O BRASIL E A ERA NEYMAR
1. O pior momento de um torcedor da Seleção é explicar a eliminação. Mas algum tem de fazer o serviço sujo. O plano de jogo do treinador foi correto. Apesar da angústia de Everaldo Marques com a pequena posse de bola, esse era o meio mais
Revisto Brasil 2-1 Japão. O motivo da demora para deixar meus apontamentos: assisti três vezes. Um pouco por ainda estar em êxtase, para viver de novo e para colher detalhes que deixei passar ao vivo.
Dessa vez, farei diferente. Vou separar o jogo em dois. Por tempos. Houve dois Brasis.
Primeiro tempo
Repito o que cansei de falar durante a semana: era mais complexo do que parecia. O Brasil tem que fugir de blocos baixos. Os motivos foram mostrados.
A equipe naturalmente sofre contra qualquer bloco baixo. Contra um Japão empenhado a passar mais de 100 minutos em seu próprio campo, pior.
O plano inicial era entrar no 5-4-1 por dentro. Usar Bruno Guimarães e Lucas Paquetá como intermediários para as diagonais de Vini Jr e Rayan. Não aconteceu porque a bola entrava e saía.
Casemiro errou tudo. Um de seus piores tempos. Ansioso, não ajudou com bola nem encerrou os ataques. Recebeu amarelo cedo e causou o efeito dominó.
No gol do Japão, tinha apontado erro de Gabriel Magalhães. Falha minha. Era um lance em que o zagueiro poderia, sim, ter diminuído campo. Mas era risco assumido, pois estava entre dois japoneses. Fizesse isso e a bola entrasse em suas costas, seria pior.
O que preocupa é a bola parada ofensiva. O time claramente trabalha estratégias e tenta promovê-las, mas não tomou as melhores escolhas. Com a quantidade de bons cabeceadores, precisa acontecer. Sobretudo em mata-matas.
Segundo tempo
Se na etapa inicial queria entrar por dentro, o eixo foi invertido. Extremos por fora para gerar duelos de um contra um e/ou cruzamentos. Foi o roteiro dos últimos 45 minutos.
Aqui, cabe registro para Danilo, Casemiro e Rayan: segundo tempo de cinema. O lateral, agressivo com bola, interrompendo contra-ataques e cruzando com as mãos. O meio-campista, ainda discreto nas saídas, mas defendendo como se pede. Já Rayan, mais buscado e se reconhecendo como um dos argumentos da equipe.
Coincidência ou não, na volta para o segundo tempo, a transmissão registrou uma conversa entre Rayan e Neymar. “Pede a bola. Vai para cima.” O dom da experiência, talvez.
Outro irretocável: Gabriel Magalhães. Em dia de Paulo Roberto Falcão. Estou convicto que só houve virada por ele.
Crucial de um modo que não se coloca em palavras. Assim que recuperava a posse, olhava para frente. Sem ser impaciente, não perdeu tempo. Cruzamentos no tom. Que assistência.
Depois do gol de Casemiro, na pausa, no meio de tanta conversa, foi visto Davide Ancelotti. Simples e direto: “Pressão pós-perda! Pós-perda!”. Guardem isso.
Gabriel Martinelli, máquina de pressionar, entrou para isso. Além de preencher o centro para liberar o corredor direito, reagia rápido. Não baixava a energia do time. Resolvia tudo a dois toques. Motivos para Carlo Ancelotti vê-lo como meio-campista.
O segundo gol surgiu… no pós-perda. Endrick gruda, Rayan dobra e recupera, a bola sobra para Bruno Guimarães. Agora, preciso abrir dois parênteses.
O primeiro, ao assistente. Bruno Guimarães nunca usa a esquerda. Evitou ao máximo dentro do próprio jogo. Mas ali, naquele último minuto, sobrou na canhota. Passe feito na medida para coroar a grande partida.
