@titiasuspensa Esse é o QI do brasileiro médio que acha super legal um juiz de suprema corte gravar entrevistas por aí como se fosse celebridade, antecipando decisões antes de avaliar o mérito via Instagram.
Rapaz, imagine você viver no mundo em que:
— Todos esses caras de empreiteiras pagaram literalmente bilhões de reais em propina, corromperam de vereador a presidente da república, confessaram que compraram leis, medidas provisórias, portarias, de gastos com defesa e energia nuclear, contratos de quentinhas, o cardápio completo para ser dono do estado, e estão todos soltos e se livraram até das multas.
— Esse senhor doou R$ 500 para fretar um ônibus pra uma manifestação que terminou num quebra-quebra e vai tomar 14 anos de cana.
Imagine chamar isso de justiça.
Há exatos 7 anos nascia o AI-5 da nossa era.
O Inquérito das Fake News, que recebeu vista grossa da imprensa por tanto tempo por conveniência política, faz aniversário hoje.
Foi em 14 de março de 2019 que Dias Toffoli resolveu abrir de ofício um inquérito para defender a "honorabilidade" do STF, de seus ministros e de seus familiares, entregando-o a dedo, sem sorteio, àquele que viria a se tornar a maior ameaça à democracia dos nossos tempos, o ministro Alexandre de Moraes.
Finalmente ele começou a ser questionado pela imprensa, depois de anos de cumplicidade.
Isso nos dá uma pontinha de esperança de que possamos ver o seu fim antes de ele completar uma década...
Quando o presidente do Brasil, Lula @LulaOficial, desrespeitou a memória do Holocausto durante meu mandato como Ministro das Relações Exteriores, declarei-o persona non grata em Israel até que pedisse desculpas.
Agora ele revelou sua verdadeira face como antissemita declarado e apoiador do Hamas ao retirar o Brasil da IHRA – o organismo internacional criado para combater o antissemitismo e o ódio contra Israel – colocando o país ao lado de regimes como o Irã, que nega abertamente o Holocausto e ameaça destruir o Estado de Israel.
Como Ministro da Defesa de Israel, afirmo: saberemos nos defender contra o eixo do mal do islamismo radical, mesmo sem a ajuda de Lula e seus aliados.
Vergonha para o maravilhoso povo brasileiro e para os muitos amigos de Israel no Brasil que este seja o seu presidente. Dias melhores ainda virão para a relação entre nossos países. 🇮🇱🇧🇷
Carta Aberta ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
28 de fevereiro de 2026
Presidente Lula (@LulaOficial),
A recente nota do Ministério das Relações Exteriores (@ItamaratyGovBr) condenando ataques contra o Irã não é apenas um posicionamento diplomático circunstancial. Ela expõe um padrão. Mais precisamente, o seu.
E padrões importam.
Em 1979, em entrevista à revista Playboy, o senhor não foi provocado a comentar Adolf Hitler. O senhor próprio trouxe o nome. Disse que, embora “errado”, ele tinha “aquilo que eu admiro num homem: o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer”. Na mesma resposta, citou o aiatolá Ali Khamenei, Fidel Castro e outros líderes autoritários como exemplos de dedicação.
O senhor fez a ressalva de que não concordava com a ideologia.
Mas, passados 47 anos, essa ressalva perde força diante dos fatos. Quando escolhas diplomáticas reiteradas caminham na mesma direção daqueles exemplos citados no passado, a distinção entre “não concordar com a ideologia” e manter alinhamentos políticos concretos torna-se, na prática, difícil de sustentar.
Alinhamento não é apenas concordância ideológica explícita. É também escolha de referência. Escolha de exemplo. Decisão sobre quem simboliza virtude política.
Quando se apontam líderes autoritários como modelos de “determinação”, a mensagem não é neutra. A determinação, nesses regimes, não é qualidade abstrata: é o mecanismo pelo qual se impõem revoluções, se consolidam ditaduras e se silenciam dissidentes.
E havia — e há — exemplos do outro lado. Democratas que transformaram seus países com firmeza sem destruir instituições. Determinação não é monopólio de regimes totalitários.
Em 1979, o Irã vivia a consolidação de uma revolução teocrática que hoje, 47 anos depois, vemos contestada nas ruas por mulheres, jovens e opositores que arriscam a vida. Ainda assim, naquele momento, o senhor mencionava com admiração a liderança que simbolizava aquele novo regime.
Quase meio século se passou.
Hoje, novamente no exercício da Presidência, o senhor mantém relações próximas com o Irã, envia autoridades de alto escalão a Teerã, sustenta diálogo político frequente e, diante de uma escalada regional que envolve diretamente o financiamento iraniano a organizações como Hamas e Hezbollah, emite uma nota que condena reações sem contextualizar a origem estrutural da agressão.
É impossível não perceber a continuidade.
O discurso pode ter mudado de tom. A lógica permanece.
O Irã reprime brutalmente seu povo, persegue mulheres por desafiarem imposições religiosas, executa opositores e financia grupos que operam deliberadamente contra civis. Ignorar esse contexto ao condenar ações militares não é neutralidade diplomática — é escolha política.
O senhor afirmou, em 1979, que não admirava ideologias, mas a determinação. No entanto, quando a diplomacia brasileira se aproxima reiteradamente de regimes autoritários, relativiza suas práticas e emite notas que omitem o contexto estrutural das agressões que promovem, a antiga ressalva deixa de ser convincente.
A determinação de líderes autoritários não é virtude isolada; é a força que sustenta estruturas de opressão. Reconhecê-la como qualidade admirável, ainda que com ressalvas, transmite uma mensagem inequívoca.
Hoje, 47 anos depois daquela entrevista, ao observar sua política externa e a nota oficial emitida pelo Brasil, a sensação é de que pouco mudou na forma como o senhor enxerga regimes que se colocam contra democracias liberais.
A história oferece oportunidades de revisão. De amadurecimento. De ruptura com referências equivocadas.
O Brasil merece uma política externa que não apenas condene formalmente a violência, mas que reconheça com clareza quem a fomenta sistematicamente.
Neutralidade seletiva é posicionamento.
E posicionamentos revelam convicções, Presidente.
Grupos armados com fuzis e explosivos afrontam a lei, desrespeitam a autoridade e ameaçam a liberdade de todos. Mas o poder legítimo é o do Estado e nós não vamos recuar.
Quem empunha uma arma de guerra contra o povo e contra a polícia comete um atentado contra a democracia.
Daqui uns anos eu vou ter que explicar pros meus netos que o meu país elegeu um partido que deixou bandidos fugirem de um presídio de segurança máxima pela primeira vez na história, contratou membro do PCC pra ser contador, mandou dinheiro pra organização terrorista no Irã, mas a ameaça pra nossa democracia era eu