A folha de São Paulo traz hoje um longo artigo mostrando a superioridade da extrema direita na redes, e faz menção a minha atuação, afirmando que eu “optei” por usar a mesma estratégia da extrema direita para me destacar nas redes e fazer o enfrentamento a eles. Aqui, cabem duas observações:
1 - Eu não “optei” por usar a mesma tática deles, mas simplesmente não tive outra opção, já que os atores políticos do nosso campo acreditavam, e continuam acreditando, que humanizar a imagem do político e fazê-lo acessível ao eleitor, ainda que virtualmente, é desnecessário.
Assim, me restaram duas opções: descer ao nível deles, ou assistir a mais 4 anos de Bolsonaro e ver ressurgir uma ditadura em nosso país.
Eu sempre justifiquei e resumi minha atuação citando Raul Seixas: “A arapuca está armada e não adianta de fora protestar, quando se quer entrar em um buraco de rato, de rato você tem que transar”. Pra quem sabe ler, um pingo é letra.
2 - Ao contrário dos principais nomes da extrema direita, eu não tenho um “exército” para comandar. Eu sequer estou em um partido político de esquerda. A única coisa que tenho é o apelo popular entre as massas, e a simpatia da militância. Muito pouco pra fazer frente a um exército tão bem organizado quanto o deles.
Não existe exército de um homem só . Não existe salvador da pátria. Não existe alguém que tenha o toque de Midas, nem existe governo bem sucedido o suficiente para enterrar de uma vez por todas as ameaça fascista encarnada pela extrema direita. Pra ficarmos livres desse fantasma e enterrar de uma vez por todas essa ameaça, será necessária ainda muita luta, inteligência e organização. Caso contrário, independente do quanto trabalhemos, a ameaça sempre estará pairando pelo ar.
Mulheres ricas sempre foram à Europa para realizar aborto em segurança e legal.
Mulheres da classe média vão à Colômbia, Argentina e Guiana Francesa e realizam o aborto em segurança e legal.
A descriminalização do aborto no Brasil é sobre as mulheres pobres.
Video novo no canal sobre a mentira de que BNDES financia governos estrangeiros.
Corte da conversa que fiz com @moreira_uallace no @KritikePodcast
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