Ato III - Um Novo Dia
O sol do dia seguinte não trouxe claridade, apenas um remorso gorduroso que grudava na minha pele. Na cama, ao lado de Ricardo, eu fingia dormir, mas cada respiro dele, cada movimento casual, era um martelo no crânio, me lembrando da traição.
ainda saboreavam o sabor do outro. Quando ele se afastou, ele não notou nada. Não notou a luz selvagem nos meus olhos, nem o cheiro de sexo e outro homem que impregnava o meu ar. Ele só viu sua esposa. "Vou tomar um banho rápido. Depois a gente janta, tá?", ele disse, e virou em
Ele me viu e continuou andando, sem desconfiar de nada. "Chegando, amor. Que dia inferno." Ele se aproximou, a proximidade dele me causando um calafrio. Ele se inclinou para me beijar, um beijo de marido, rápido e rotineiro, nos lábios. Meus lábios ainda estavam inchados,
Eu me encostei na parede, tentando parecer casual, tentando acalmar a respiração ofegante que denunciava a tempestade dentro de mim. "Clara? Você aí?", a voz dele soou, normal, tranquila. A ironia me sufocou.
Ele apareceu no fim do corredor, um sorriso cansado no rosto.
Minhas mãos, trêmulas, agarraram uma toalha de rosto no varal, e eu a enrolei em volta do meu torso, cobrindo os seios marcados e as costas arranhadas. Ouvi os passos de Ricardo no corredor, uma cadência familiar que agora soava como a marcha de um carrasco.
Meus movimentos foram guiados por um instinto animal de sobrevivência. Eu me esquivei, arrancando a calcinha do chão e a vestindo com a pressa de um ladrão. O tecido frio e molhado se colou em mim, um lembrete úmido e nojento da traição, uma marca visível de Gabriel em mim.
Ricardo. O pânico, frio e cortante, me atingiu com a força de um caminhão. Meu cérebro entrou em colapso. A porra de Gabriel, brilhando e escorrendo pelo interior das minhas coxas. Meus seios marcados por mordidas, a boca inchada por beijos selvagens.
em nada além da necessidade visceral de sentir ele dentro de mim mais uma vez, de provar que o controle ainda era meu. Eu dei um passo em direção à porta, meu corpo ainda seminu, gotejando.
Foi quando a chave na porta da frente girou. O som cortou o ar como uma lâmina.
"Seu miserável", eu rosnei para o quarto vazio. Eu me levantei, as pernas trêmulas, decidida. Eu iria atrás dele. Eu o arrastaria de volta para esta cama e o forçaria a terminar o que começara, mesmo que eu tivesse que implorar. Eu não pensava em Ricardo, no casamento,
perseguindo.
Fiquei na cama, o corpo tremendo de um prazer frustrado e de um ódio gelado. A covardia dele me deixou nua e vazia, o desejo ainda me consumindo como fogo. A porra dele escorria lentamente do meu cu, uma lembrança pegajosa e humilhante do seu abandono.
para a mulher que fora sua cunhada momentos antes, agora uma desconhecida coberta pelo suor e pelo sêmen dele, e o vi recuar. "Eu... preciso sair daqui." Ele se virou, ajeitando as calças com movimentos desajeitados, e fugiu do quarto como se o próprio inferno o estivesse
Ele parou, ofegante, o corpo rígido. "Clara... o que nós fizemos?", ele sussurrou, o som abafado pelo choque. Ele se afastou, como se eu o tivesse queimado. "Isto... isto está errado." A ordem que eu dei, a promessa de mais depravação, o quebrou. Ele olhou para mim,
E quando você gosar, eu quero beber tudo. Quero engolir a sua porra até a última gota. E você vai me dar." Não era uma pergunta. Era uma promessa.
Mas o animal em Gabriel recuou. A brutalidade em seus olhos deu lugar a um lampejo de pânico, de nojo por si mesmo.
sentindo o líquido escorrer de mim. Mas não era o suficiente. Eu me virei para ele, o rosto ainda marcado pelo êxtase. "Ainda não", eu sussurrei, minha mão envolvendo seu membro semi-ereto. "Não terminou. Você vai me foder de novo. E de novo.
Uma onda de calor explodiu dentro de mim, e eu gritei, meu corpo se contorcendo em espasmos de prazer doloroso. Ele continuou bombar por alguns segundos, esvaziando cada gota dentro do meu corpo proibido. Quando ele finalmente saiu, caí na cama, ofegante,
que me sacudiu como um terremoto. "Deixe ele nos pegar. Eu quero que você gosa dentro de mim. Quero sentir sua porra escorrendo de mim enquanto ele olha. Enche minha buceta de porra agora, Gabriel!"
Com um último, profundo golpe, ele obedeceu.
fodendo meu cu com a mesma fome selvagem com que me fodera antes. O som da nossa pele batendo era obsceno, uma música sacra para o nosso pecado. "Clara, eu... eu estou quase", ele gemeu. "E se o Ricardo...?" "Deixe ele chegar", eu gritei de volta, no meio de um orgasmo