Então admita que a sua preocupação não é com vício ou dependência.
O álcool vicia, destrói famílias, provoca mortes e ainda aparece constantemente associado a acidentes, violência e agressões.
12 pessoas morrem POR HORA por causa de álcool só no Brasil.
Mesmo assim, sua publicidade continua socialmente aceita, inclusive dentro do futebol.
Marca de cerveja patrocina campeonato, clube, transmissão, faz ação promocional e distribui bebida, e não provoca NENHUMA indignação moral.
E eu não defendo proibir bebida alcoólica. Seria uma medida desastrosa: criaria mercado clandestino, destruiria empregos e puniria milhões de pessoas que consomem álcool sem desenvolver dependência.
Mas aí está justamente a incoerência.
Se para o álcool aceitamos que a existência de dependentes não justifica proibir o consumo de todos, e preferimos regulamentação, fiscalização e políticas de redução de danos, por que esse raciocínio automaticamente deixa de valer quando o assunto é aposta?
O mais impressionante no debate sobre as bets é o quão raso ele vem sendo travado.
As pessoas — inclusive na imprensa — falam em proibição como se fosse possível, numa canetada, tirar as apostas do mapa.
Teimam em ignorar a realidade: perto de metade do mercado brasileiro está nas mãos de casas ilegais, que continuarão oferecendo seus jogos e “tigrinhos”, alimentando o vício de quem não consegue parar de apostar, sem pagar impostos, sem gerar empregos e sem patrocinar clubes de futebol.
É o velho caso de tirar o sofá da sala e aplaudir, como se a solução estivesse ao alcance das mãos.
A regulamentação era necessária. A discussão sobre publicidade, limites e mecanismos de proteção ao apostador também é.
Mas simplesmente eliminar as empresas regulares, que geravam empregos e pagavam bilhões de reais em tributos significa deixar a pista ainda mais livre para os operadores clandestinos.
Aliás, se a preocupação central fosse realmente a saúde das pessoas e o combate à ludopatia, seria difícil explicar por que apenas 1% dos recursos provenientes das destinações legais das apostas foi reservado especificamente à saúde.
Isso mesmo: quando Congresso e Governo Federal estabeleceram a divisão desses recursos, a saúde ficou com apenas 1% — justamente a área que deveria ter papel fundamental na prevenção e no tratamento da dependência em jogos.
Você sabia?
Eu devo ter muita falta de empatia e noção dentro do meu coração, porque eu não consigo vitimizar adulto irresponsável assim
O cara tem uma família, esposa, filho, pega o salário dele e joga no tigrinho
E a culpa não é dele? Não consigo conceber esse raciocínio pqp
@TheSmartBettor Po, Smart. Ai não da kkkkk eu nao estou do lado das casas. Eu to do lado do MEU dinheiro, da minha renda extra que vem de lá kkkkkk pelo amor de Deus
O debate sobre a proibição das apostas é legítimo e não deve ser interditado. Há preocupações reais com endividamento e vício, mas qualquer decisão precisa considerar os seguintes pontos:
• Segurança jurídica e previsibilidade: empresas que cumpriram a regulamentação e terceiros que firmaram contratos não podem ser surpreendidos de um dia para o outro. O clube assumiu compromissos financeiros para este e os próximos anos contando com esses recursos. Um exemplo concreto: as lojas do Fluminense têm seis meses de estoque de camisas com a marca do patrocinador master. Uma mudança abrupta gera prejuízos e pode custar milhares de empregos em toda a cadeia.
• Efetividade da medida: proibir as empresas reguladas não acaba com as apostas. O mercado clandestino tende a ocupar esse espaço, sem fiscalização, sem tributação e sem nenhuma proteção ao apostador.
• Impacto no esporte: os recursos não sustentam apenas o futebol profissional. Eles financiam categorias de base, futebol feminino e esportes olímpicos, que empregam centenas de atletas e profissionais no clube.
• Arrecadação pública: o mercado regulado gerou bilhões em tributos e destinações previstas em lei para esporte, seguridade social, segurança pública, educação e saúde. Sem ele, esses recursos precisarão vir de outra fonte.
Defendemos, no mínimo, um período de transição adequado caso haja mudanças. O caminho deve ser guiado por dados concretos e pela efetividade de cada alternativa.
Com a proibição das BET'S agora podemos ir para o próximo passo.
A proibição das facções criminosas, assaltos em ponto de ônibus, roubo de carro, moto e etc.
Quando que essa proibição entra em vigor?
No Brasil, saúde, segurança e educação são tão zoados, que a galera nem cobra mais, todo mundo conformou.
TEMOS DE PROIBIR O ÁLCOOL. 🍺🚫
Vicia. Empobrece. Reduz produtividade. Destrói qualidade de vida. Mata milhões.
Afinal, se esses são os critérios, estamos embasados: o álcool é MUITO, mas MUITO mais danoso que bets.
Já aviso que se vier espernear com política nos comentários vou bloquear e foda-se, quero que Lula e Flávio vão para casa do caralho.
Alguns fatos e depois opinião.
Vamos aos fatos:
Foi o governo Lula que regulamentou as bets, junto ao Haddad, com o discurso de que taxariam as bets já que elas operavam no Brasil e não pagavam impostos.
O dinheiro que o governo arrecada com as bets já está incluso no orçamento pra 2027, o governo vai ter que refazer tudo e fazer surgir ~15bi de algum lugar.
As empresas pagaram uma licença por 5 anos, ele vai quebrar o contrato com 1 ano e meio e elas com certeza vão pedir reembolso e indenização e, segundo a Reuters, isso pode chegar a 120bi.
Lula viu Flávio passar ele em todas as pesquisas (e no polymarket) e está desesperado pela a reeleição e precisou apelar para algum tema populista na reta final.
O que eu penso que vai acontecer se ele realmente proibir 100% como está falando:
- futebol brasileiro para;
- emissoras começam a bater no governo;
- quem quiser vai continuar apostando normalmente;
O Lula realmente está disposto a tudo pela reeleição.
Se você for educado nos comentários, podemos dialogar 👍
Qual é a diferença entre cassino e aposta esportiva? Eu tentei explicar nesse vídeo rápido, voltado para o público que não conhece esse mundo. Tentei fazer o mais ditático possível. Tá lá na rede vizinha https://t.co/m1fnjKwbCg