Tem dias que bate a neurose de perceber que eu dou minha vida pelo rap e a sensação que dá é de estar cantando para as paredes… e é impressionante como a neurose sempre passa, de um jeito ou de outro, a vida sempre me mostra o quão maravilhoso é fazer rap
Obrigado Deus por não ter o paladar musical viciado em música ultraprocessada que envenena a cultura que eu tanto amo. Essa rebeldia auditiva me proporciona encontros impagáveis
Não me espere botando estrelinha vermelha no insta pra mostrar meu apoio à uma esquerda neoliberal e desenvolvimentista, como se essa fosse a única alternativa possível contra o fascismo.
A produção de distâncias é primordial para que qualquer responsabilidade afetiva genuína floresça. As vezes aquela pessoa que ficou sem te dar notícias por um tempo e vc interpretou como um ghost é só alguém que pratica isso, de maneira consciente ou inconsciente.
E para escolher levar em consideração o sentimento alheio, é necessário um mínimo de disponibilidade emocional, que muitas das vezes as pessoas não tem, ainda mais dentro dessas prisões que são os relacionamentos monogâmicos tradicionais, onde os papeis de gênero sufocam ambos
Responsabilidade afetiva, por exemplo. É comum que as pessoas tratem desse tema como uma obrigação, mas a verdade é que levar em consideração o sentimento alheio sempre é uma escolha, e isso que faz a responsabilidade afetiva ser algo bonito.
Acho tão mais bonito quando as pessoas bancam o que são e o que fazem ao invés de recorrerem ao moralismo do “certo” e “errado”. Isso nem é um desabafo, é uma constatação mesmo.
A gente precisa disso, e nem falo de cena de rap, falo da gente mesmo, carne e osso. Precisamos de arte real, orgânica e sincera, menos enlatada e moldada como produto.