O que aconteceu no Ceará foi simples: Michelle Bolsonaro entrou no palco do Girão e recolocou a direita no trilho.
Enquanto caciques do PL tentavam empurrar, nos bastidores, uma aliança improvável com Ciro Gomes, ela teve a coragem de dizer, na frente de todo mundo, aquilo que a base já sabia: a direita no Ceará é Girão, e ponto.
Michelle não mandou recado.
Ela falou na lata: alianças com quem passou a vida atacando Bolsonaro não fazem sentido.
E expôs a contradição que estava sendo varrida para debaixo do tapete.
André Fernandes correu para dizer que o acordo com Ciro tinha sido “autorizado” por Bolsonaro, com Valdemar e até Carlos Bolsonaro na sala.
Flávio Bolsonaro ligou depois, tentando conter o desgaste.
Mas nada disso muda o essencial: não existe um único fato histórico que indique que Ciro Gomes abriria palanque para a direita em 2026.
Um político com 40 anos de trajetória na esquerda não vira conservador porque meia dúzia de caciques deseja.
A única pessoa que teve a coragem de dizer a verdade, a única que leu o cenário com lucidez, foi Michelle.
Ela percebeu antes de todos que essa aliança híbrida enfraqueceria a direita, confundiria o eleitor e entregaria o Ceará de bandeja ao PT.
No fim, cada liderança falou de si.
André defendeu sua costura.
Flávio tentou apaziguar.
Carlos ficou silencioso.
Mas quem falou pela direita, pela coerência e pela verdade foi ela.
E, honestamente?
Michelle Bolsonaro foi a única que acertou.
Na CCJ do Senado, foi aprovado, por emenda do Sen @esperidiaoamin_ , o voto auditável no projeto do novo Código Eleitoral. Votei a favor de mais segurança e transparência nas eleições.