Guinness era um gato preto que vivia em um apartamento no 30º andar de um arranha-céu em Londres.
Era um gato de dentro de casa e nunca saía para a rua. Ainda assim, tinha um melhor amigo: um limpador de janelas chamado Stephen.
Todas as terças-feiras, Stephen descia em sua plataforma pelo lado do prédio. Quando chegava ao 30º andar, Guinness já estava esperando. O gato perseguia a escova de Stephen através do vidro, batia na janela, pulava e girava. Stephen entrava na brincadeira: fazia caretas e desenhava carinhas sorridentes na espuma do sabão para o gato. Eles brincavam por dez minutos, uma vez por semana. Era o momento mais especial para os dois.
Então, em uma terça-feira, Stephen não apareceu. Guinness esperou na janela. Miava. Andava de um lado para o outro. Outro limpador de janelas desceu pela fachada. Guinness correu até o vidro, mas o novo homem o ignorou e continuou trabalhando. Com a cauda baixa, Guinness foi embora.
Stephen não voltou por seis meses. Ele estava gravemente doente, internado no hospital, lutando contra uma infecção séria. Quando finalmente se recuperou, voltou ao trabalho. Ainda fraco, só pensava em uma coisa: rever o amigo.
Desceu a plataforma, nervoso.
Será que o gato vai se lembrar de mim? Será que eles se mudaram?
Ao chegar ao 30º andar, Guinness dormia no sofá. Stephen bateu suavemente no vidro. A cabeça de Guinness se levantou de repente. Ele viu Stephen.
O gato se atirou contra a janela. Miava tão alto que Stephen conseguia ouvi-lo através do vidro grosso. Esfregava o rostinho no vidro, ronronando. Stephen começou a chorar em sua plataforma, a 30 andares de altura. Ele encostou a mão no vidro. Guinness pressionou a patinha contra a mão de Stephen.
O dono do gato tirou uma foto. Ela se tornou viral.
A imagem mostrava que a amizade não conhece barreiras, nem mesmo uma placa de vidro a quase 100 metros do chão.
A emocionante reunião de Stephen e Guinness prova que laços verdadeiros resistem ao tempo, à distância e a qualquer obstáculo.