espaço Maureen Bisilliat, em São Paulo, reunindo fotografias de Wagner Carvalho realizadas nas ruas da chamada Boca do Lixo, na região central da cidade, entre o final dos anos 1970 e o início dos anos 1980.
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(fotos Wagner Carvalho - divulgação)
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Nossa Arte — Novos Olhares apresenta um painel da arte espontânea atual.
Das periferias às comunidades indígenas, do interior às zonas rurais, exposição na Z42 Arte amplia o mapa da pintura brasileira e aproxima diferentes formas de criar, viver e representar o país.
Com curadoria de Fabio Szwarcwald, Paulo Tavares e Peralta, mostra reúne 20 artistas de diferentes gerações e regiões e questiona as fronteiras entre arte contemporânea e arte popular.
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Começa hoje o Festival Choro Jazz leva grandes nomes da música brasileira ao Marajó.
Em Soure, festival gratuito transforma a Ilha do Marajó em palco da música brasileira e aproxima grandes artistas das tradições da cultura popular amazônica.
Por dois dias, a Ilha do Marajó se transforma em território de encontro entre a música brasileira, a cultura popular e a diversidade amazônica. Nos dias 28 e 29 de agosto, o Festival Choro Jazz ocupa o Parque de Exposições de Soure, no Pará, com uma programação gratuita que reúne artistas consagrados, músicos de diferentes gerações e manifestações profundamente ligadas às tradições culturais brasileiras.
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MIS prorroga exposição “50 anos sem JK” até outubro.
Mostra reúne fotografias inéditas de Juscelino Kubitschek feitas por Jean Manzon nos anos 1950 e registros do acervo do MIS.
Quem ainda não visitou a exposição “50 anos sem JK” ganhou mais tempo. Em cartaz no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, a mostra foi prorrogada até 4 de outubro, com entrada gratuita.
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Sérgio Campelo é diretor artístico, músico e um dos fundadores do grupo SaGRAMA em entrevista exclusiva para a Revista Raiz.
Aqui Sérgio apresenta a história, o pensamento e a música do SaGRAMA que tem renovado e qualificado o repertório nacional dialogando na fronteira entre o popular x erudito.
Músicos sinfônicos, vão beber na fonte da cultura de raiz, os elementos que compõe a base de suas composições e repertório.
O SaGRAMA tem vários trabalhos gravados, com apresentações regulares por todo país.
Conheça mais dessa história e veja a entrevista completa em:
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