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O governo dos Estados Unidos publicou, em seu site oficial, uma determinação formal contra práticas adotadas pelo Brasil em diferentes áreas comerciais e institucionais, incluindo comércio digital, meios de pagamento eletrônico, tarifas, propriedade intelectual, combate à corrupção, etanol e desmatamento ilegal. A decisão foi divulgada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, órgão responsável pela política comercial americana.
A publicação ocorreu em Washington, no contexto de uma investigação aberta em 15 de julho de 2025, por determinação do presidente Donald Trump, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Essa legislação permite ao governo americano investigar e reagir a práticas estrangeiras consideradas injustas, discriminatórias ou prejudiciais ao comércio dos Estados Unidos.
O ponto mais sensível do documento, no entanto, não está nas tarifas ou no comércio agrícola. Está na acusação de que tribunais brasileiros emitiram ordens secretas contra empresas americanas de redes sociais, exigindo a remoção de conteúdo político e a suspensão de perfis de residentes dos Estados Unidos, às vezes com alcance global. Segundo o USTR, essas ordens também proibiam as plataformas de informar aos donos dos perfis sobre as decisões judiciais.
O senador Flávio Bolsonaro anunciou que irá apresentar uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra Lula da Silva após declarações em que o petista sugeriu que o parlamentar poderia ser “enforcado” por suposta traição à pátria.
A fala ocorreu durante um evento público em que Lula comentava a atuação internacional de Flávio Bolsonaro relacionada à recente decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Ao criticar a iniciativa, o ex-presidiário recorreu a uma referência histórica para afirmar que, em outros tempos, atitudes semelhantes poderiam ser consideradas traição ao país.
A declaração provocou forte reação entre aliados do senador e integrantes da oposição, que classificaram a fala como incompatível com a responsabilidade institucional do chefe do Executivo.
Segundo Flávio Bolsonaro, a manifestação presidencial extrapolou os limites da crítica política e representou uma incitação grave contra um adversário político.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná deu mais um passo no processo que pode resultar na cassação do mandato do deputado estadual Renato Freitas (PT). Após analisar recursos apresentados pela defesa, a comissão manteve a tramitação do caso e abriu caminho para que a decisão seja levada ao plenário da Casa.
O petista é alvo de um pedido de cassação aprovado anteriormente pelo Conselho de Ética da Assembleia. A representação foi motivada por um episódio ocorrido em novembro de 2025, quando Renato Freitas se envolveu em uma briga com um manobrista no centro de Curitiba. O caso gerou diversas representações por suposta quebra de decoro parlamentar.
O relator na CCJ, deputado Luiz Fernando Guerra (Novo), rejeitou os argumentos da defesa que pediam a anulação do processo. Segundo ele, a função da comissão é verificar a legalidade do procedimento, sem entrar no mérito das acusações. Com isso, o parecer favorável à continuidade do processo foi mantido.
O Conselho de Ética já havia concluído que a conduta do parlamentar seria incompatível com o exercício do mandato e aprovou recomendação pela perda do cargo. Entre os argumentos apresentados pelos defensores da cassação estão o uso de violência física, a violação do decoro parlamentar e o comprometimento da imagem da instituição perante a sociedade.
A decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas continua produzindo repercussões no Brasil. Nesta terça-feira, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou que o tema está inserido no âmbito das relações internacionais e que o Judiciário brasileiro aguarda uma comunicação oficial antes de avaliar eventuais medidas.
Segundo ele, a questão envolve um “plano internacional” e, neste momento, está ligada principalmente à atuação diplomática do Estado brasileiro. Fachin acrescentou que, caso necessário, o Conselho Nacional de Justiça poderá analisar eventuais desdobramentos quando houver comunicação formal sobre a decisão americana.
A declaração ocorre em um momento de forte debate sobre a forma como o Brasil enfrenta o crime organizado.
Uma empresa sediada em Santa Catarina e investigada por suspeitas de estelionato realizou transferências que somam R$ 17,7 milhões para a Talismã Digital, empresa que pertencia à influenciadora Virginia Fonseca e ao cantor Zé Felipe. Os pagamentos ocorreram entre março e setembro de 2024 e vieram à tona após a divulgação de documentos que permaneceram sob sigilo durante a CPI das Bets.
Os repasses foram feitos pela AMP Pay Marketing e Negócios, empresa registrada em Itajaí, no litoral catarinense. Segundo os documentos revelados, as transferências ocorreram poucos meses após a abertura da companhia, que foi criada com capital social declarado de apenas R$ 50 mil e enquadrada no regime do Simples Nacional.
