Bruno e Endrick não podiam perder os gols que perderam, é claro. Mas vamos além, e não é pegar no pé, apenas constatar o óbvio: a entrada de Neymar estragou o melhor momento do Brasil no jogo. Porque Endrick teve que cair para a direita, onde é menos perigoso e marca mal; Vini também não ficou mais solto e teve que marcar mais, enquanto o craque dava suas corridinhas cenográficas atrás dos noruegueses. A aposta foi toda na qualidade individual de quem já foi um gênio, mas não joga futebol há 5 anos. Poderia ter dado certo, porque futebol é assim, mas não aconteceu. Responsabilidade é toda de Ancelotti, que até fazia um bom trabalho, e não de Neymar, acostumado a ter seus desejos atendidos. Resta olhar pra 2030, levando para a Copa 26 jogadores profissionais em condições.
A eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 era, infelizmente, mais do que previsível. Tudo caminhava para esse desfecho. Não apenas pelo desempenho medíocre da equipe, muito distante da seleção que povoa a memória afetiva rodriguiana de tantos brasileiros, mas também por todas as evidências que estavam escancaradas desde o início desse ciclo.
Falta talento a esta geração, e a culpa nem é dela. O futebol brasileiro alijou e sabotou jovens sistematicamente, tentando espelhar um modus operandi europeu porque, claro, somos vira-latas. O Vini Jr., coitado, é a andorinha que não faz verão.
O treinador, apesar do currículo vitorioso, parecia muito mais preocupado em fazer publicidade e agradar patrocinadores do que em formar uma equipe de verdade. E, acima de tudo, havia a insistência em convocar um ex-atleta em atividade, hoje muito mais reconhecido por sua carreira no Instagram.
Neymar é uma das piores coisas que aconteceu para o futebol brasileiro nos últimos vinte anos. E olha que passamos por crises bem severas nesse período. Não consigo imaginar um norte pior para tantos jovens. Neymar é o símbolo de uma era que transformou dinheiro e ostentação em virtude. O talento que o popularizou ficou em último plano. “Exxxquece!”
Quem desfila há tempos é o homem de 34 anos que age como um menino (menino!) de 14, que provoca, humilha ou menospreza adversários, que agride companheiros de equipe, que xinga árbitros e que se acha maior do que as instituições que representa. Até porque, para alguns bajuladores, que medem grandeza por seguidores no TikTok, ele é.
Sonhávamos com um hexa e faturamos um diferente: seis Copas do Mundo consecutivas sem conquistar o título. Quando esta Copa acabar, estaremos atrás não só da Noruega (um país com oito meses de inverno e do tamanho do Maranhão), mas também de argentinos, mexicanos, colombianos e, em certa média, até de cabo-verdianos.
Sim, meus amigos. No futebol, o Brasil regrediu. O Brasil se apequenou. Encolheu-se diante de indivíduos, de marketing, do dinheiro e, por fim, diante de um influencer.
Mais um.
Aliás, já jogaram no Tigrinho hoje? O pai tá on!
(Som de risada idiota de pai de família que sofre de síndrome de Peter Pan…)
O Brasil não mereceu. Por hoje e, principalmente, pelo que (não) fez desde a última Copa. A verdade é que a gente sempre acha que pode dar certo, mesmo fazendo tudo errado. Não é garantia de título trabalhar direito. Mas que, pelo menos, tentem isso pelos próximos quatro anos.
Deixa ver se entendi. O governo está mandando uma comitiva para Israel, que está vencendo a pandemia graças à vacinação em massa da população. Mas o motivo da visita é outro: o Incrivel spray nasal, ainda sem eficácia comprovada. Do qual nem Israel faz propaganda. É isso mesmo?
Ronilso Pacheco critica líderes evangélicos por seu "silêncio" diante da violência contra negros e pobres, justamente a parcela da população da qual vem boa parte de seus fiéis. https://t.co/dnLYn0Ozy1
@Esp_Interativo Total falta de sensibilidade em cobrar pela transmissão do jogo da seleção brasileira pelo @EIPlus e ainda querer ter audiência, tendo a TNT para transmitir. É um tiro no pé e uma pisada de bola. Desse jeito, a audiência nunca vai aumentar e nem com os jogos do brasileirão.
@andrizek Acho estranha a alegação do vice-presidente jurídico do Flamengo de que o clube não reconhece o MP como advogado de defesa. Ora, os garotos que morreram eram menores de 18 anos e o MP tem legitimidade constitucional para representá-los. O advogado do Flamengo deve saber disso.