O outro parêntese: revejam o domínio de Gabriel Martinelli. Com o pé esquerdo, o mais distante, não precisando ajustar o corpo para bater com o outro pé. Não sei se o gol só aconteceu por isso, mas sei que ajudou 80%. Detalhes.
Para fechar, algo que só percebi depois. O Brasil estava esgotado e o Japão viu. Ensaiou contra-ataques, sempre em superioridade. Foi justamente o momento em que Casemiro caiu.
Pode ter sido coincidência, é claro. Mas quero acreditar que não. Quero crer na malandragem, a que nos faltou em 2018 e 2022.
Vamos pela Noruega. No silêncio. O trabalho vai devolver.
O futebol é o esporte mais bonito já inventado. E pelos motivos mais loucos.
Em primeiro e mais importante lugar, porque decidiu contrariar o corpo humano.
Parece exagero, mas não é. A nossa espécie passou milênios se gabando das mãos. Polegar opositor, ferramenta, escrita, espada, bisturi, controle remoto, celular. Quase tudo o que fazemos bem passa por elas. A mão é a arrogância anatômica do ser humano.
O futebol olhou para isso e disse que não.
No futebol, a parte mais habilidosa do corpo é quase proibida. As mãos ficam ali, inúteis, penduradas, como se fossem um acessório constrangedor. Só um sujeito pode usá-las, justamente aquele colocado para impedir a alegria dos outros. O resto precisa resolver a vida com os pés, com a cabeça, com o peito, com o ombro, com o improviso e com uma dose generosa de erro.
Isso muda tudo.
Com as mãos, o corpo obedece. Basta ver um jogo de basquete para entender. A bola parece extensão natural do atleta. Ela vai, volta, quica, gira, entra. Há beleza nisso, claro. Mas há também uma certa obediência do mundo. A mão manda e a bola aceita.
Com os pés, a bola negocia.
Ela escapa meio metro. Ela bate na canela. Ela quica no gramado ruim. Ela trai o craque e humilha o perna de pau. Ela transforma um domínio simples em pequena tragédia. Ela permite que um passe fácil vire lateral e que um chute torto entre no ângulo.
Essa é uma parte enorme da graça. O futebol é difícil porque é jogado contra a própria anatomia. Um drible perfeito vale mais porque não deveria ser tão limpo. Um lançamento de quarenta metros vale mais porque saiu de uma parte do corpo que, em tese, foi feita para caminhar. Uma bicicleta vale mais porque desafia a física, o bom senso e a lombar.
Com as mãos, muita coisa parece possível. Com os pés, quase tudo parece improvável. O futebol nasce desse quase.
O segundo motivo é igualmente insano. O futebol é o único esporte em que tudo foi pensado para ter o mínimo possível de pontos ou gols. Foi desenhado para torná-lo raro.
O impedimento existe para atrapalhar o gol. O goleiro existe para atrapalhar o gol. A defesa existe para transformar o caminho até a rede em um labirinto de pernas, faltas, desvios, tropeços e gritos de “sobe”.
Sem goleiro e sem impedimento, o futebol seria outra coisa. Talvez um esporte de placar alto. Talvez mais palatável para quem precisa de pontuação constante para acreditar que algo está acontecendo. Mas seria menos futebol.
O futebol vive da espera.
Boa parte da partida é feita de aproximações. Um passe que não entra. Um cruzamento alto demais. Um atacante que sai um segundo antes. Uma bola na trave. Uma defesa impossível. O jogo vai acumulando tensão. A torcida sabe que o gol pode não vir. E justamente por isso, quando vem, ele rasga tudo.
O gol não é apenas um ponto. É uma explosão, uma libertação de toda a tensão acumulada.
É gente abraçando desconhecido. É pai lembrando do filho. É filho lembrando do pai. É cerveja voando e todos achando razoável. É arquibancada virando corpo coletivo por alguns segundos. Ninguém comemora uma cesta de três pontos como comemora um gol aos 43 do segundo tempo. Não há equivalência possível. O gol é raro demais para ser tratado com educação.