A revelação colocou Virginia no radar das investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre movimentações financeiras relacionadas ao mercado de apostas e publicidade digital.
A AMP Pay opera a partir de um box comercial em Itajaí e acumula uma série de questionamentos judiciais. Em diferentes estados, a empresa aparece vinculada a processos envolvendo supostos golpes financeiros, fraudes em investimentos e intermediação de pagamentos contestados por clientes.
retórica política no Brasil há muito deixou o campo das ideias para mergulhar em um terreno pantanoso de analogias perigosas e desumanização. No epicentro dessa dinâmica, figuras que fingem ocupar polos opostos — a esquerda petista encarnada por Lula e os “liberais” do Movimento Brasil Livre (MBL), representada por Renan Santos — revelam uma simetria inconfundível: o ódio visceral e a agressividade contra a família Bolsonaro, agora, com o foco no senador Flávio Bolsonaro.
Essa convergência discursiva não é acidente. Ela alimenta uma das principais teses do MBL: “Bolsonaro e Lula são a mesma coisa”.
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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, classificou nesta terça-feira (2) o Brasil como um dos países que apresentam desafios para a política externa americana, colocando-o no mesmo grupo de nações como Cuba, Nicarágua e Venezuela. A declaração foi feita durante uma audiência no Congresso dos Estados Unidos.
Segundo Rubio, os Estados Unidos contam atualmente com uma coalizão de mais de uma dúzia de países considerados aliados no hemisfério ocidental. Ao descrever o cenário regional, ele citou explicitamente Brasil, Cuba, Nicarágua e Venezuela como exceções dentro desse conjunto de governos amigáveis.
A fala chama atenção porque representa uma das avaliações públicas mais duras já feitas por um integrante do primeiro escalão da administração de Donald Trump em relação ao governo brasileiro desde o início do segundo mandato do republicano.
Rubio afirmou:
“Nós agora temos, neste hemisfério, uma coalizão de países amigáveis de mais de uma dúzia (…). Além da Nicarágua, Cuba, Venezuela e, claro, o Brasil, mesmo que eles estejam no meio de um ciclo de eleições.”
Donald Trump deu nesta segunda-feira, 1º de junho de 2026, um passo concreto para reorganizar a representação diplomática dos Estados Unidos no Brasil. A Casa Branca enviou ao Senado americano a nomeação de Daniel Perez, atual presidente da Câmara dos Representantes da Flórida, para o cargo de embaixador extraordinário e plenipotenciário dos Estados Unidos junto à República Federativa do Brasil.
A indicação ainda precisa ser aprovada pelo Senado antes que Perez possa assumir oficialmente o posto em Brasília. Até lá, a embaixada americana continuará sob comando de um encarregado de negócios, função hoje exercida por Gabriel Escobar, que assumiu a missão em janeiro de 2025, logo após a mudança de governo em Washington.
O detalhe central da nomeação não está apenas no preenchimento de uma vaga diplomática. Está no perfil do escolhido.
Daniel Perez não é um diplomata de carreira. É um político republicano da Flórida, advogado, conservador, cubano-americano de primeira geração e uma das principais lideranças legislativas de Miami. Aos 38 anos, ele preside a Câmara dos Representantes da Flórida, um dos estados mais importantes para o Partido Republicano e, hoje, um dos centros de gravidade da política externa trumpista para a América Latina.
A escolha, portanto, não parece burocrática. Trump não está simplesmente enviando a Brasília um técnico do Departamento de Estado. Está indicando um homem político, formado no ambiente republicano de Miami, ligado à comunidade cubano-americana e naturalmente próximo do círculo que vê a América Latina não como uma região periférica, mas como um teatro estratégico de segurança, comércio, narcotráfico, influência chinesa, tecnologia, energia e disputa ideológica.
O governo do presidente Donald Trump deu mais um passo na escalada das tensões comerciais com o Brasil. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre uma ampla lista de produtos brasileiros após concluir uma investigação sobre práticas comerciais adotadas pelo país.
Segundo o órgão americano, o Brasil mantém políticas consideradas “irracionais” ou “discriminatórias” em áreas como comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal. Na avaliação de Washington, essas práticas prejudicam empresas e interesses econômicos dos Estados Unidos.
A medida ainda passará por consulta pública e audiências antes de uma decisão final, prevista para julho. Mesmo assim, o anúncio representa um novo sinal de deterioração nas relações entre Brasília e Washington.
Entre os pontos citados pelos americanos está o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, o PIX. O documento do USTR sugere que determinadas regras do setor financeiro brasileiro acabam criando obstáculos para empresas americanas que atuam no segmento de pagamentos digitais.