Por isso o futebol incomoda tanto aqueles que se acostumaram a muitos pontos. Ele não entrega recompensa em intervalos regulares. Ele não promete justiça proporcional. Um time pode ter a bola o jogo inteiro, criar quinze chances, chutar na trave, obrigar o goleiro adversário a fazer a melhor partida da carreira e perder de um a zero em um escanteio mal defendido.
Isso não é falha do futebol.
É futebol.
A retranca pode ser feia, mas pode funcionar. A posse de bola pode ser elegante, mas nem sempre resolve. O time inferior pode se fechar, sofrer, gastar tempo, buscar uma falta lateral e achar um gol chorado no fim. O empate pode ser grande resultado. O zero a zero pode ser uma operação de sobrevivência.
Resto em
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Raphinha, com a camisa da seleção brasileira, é uma decepção. A atuação dele na estreia contra o Marrocos foi péssima. Ancelotti mantê-lo durante os 90 minutos é inexplicável diante de um futebol paupérrimo apresentado pelo jogador do Barcelona.
Nós, imprensa e torcida, cobramos (com razão) um protagonismo de Vinicius Junior na Seleção, mas temos que cobrar também Raphinha. Inclusive, quando abriu a boca para dizer que "ia fazer e acontecer", levou de 4 da Argentina, tomou tapinha na cara e nada fez.
Foto: Rafael Ribeiro / CBF
1936, Berlim.
O mundo assistia a uma cerimônia grandiosa… mas por trás do espetáculo, havia propaganda, poder e controle.
Os Jogos Olímpicos foram usados por Hitler para tentar provar a “superioridade” nazista.
Mas a história deu outra resposta.
Jesse Owens, um atleta negro americano, conquistou 4 ouros e calou o regime diante do mundo.
Nem sempre quem tenta dominar a narrativa vence a verdade.
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🔎 CURIOSIDADE | Em 'Bastardos Inglórios' (2009), Quentin Tarantino usou o strudel com creme como uma forma sutil de humilhação e controle psicológico.
Na cultura judaica tradicional, especialmente nas práticas kosher, misturar laticínios com outros alimentos (particularmente carne) é proibido. Ao insistir que Shosanna (que Landa possivelmente reconhece como judia) coma o strudel com creme, ele pode estar testando sua reação ou impondo uma espécie de tortura psicológica velada, como se dissesse: "Eu sei quem você é" sem dizer uma palavra.
Além disso, a cena é longa, silenciosa e profundamente desconfortável, com closes nos talheres, no prato e nos olhos dos personagens reforçando o jogo de poder e o sadismo passivo de Landa, que saboreia o controle do momento tanto quanto o próprio strudel.
Com forte presença da imprensa e de curiosos, mãe não conseguiu enterrar filhos em Itumbiara (GO) após ser hostilizada durante enterro. Ela deixou o cemitério antes do fim da cerimônia, sob escolta, por receio de agressões.
O caso repercutiu não apenas na cidada goiana, mas nacionalmente. Thales deixou uma mensagem dizendo que cometeria o crime porque estava sendo traído pela esposa, como se isso justificasse tirar a vida de duas crianças inocentes. Por outro lado, testemunhas afirmam que o casal já não estava mais junto desde dezembro, mas o homem não aceitava o fim do relacionamento.
GOLAÇO DO RAYAN!
Passou do Lucas Digne com extrema facilidade e de biquinho com a perna “ruim” fez seu primeiro gol na Premier League. 💢💎
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Grande perda! Acaba de falecer Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, aos 89 anos. Símbolo de resistência, humildade e justiça social, Mujica teve uma vida exemplar entre a coerência das palavras e as ações. Descanse em paz, Pepe. #PepeMujica
NO AR!
O placar não foi o que merecia! Mas pode ter certeza que trouxemos o conteúdo e cobertura que o ESPÍRITO SANTO mereceu!
Vlog de Vasco 2x2 Volta Redonda já no ar!